Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
Media

“Le Monde” investe em serviços de “podcast”

Com presença já assinalável em formatos visuais, graças às suas ofertas no Snapchat e no YouTube, o Le Monde está agora a voltar-se para o áudio. Criou os três primeiros podcasts, em áreas que vão desde a investigação política até à vida íntima.

Ao adaptar-se a formas de narrativa das novas plataformas de divulgação de informação, o jornal francês dá início a este novo serviço com três trabalhos: “Sept ans de trahisons”, “Le Goût de M” e “S’aimer comme on se quite”.

O primeiro podcast, “Sept ans de trahisons”, trata das fracturas internas do Partido Socialista. O trabalho já tinha sido publicado no site do Le Monde e está agora, a ser emitido em 5 módulos de 10 minutos, no Lemonde.fr e no Spotify.

" Le Goût de M “, é uma produção totalmente original, produzida pela equipa da "M Le Magazine du Monde" que dá destaque a personalidades do mundo da cultura, moda, design e cozinha. Será transmitido a partir de 25 de Setembro, em módulos de 30 minutos no Lemond.fr e em todas as plataformas, Apple podcasts, Podcast Addict, Spotify, Deezer, etc..

O terceiro podcast do projecto intitula-se, “S’aimer comme on se quite” foi produzido em parceria com o Spotify, é uma adaptação de uma série de artigos, criados por Lorraine de Foucher, publicados no suplemento L' Epoque e na edição de assinantes do Le Monde.  


Esta emissãodará uma segunda vida aos textos e vai estar disponível em 10 episódios de 20 minutos no Lemonde.fr e no Spotify neste Outono.

 

Mais informação em Le Monde

Connosco
Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
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