Quarta-feira, 13 de Novembro, 2019
Media

Inventor da Internet está a criar nova "web" com "startup" espanhola

A 'start-up' espanhola, Empathy.co e a Universidade de Oviedo, colaboram para avançar no Solid, um ambiente web, impulsionado por Tim Berners-Lee, com mais a privacidade.

O objetivo da Solid é "mudar radicalmente a maneira como actualmente as aplicações da web funcionam, fornecer uma propriedade real dos dados e melhorar a privacidade", diz o site do projecto. No fundo, criar um espaço em que o abuso de informações pessoais dos utilizadores é impedido.
Berners-Lee deu o primeiro passo no MIT (Massachusetts Institute of Technology), onde sob a sua direção nasceu o embrião do projecto que pretende dar ao utilizador o controle total sobre seus dados. O problema é que isso vai contra o modelo de negócios da Google, Facebook e até da Amazon.

Após esse início, apareceram universidades e start-ups interessadas em ajudar a cimentar o projeco. A Empathy.co, com sede em Gijón, é uma  das  que começou a trabalhar no Solid, para criar um mecanismo de busca para lojas e aplicativos online, com base nos princípios da nova rede. 


Para executar o trabalho, a empresa asturiana conta com a colaboração da Universidade de Oviedo.

A primeira versão do mecanismo de busca será lançada em Dezembro deste ano e estará pronta para enriquecer o ecosistema Solid. Nesse espaço, os processos funcionam de maneira diferente. “Em vez de ter um cliente, computador ou telemóvel e um servidor, as peças principais são um cliente, chamado POD (dados pessoais on-line), e um servidor, chamado ”sólido”, explica Ángel Maldonado, fundador da Empathy.co.

“Pela sua constituição, o servidor no Solid não pode armazenar nenhum dado pessoal. O POD, possui todos os seus dados, como se fosse uma nuvem própria. É seu, “está ligado a si”, continua Maldonado. Esse elemento- chave, o POD, actua como intermediário. Com o Solid, qualquer aplicação terá acesso aos dados do usuário por meio do POD. Todas as análises de perfil e dados estão disponíveis enquanto a aplicação está aberta. Mas quando o utilizador a fecha, as informações deixam de estar acessíveis.

A aplicação tem informações sobre o utilizador para o atender melhor, mas só e apenas durante o momento em que ele interage com o sistema. Tudo se passa como quando vamos a uma loja física e pedimos uma sugestão. Depois de sair, a loja não armazena nenhuma informação sobre seus gostos e interesses. "Isso repensa o conceito de análise de dados", diz Maldonado.

As informações deixam de ser armazenadas em massa para prever o comportamento digital. Mas, para que o novo mecanismo de pesquisa funcione, a loja ou a aplicação precisará de seguir voluntariamente os princípios do que Maldonado chama de “a nova Internet”.

Mais informação em El País

Connosco
Onde se fala de jornalismo mais factual e menos negativo Ver galeria

Os meios de comunicação social exibem um enviesamento em relação a tudo aquilo que é negativo, seja nas notícias, seja no comentário. 

O jornalismo parece ter uma tendência para o negativo. Aparentemente, só o que é repentino e mau é digno de notícia, verificando-se que as coisas positivas são vistas como uma maçada.

O jornalismo acaba por ampliar a negatividade sempre que opta por não considerar os acontecimentos positivos.

A opinião é de Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor, numa crónica na revista POLITICO Magazine, do livro “Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress”. 

O autor apela a um jornalismo mais factual e considera que a governação democrática não pode funcionar se ninguém acreditar nisso, e o pessimismo jornalístico semeou o fatalismo e o radicalismo nas nossas instituições.

Jovens privilegiam “infotainment” em vez de notícias Ver galeria

Um estudo encomendado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) à agência Flamingo – especializada na concepção de estratégias culturais –, revela que a forma como as audiências mais jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido abordam as notícias é diferente das gerações anteriores. 

Os jovens procuram, principalmente, o progresso, o que influencia a forma como pesquisam e recebem notícias.

As audiências mais jovens, por norma, não procuram notícias e não se informam de forma proactiva, são indiretamente expostas à informação através de redes sociais, conteúdos digitais, programas de televisão e conversas online

Ao mesmo tempo, focam-se noutros tipos de conteúdos, como a combinação de informação e entretenimento (infotainment), histórias de lifestyle ou conteúdos de bloggers.

Em suma, as gerações mais jovens estão cada vez mais desconectadas das formas tradicionais de consumo de notícias, por considerarem que são menos relevantes para si.

APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, publicou no seu site um artigo no qual realiza a análise do estudo.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O caso do novo secretário de Estado com a tutela da comunicação social é assaz curioso. Nuno Artur Silva foi dono, até há dias, das Produções Fictícias, empresa que incluía a RTP no seu portfólio de clientes, facto que não o inibiu de aceitar  ser administrador daquele operador público, com a responsabilidade dos conteúdos. Cumprido o primeiro mandato, sem abdicar da...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
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