Quinta-feira, 20 de Fevereiro, 2020
Media

Imprensa generalista em queda e digital não compensa

Os títulos de informação generalista, de circulação impressa paga, continuam a seguir uma tendência descendente, com o balanço do primeiro semestre do ano a confirmar a evolução negativa.

A circulação digital paga mantem uma tendência de crescimento em várias publicações. No entanto, continua insuficiente para compensar as quebras na circulação impressa. Entre os generalistas, o Público é a única excepção que apresenta um crescimento digital compensatório da quebra registada na circulação impressa.

O Público, mantém um saldo positivo com o crescimento de 15% na circulação digital paga. Passou de 11.950, nos meses de Janeiro a Junho de 2018, para 13.744 nos primeiros seis meses de 2019 e superou a quebra de 0,5% na circulação impressa paga. O saldo é de uma circulação total paga de 30.890, o que equivale a um crescimento de 5,9% relativamente aos 29.183 registados no primeiro semestre de 2018.

A liderança no digital continua a pertencer ao Expresso, com uma circulação paga de 26.126, o que representa um crescimento de 6,5% relativamente aos números registados no semestre homólogo em 2018. Mesmo assim, o saldo é negativo já que a circulação total paga do semanário é de 83.604, uma descida de 2,9% face aos 86.101 que apresentava há um ano.

Também com resultados positivos no digital está o Correio da Manhã. Com uma base menos expressiva de 1.559, sobe17,7%, mas, encerra os seis primeiros meses de 2019 com saldo negativo de -8,2% na circulação total paga. O Jornal de Notícias e Diário de Notícias registam respectivamente quebras no digital, ao descerem, para 5.088 (-17,9%) e 1.516 (-56,6%) e na circulação total paga diminuem 8% e 39,4%.

Entre as news magazines, a Sábado com uma média de circulação impressa paga de 36.477 exemplares, perde a liderança com os 36.582 exemplares vendidos pela Visão no primeiro semestre de 2019.

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Connosco
Amal Clooney advoga mais liberdade de imprensa Ver galeria

A enviada especial britânica para a liberdade de imprensa, Amal Clooney, tem trabalhado, afincadamente, em defesa do livre exercício do jornalismo, mas acredita que os seus esforços estão a ser anulados por alguns líderes mundiais. Clooney destaca  as medidas coercivas de Donald Trump, a quem comparou, em entrevista ao “Guardian”, ao nível dos líderes autoritários.

Amal, que se distinguiu na defesa dos direitos humanos, destacou a urgência de o governo britânico unir esforços para derrotar os “predadores” da liberdade. A advogada acredita que tem em Dominic Raab, secretário dos Negócios Estrangeiros, um aliado, mas que as suas propostas requerem um apoio mais alargado. 

Agora que o Ofcom vai passar a regular a Internet no Reino Unido, Amal sugeriu a implementação de um instrumento, baseado nas sanções Magnitsky, visando penalizar qualquer entidade ou indivíduo que ameace os jornalistas, ou que restrinja conteúdos “online”.

Plataforma estabelece "ponte" entre académicos e imprensa Ver galeria

Apesar do grande número de estudos científicos publicados diariamente no Brasil, contactar os responsáveis por essas pesquisas pode ser, particularmente, ingrato. Perante essa realidade, duas jornalistas brasileiras especializadas em ciência, Ana Paula Morales e Sabine Righetti, criaram uma plataforma “online” para servir de “ponte” entre especialistas académicos e a imprensa. 

A Agência Bori é já parceira de 90 revistas científicas, mas quer expandir-se a novas publicações. A plataforma vai, agora, apresentar, semanalmente, três estudos inéditos, com potencial de divulgação e interesse público. Além disso, a equipa da Agência Bori está a realizar “workshops” de “media” para os cientistas que disponibilizam os seus conteúdos.

A Bori funciona através de um sistema de inteligência artificial único,  que agrega artigos de jornais científicos e gera alertas, de acordo com critérios definidos pelos jornalistas. Para ter acesso aos estudos, os profissionais de imprensa podem subscrever, gratuitamente, a plataforma.


O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...