Terça-feira, 10 de Dezembro, 2019
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"Canal 11" em emissão regular com mais futebol no ADN...

Está em emissão contínua, desde as 11h.11 de quinta-feira, 1 de Agosto, o Canal 11, da Federação Portuguesa de Futebol, com Cristiano Ronaldo como “primeiro rosto”, tendo ao seu lado um convidado cujo nome fora reservado como surpresa.  
A transmissão partiu dos estúdios na Cidade do Futebol, em Oeiras, alargando-se a “directos” de outros pontos do País.

O novo canal é dirigido pelo jornalista Nuno Santos, que teve funções directivas na RTP e na SIC, e pode ser acedido pelas três operadoras, Meo, Nos e Vodafone  - mas a FPF sublinha que não será limitado aos ecrãs de televisão, estando também vocacionado para as redes sociais.

Para o primeiro dia de emissão foram programados, como eventos especiais, encontros com personalidades do futebol e do desporto em geral  - com destaque para uma conversa entre o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e Fernando Santos, a partir de Belém;  a entrevista de Vítor Baía ao Presidente da FPF, Fernando Gomes;  e a transmissão em directo do sorteio da Liga BPI, o principal escalão do futebol feminino português.

Segundo Nuno Santos, que aqui citamos da Meios & Publicidade, “este projecto nasce para trazer mais rapazes e raparigas para o futebol. Isso significa mostrar mais o jogo, agregar, criar comunidade e fazê-lo, por certo, com as transmissões, mas também com vídeo, com média e grande reportagem”. 

“Há muito futebol que nunca foi visto, que está a ganhar força. Gosto de dar o exemplo do futebol feminino, que hoje é um movimento social e não apenas desportivo e que estará muito presente no 11. Seremos, de resto, o canal que mais desporto feminino mostrará em Portugal.”  (...) 

“O 11 vai ter muitos dias atípicos, porque a grelha tem uma dinâmica que resulta de dois factores:  600 transmissões em directo por ano implicam ajustar a programação de acordo com as conveniências.” 

“Por outro lado, o canal terá uma lógica de eventos ligada com a nossa agenda ou em conexão com a actualidade, mesmo não sendo nós um canal de notícias.” 

“Teremos programas que se vão adequando aos públicos disponíveis. Um programa quase de talk rádio no arranque da tarde, um registo de talk show a seguir, depois uma matriz mais informativa e de debate e análise no prime time. Diferente do que se vê hoje na oferta que existe. Finalmente, no late night, teremos um programa com o qual queremos cativar públicos que, em tese, estão mais longe do futebol.” 

Sobre o objectivo do novo canal em termos de audiências, Nuno Santos afirma: 

“Temos de trazer mais pessoas para a prática do jogo. Temos de ser mais de 215 mil federados nos próximos anos. Se o conseguirmos, o 11 terá sido um sucesso. Podemos combinar já uma entrevista anual de avaliação deste objectivo, no final de cada época. O 11 é um canal de televisão, mas também uma marca com capacidade de chegar às pessoas de outras formas.”

 

Mais informação na M&P,  no Observador  e no Público

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A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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