null, 17 de Novembro, 2019
Opinião

Em defesa de um “ranking” de investimento publicitário

por Manuel Falcão

Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal.

Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim, numa consulta a agências multinacionais, atribuir a conta a uma delas - e por arrasto a filial portuguesa dessa agência de meios internacional ganha a pequena parte do budget que será investido em Portugal.

Muitas vezes não há um esforço especial para que tal aconteça, a formatação das campanhas  e as suas directivas gerais vêm estruturadas de forma central. Não estou a querer tirar a importância às equipas locais nem ao seu know-how e sei que há agências que se esforçam em ser inovadoras, em apresentar soluções “out of the box”. mas sei que também há muitas que nem têm espaço para isso dentro das suas organizações multinacionais e se limitam a cumprir as guidelines estabelecidas e decididas centralmente.

 

Outro galo cantaria se existisse um ranking de agências de meios que contabilizasse o investimento publicitário gerido de empresas e marcas portuguesas.

 

Tenho a certeza que não existe correspondência entre o ranking que inclui os alinhamentos internacionais e o ranking dos investimentos de anunciantes portugueses.

 

E era útil que existisse um ranking assim, de investimentos locais - daria uma imagem mais focada da realidade do nosso mercado. Poderíamos ter uma ideia mais exacta sobre a dimensão do investimento publicitário de marcas portuguesas, uma ideia mais segura sobre a forma como são geridos e sobre a inovação e criatividade desenvolvidas pelas agências de meios responsáveis por esses investimentos - sejam elas filiais de multinacionais ou agências locais . 

 

 

Defendo há muito que deve existir, a par do ranking actual (que junta tudo), um ranking de actividade publicitária dos anunciantes e marcas nacionais e das suas agências de meios.

 

Essa será uma medida mais justa do esforço e trabalho desenvolvido em Portugal, será uma ferramenta para avaliar a satisfação dos clientes ao longo dos anos e será de facto uma forma para avaliar quais as agências que exclusivamente no mercado português são mais competititvas, que conseguem pelo seu trabalho fidelizar os clientes e que procuram soluções eficazes em conjunto com os publishers e media locais, sem estarem condicionadas a compromissos de investimento em plataformas internacionais que as contas alinhadas globalmente muitas vezes incorporam.

 

Era adequado que este ranking nacional existisse e que incluísse as agências criativas e as agências de meios. Assim os anunciantes portugueses e a indústria publicitária em geral teriam um panorama mais real do que se está a passar.

 

Connosco
Centro Báltico ensaia novos modelos para o jornalismo investigativo Ver galeria

Um dos principais actores no campo do jornalismo colaborativo no Báltico é o Re:Baltica – Centro Báltico para a Investigação do Jornalismo de Investigação. O projecto está sediado na capital da Letónia, Riga, e foi criado há oito anos, introduzindo duas ideias inovadoras para a prática do jornalismo na região.

O Centro realiza pesquisas e cria uma história e, posteriormente, fornece-a, a título gratuito, aos meios de comunicação. Em segundo lugar, adoptou um novo modelo de negócio, que depende principalmente de doações e concessões.

O Observatório Europeu de Jornalismo falou recentemente com Inga Springe, questionando-a sobre o trabalho quotidiano de uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos, e os desafios que actualmente enfrenta.

Springe defende que que o problema não é o das pessoas lerem o jornal "certo" ou "errado". O problema é não lerem os media tradicionais. Esse foi o motivo que a levou a impulsionar com o projecto Re:Baltica Light e várias reportagens sob a rubrica #StarpCitu (#ByTheWay), disponíveis no YouTube e no Facebook.

Um artigo sobre a organização foi publicado, pela primeira vez, no site do Observatório Europeu de Jornalismo e reproduzido no site da GIJN, do qual a Re:Baltica é membro.

O “LeKiosk” muda para “Cafeyn” e alarga oferta a assinantes Ver galeria

O serviço de notícias LeKiosk mudou de nome para Cafeyn e passou a apresentar-se como um serviço de streaming de informações. O quiosque digital permite a consulta de mais de mil títulos de imprensa francesa e internacional por 9,99 euros por mês.

A mudança de nome e de visual têm como objectivo atrair um público mais numeroso e fazer frente à Apple News+.

De salientar que a alteração da designação é, também, explicada por uma batalha jurídica, iniciada em 2012, entre LeKiosk Monkiosque.fr, publicada pelo Grupo Toutabo.

O departamento de propriedade intelectual da União Europeia decidiu, em Março, que havia um risco de confusão para o público, e que a Toutabo tinha registado a sua marca antes da LeKiosk.

Cafeyn tem, atualmente, cerca de um milhão de utilizadores activos por mês, em comparação com os 200 mil em 2017, que lêem uma média de 15 revistas diferentes. A maior parte destes assinantes foram obtidos através de operadores de telecomunicações, como a Bouygues Telecom e a Free, que oferecem o acesso a alguns dos seus clientes.

Isto permitiu à empresa aumentar o seu volume de negócios, que quintuplicou em três anos.

Em breve deverão ser anunciadas parcerias internacionais.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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19
Nov
Connections Europe
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