Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
Media

A “realidade virtual” como nova ferramenta para os “media”

 A “realidade virtual” vai mudar quase todas as indústrias que hoje sustentam a nossa economia. Os editores fariam bem em seguir de perto os progressos esta inovação, conforme refere  Miguel Ormaetxea num artigo publicado na Media-tics.

Imagine que ao levantar-se de manhã, os seus óculos de “realidade virtual” o notificam das últimas notícias. Ao pequeno almoço vão informa-lo sobre o valor nutritivo e o impacto que vão ter na sua saúde os produtos alimentares que está prestes a consumir.

Para se dirigir ao escritório, usa um automóvel autónomo com ecrãs  frontais que lhe disponibilizam um escritório virtual que permite trabalhar durante todo o trajecto.

De facto, num estudo recentemente publicado pela Singularityhub.com,  este prevê que o  mundo de “realidade virtual” esteja consolidado até  2030.

A Magic Leap, uma das empresas mais procuradas neste campo, arrecadou, 2,6 biliões de dólares, desde a sua criação em 2010. Desenvolveu o seu próprio ecrã virtual para ser acoplado à cabeça e permitir sobrepor imagens 3D, num ambiente estabelecido, ideal para transmitir notícias ou jogos interactivos

O autor cita Tim Cook, da Apple,  que considera “a realidade virtual” o futuro do telefone inteligente para todos.

“Deixaremos os actuais pequenos ecrãs bidimensionais e passaremos a ver através de uma interface de três  dimensões totalmente imersivo. Também poderemos ligar-nos através de lentes de contacto, a mais de três mil  milhões de smartphones que já estão em uso hoje.

A tecnologia, está a desconstruir muito rapidamente todo o actual sistema de informação e entretenimento. Os editores fariam  em acompanhar tal evolução.

Mais informação em Media-tics

Connosco
Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
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