Quarta-feira, 23 de Outubro, 2019
Media

Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.

O referido estudo baseia-se na pesquisa “Perspectivas Espanha 2019”, na qual mais de mil executivos espanhóis foram consultados entre Novembro de 2018 e Janeiro de 2019. Os dados da indústria correspondem às respostas de 26 executivos.

Questionados sobre quais as tendências de modelos de negócio que vão consolidar-se nos próximos anos, cerca de oito em cada dez executivos do sector destacaram a distribuição on-line de conteúdo a pedido. Mais da metade, 54% aposta no pagamento pelo conteúdo e 42% na monetarização do maior conhecimento do utilizador por meio da personalização do conteúdo.

Dos inquiridos, 58% acredita que o sector não adaptou adequadamente os seus modelos de negócio à transferência de canais offline para o público digital.

Segundo ainda o relatório, a transformação digital é uma prioridade estratégica para 58% dos executivos do sector, seguida pelo desenvolvimento de novos produtos ou serviços em 46% e a melhoria de processos em 42%.

Por sua vez, quando abordados sobre o potencial da análise de dados, 61,54% consideram necessário melhorar a respectiva exploração para enriquecer a experiência do utilizador, embora afirmem que já começaram a fazê-lo.


Metade dos inquiridos do sector inquiridos, acredita que a situação do sector dos media é regular enquanto para 23% má e para 8%, muito má, havendo apenas19% a considerem boa.


Mais da metade dos gestores acha altamente provável que as operações de consolidação ou integração ocorra nos próximos dois ou três anos e 16%, considera isso altamente provável.



( Mais Informação na APM )

Connosco
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Le Monde publicou, entretanto, um texto no qual é feita uma análise dos media britânicos neste contexto.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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