Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
O Clube

Recomeçar num sector em mudança


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.

As televisões, generalistas e temáticas, rivalizam nas cedências ao chamado “gosto dominante”, com futebol e algazarra de pseudo-comentadores em doses fartas,  e painéis  de suposto comentário político que seguem a lógica do futebol,  com o mesmo ardor ao serviço de capelas identificadas.

A rádio, embora se ressinta também da escassez de publicidade, tem resistido melhor em níveis de audiência, por continuar a ser muito ouvida no automóvel em viagem e, em especial, nos circuitos urbanos congestionados. E foi neste sector que apareceu a Rádio Observador, apostando no segmento da informação 24 horas, em concorrência directa com a veterana TSF.

É com este enquadramento que o Clube Português de Imprensa conta, perto de dobrar o meio século de existência, com muitas mudanças de permeio na Imprensa e no audiovisual.

São essas transformações que vamos continuar a acompanhar, habilitando quem nos segue  com os últimos desenvolvimentos do sector, seja através de propostas de reflexão ou de cobertura informativa.

Aqui estamos para prosseguir um trabalho,  já com muita história dentro.

A Direcção

Connosco
Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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