Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020
Media

... e BBC condenada a pagar mais dois milhões a Cliff Richard

Pela segunda vez, a BBC, foi condenada a indemnizar o cantor britânico, Cliff Richard, agora em cerca de 2,2 milhões de euros. O caso relaciona-se com a emissão em directo de imagens de buscas policiais à casa do cantor. A verba destina-se a pagar custas do processo contra a emissora.  

Este caso, é um dos mais caros e embaraçosos da história do operador  público inglês e arrasta-se desde 2014, quando a BBC usou um helicóptero para transmitir imagens da ida da polícia à casa do cantor. Ao mesmo tempo,  informou os telespectadores queo cantor  estava a ser investigado, por agressão sexual a um rapaz de 16 anos em 1980. As suspeitas nunca foram provadas. 

Já no ano passado, a BBC, tinha sido condenada a pagar a Cliff Richard, uma indemnização de 210 mil libras (232 mil euros) por danos e 850 mil libras (940 mil euros) relativamente a despesas. Mas o actor alegou que a verba era insuficiente para pôr fim ao processo, já que só em custas judiciais  tinha despendido 4,5 milhões de libras (quase cinco milhões de euros). 

 

Durante o julgamento ficou a saber-se que o repórter da BBC, Dan Johnson, abordou a polícia de South Yorkshire, levando os agentes a acreditar que sabia mais sobre a investigação do que as autoridades. A polícia concordou em cooperar e avisou a BBC que ia efectuar buscas casa de Berkshire. 

 

A estação britânica, defendeu-se com o argumento de que tinha tido um comportamento eticamente aceitável, porque as imagens correspondiam a uma prática jornalística padrão. Mas outros aspectos foram tidos em conta pelo tribunal, como por exemplo, o “julgamento” que a equipa sénior da BBC, de serviço naquele dia, fez do caso e por terem decidido transmitir as imagens, mesmo sabendo de que se tratava de um suspeito e não de um acusado ou de um condenado. Esta decisão encerra  o processo judicial.

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Faleceu Vasco Pulido Valente cronista singular de imprensa Ver galeria

Faleceu o historiador, escritor, ensaísta e  cronista de imprensa, enquanto comentador político, Vasco Pulido Valente. A informação foi confirmada ao jornal “Público” e ao “Observador” por fonte familiar. 

 Vasco Pulido Valente, distinguiu-se como colunista com textos repartidos por vários jornais, e pela acidez irónica que cultivava nos seus comentários, invariavelmente cáusticos e certeiros em relação a não poucos actores do espaço político-partidário.

 O nome que o tornou célebre (e temido), era o pseudónimo de Vasco Valente Correia Guedes, que nasceu em Lisboa a 21 de Novembro de 1941. Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e tirou um doutoramento em História pela Universidade de Oxford. No final da década de 60, uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian permitiu-lhe estudar em Inglaterra, onde se doutorou, sendo um devoto de uma certa cultura académica, típica de Oxford.


Guia para um discurso jornalístico simplificado... Ver galeria

As “hard news” podem tornar-se pouco atractivas para os leitores, devido à linguagem formal e à utilização de conceitos desconhecidos pela maioria do “comum dos mortais”. 

Por muito que os jornalistas se esforcem para fazer passar a mensagem de forma clara, muitas vezes trabalham em “contra-relógio”, o que torna difícil a tarefa de escrever de maneira apelativa. Foi a pensar nesses profissionais que a jornalista Roy Peter Clark elaborou um pequeno guia, publicado na revista “Poynter”. 

Para a autora, o mais importante é escrever como quem conversa com um amigo num bar. É crucial utilizar linguagem simplificada, dar exemplos e explicar conceitos. Assim, poderá ser útil falar sobre o conteúdo, ainda que em monólogo, e só depois escrevê-lo.

O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...