Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
Media

“Google” e “Facebook” investigados por monopolizarem receitas publicitárias

Procuradores gerais norte americanos, liderados pelos estados do Texas e Nova York, anunciaram que estão a investigar a Google e o Facebook por possíveis violações das leis anti-trust dos EUA.As duas empresas têm vindo a ser acusadas de usarem o seu controlo do fluxo de informações, para monopolizarem as receitas de publicidade, provocando a asfixia de jornais em todo o país e no mundo, com o objectivo de eliminarem possíveis concorrentes.Matt Stollernum, autor do artigo publicado no The Guardian, afirma que “nenhuma sociedade jamais centralizou o controlo da informação desta forma, e esta é a primeira vez que a América ataca o problema de frente”.
Desde 2007, quase metade dos empregos em jornalismo, nos EUA, foram eliminados. Dos três mil  municípios , hoje dois terços não têm um jornal diário.


Todo sector de produção de notícias está em declínio e isso não acontece por haver falta de interesse nas notícias. As pessoas continuam a querer e a procurar notícias. Mas o volume e as receitas de anúncios que costumavam fluir para a imprensa, agora vão para o Facebook, com uma receita anual superior a 60 mil milhões de dólares e para a Google, que arrecada mais de 110 mil milhões.

A Google possui oito produtos com mais de um bilião de utilizadores e o Facebook quatro com mais de um bilião. Com um modelo de negócio bastante complexo, procuram colocar anúncios diante do cliente enquanto, este, comunica ou procura algo que deseja.

Os dois gigantes digitais precisam de editores, mas não precisam de nenhum editor específico. Por outro lado, todo o editor precisa desesperadamente da Google e do Facebook para colocar o seu conteúdo junto dos leitores. O desequilíbrio de poder é grande.

Assim podem seduzir ou forçar, através de uma série de acordos, numerosos editores a entregar dados sobre os seus públicos e a sujeitarem-se a opções de formatação específicas. Os dois gigantes competem com os editores pela receita publicitária.

O efeito líquido dessa estrutura de mercado é que, a imprensa pode produzir notícias, mas a maior parte da receita de publicidade gerada pelos consumidores vai para o Google e o Facebook, que assim ganham dinheiro com o trabalho de terceiros , o que é injusto e anticompetitivo, afirma Matt Stollernum.


Mais informação em The Guardian

Connosco
Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
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