Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
Media

Cofina disponível para adquirir a “TVI”

Para garantir que nenhuma das entidades se oporá às negociações com a Prisa, o CEO da Cofina, Paulo Fernandes, esteve reunido informalmente com o primeiro-ministro, com a Autoridade da Concorrência (AdC) e com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), antes de oficializar o interesse na compra da Media Capital.

A operação passa, segundo relata o semanário “Sol”, por um prévio aumento de capital do Grupo Cofina, permitindo a entrada de novos investidores que viabilizem o financiamento do negócio. Um dos possíveis novos accionistas poderá ser, a TV Record, conotada com a Igreja Universal do Reino de Deus

Segundo apurou o mesmo semanário, Paulo Fernandes não quererá repetir a situação que, enfrentou há dois anos nas negociações com a Altice e correr o risco de ver a operação inviabilizada pela demora das autorizações necessárias dos reguladores do sector.

A Cofina, terá colocado algumas exigências relacionadas com a saída de Judite Sousa, José Alberto Carvalho e Joaquim Sousa Martins.

Com a aquisição da TVI, a marca destacada será a do Correio da Manhã, estando previsto o fecho da TVI 24.

A concretizar-se a venda da TVI à Cofina, o negócio será efectuado por cerca de menos 30% dos valores considerados anteriormente para a compra da estação pela Altice.

Recorda, ainda, o “Sol” que, a Media Capital fechou o primeiro semestre com lucros de 5,9 milhões de euros, uma quebra de 44% face ao período homólogo, enquanto a Cofina apresentou lucros de três milhões de euros nos primeiros seis meses do ano.

Mais informação no Sol

 

Connosco
Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
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