Terça-feira, 10 de Dezembro, 2019
Media

Jornalistas do "Expresso" aprovam novo Código de Conduta

O Código de Conduta dos Jornalistas do Expresso, cuja primeira versão data de 2008, foi actualizado, nomeadamente nos seus Artigos 12º  (que se refere ao respeito pela privacidade de personalidades que sejam objecto de notícia)  e 26º (que trata do fenómeno novo das Redes Sociais).

Conforme é declarado no próprio Expresso, que aqui citamos, “por iniciativa da Direcção foi enviado um documento de trabalho ao Conselho de Redacção”:

“Este foi discutido ao longo de várias semanas em sucessivas reuniões, na sequência das quais foi elaborado um documento final com uma proposta que foi disponibilizada à redacção atempadamente para que a pudessem estudar e propor alterações. O documento foi depois amplamente discutido, alterado e votado em três sessões plenárias abertas a todos os elementos da redacção.”

A votação da alteração feita ao Artigo 12º foi aprovada por unanimidade, tendo o novo Artigo 26º sido aprovado apenas com um voto contra. 

É como segue a nova redacção do Artigo 12º: 

“Existe o dever de respeitar a privacidade, vida familiar, casa, saúde e correspondência de todo e qualquer cidadão. Esta obrigação inclui detentores de cargos públicos e institucionais, bem como celebridades como jogadores de futebol, escritores, artistas, empresários, dirigentes sindicais e empresariais, salvo em situações especiais e devidamente justificadas em que esteja manifestamente em causa o interesse público, ou quando ocorram situações em que os atos de uma personalidade contradigam o seu discurso público. 

Não se explora a relação familiar ou de amizade de pessoas com suspeitos, acusados ou condenados. 

Não é admissível a utilização de meios ocultos para a obtenção de imagens da esfera privada de uma pessoa e/ou da sua família, em local público ou privado, sem a sua autorização. 

Da mesma forma, ao jornalista é vedada a gravação de conversas sem autorização do interlocutor ou a publicação de informação obtida diretamente pelo jornalista de forma ilegal ou clandestina.” 

O Artigo 26º, sobre as Redes Sociais, estipula que, “independentemente da plataforma utilizada, o jornalista deve respeitar o presente Código de Conduta; assim, o jornal defende uma utilização das Redes Sociais sempre em conformidade com as regras deontológicas do jornalismo”. 

Para este fim, o Expresso elaborou um conjunto de recomendações para actuação nestas plataformas, que podem ser consultadas no anexo a este Código de Conduta. 

Ainda na parte noticiosa do texto, é dito que “foram votadas, uma a uma, as recomendações, tendo sido quase todas aprovadas por maioria qualificada. Houve pontos que foram acrescentados, outros retirados, alterados e alguns inclusive fundidos depois de amplo debate”. 

“No final da terceira sessão plenária o documento foi de novo sujeito a uma votação global, tendo sido aprovada com dois votos contra.”

 

Mais informação no  Expresso

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A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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