Segunda-feira, 19 de Agosto, 2019
Media

"Canal 11" em emissão regular com mais futebol no ADN...

Está em emissão contínua, desde as 11h.11 de quinta-feira, 1 de Agosto, o Canal 11, da Federação Portuguesa de Futebol, com Cristiano Ronaldo como “primeiro rosto”, tendo ao seu lado um convidado cujo nome fora reservado como surpresa.  
A transmissão partiu dos estúdios na Cidade do Futebol, em Oeiras, alargando-se a “directos” de outros pontos do País.

O novo canal é dirigido pelo jornalista Nuno Santos, que teve funções directivas na RTP e na SIC, e pode ser acedido pelas três operadoras, Meo, Nos e Vodafone  - mas a FPF sublinha que não será limitado aos ecrãs de televisão, estando também vocacionado para as redes sociais.

Para o primeiro dia de emissão foram programados, como eventos especiais, encontros com personalidades do futebol e do desporto em geral  - com destaque para uma conversa entre o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e Fernando Santos, a partir de Belém;  a entrevista de Vítor Baía ao Presidente da FPF, Fernando Gomes;  e a transmissão em directo do sorteio da Liga BPI, o principal escalão do futebol feminino português.

Segundo Nuno Santos, que aqui citamos da Meios & Publicidade, “este projecto nasce para trazer mais rapazes e raparigas para o futebol. Isso significa mostrar mais o jogo, agregar, criar comunidade e fazê-lo, por certo, com as transmissões, mas também com vídeo, com média e grande reportagem”. 

“Há muito futebol que nunca foi visto, que está a ganhar força. Gosto de dar o exemplo do futebol feminino, que hoje é um movimento social e não apenas desportivo e que estará muito presente no 11. Seremos, de resto, o canal que mais desporto feminino mostrará em Portugal.”  (...) 

“O 11 vai ter muitos dias atípicos, porque a grelha tem uma dinâmica que resulta de dois factores:  600 transmissões em directo por ano implicam ajustar a programação de acordo com as conveniências.” 

“Por outro lado, o canal terá uma lógica de eventos ligada com a nossa agenda ou em conexão com a actualidade, mesmo não sendo nós um canal de notícias.” 

“Teremos programas que se vão adequando aos públicos disponíveis. Um programa quase de talk rádio no arranque da tarde, um registo de talk show a seguir, depois uma matriz mais informativa e de debate e análise no prime time. Diferente do que se vê hoje na oferta que existe. Finalmente, no late night, teremos um programa com o qual queremos cativar públicos que, em tese, estão mais longe do futebol.” 

Sobre o objectivo do novo canal em termos de audiências, Nuno Santos afirma: 

“Temos de trazer mais pessoas para a prática do jogo. Temos de ser mais de 215 mil federados nos próximos anos. Se o conseguirmos, o 11 terá sido um sucesso. Podemos combinar já uma entrevista anual de avaliação deste objectivo, no final de cada época. O 11 é um canal de televisão, mas também uma marca com capacidade de chegar às pessoas de outras formas.”

 

Mais informação na M&P,  no Observador  e no Público

Connosco
História de um editor espanhol de sucesso em tempo de crise Ver galeria

No decorrer de uma década, e em plena crise económica e do jornalismo,  a Spainmedia ocupou o seu lugar de editora de revistas internacionais na área designada por  lifestyle  - trazendo para o mercado espanhol a versão local de marcas como a Esquire e a Forbes, entre outras.  A história do seu êxito neste espaço é também a de um jornalista, Andrés Rodríguez, que se torna um director editorial bem sucedido  -  e é essa, naturalmente, a primeira pergunta da entrevista que lhe é feita por Media-tics.

A sua resposta é que foi na base de “paixão, entusiasmo e inconsciência”, e muito por tentativa e erro. Logo acrescenta:

“Aprendi, também, a dirigir recursos humanos  - e que, se não formos rentáveis, fechamos mais tarde ou mais cedo. Os media podem sobreviver algum tempo sem rentabilidade mas, por fim, impõe-se a conta dos resultados.”

Reconhece que aprendeu muito na Prisa, mas ficou frustrado com a fronteira marcada entre o sector jornalístico e o financeiro e publicitário. Como explica,  “pensava que para fazer a minha revista eu tinha que poder vender, ter alianças, mas na Prisa isso não podia ser feito por um jornalista”:

“Se alguma coisa corria bem, resultava do êxito do jornalista e do gestor; se corria mal, era resultado do jornalista. Eu queria ser responsável pelo que fizesse mal.”

"Jornalismo de soluções" como mito ou alternativa Ver galeria

Muitos chegam ao jornalismo com o sonho de fazer reportagem que comunique “impacto, conhecimento e inspiração”. Mas quando encontram o espaço ocupado principalmente por notícias negativas, sem caminho de saída, desanimam e chegam a desistir da profissão.

A jornalista argentina Liza Gross conta que passou por isto, tendo deixado o jornalismo “porque estava esgotada a todos os níveis, não só pelo modelo económico como também pelo modo como nós, jornalistas, estávamos a fazer o nosso trabalho”.

O rumo que seguiu levou-a à rede Solutions Journalism Network [Red de Periodismo de Soluciones  nos países de língua espanhola], cujos métodos promove, no sentido de alterar a imagem clássica do jornalista, que deixa de ser apenas o watchdog (“cão de guarda”) que vigia os poderes e denuncia o que está mal, para se tornar o “cão-piloto” capaz de de fazer “a cobertura rigorosa e baseada na evidência de respostas a problemas sociais”.

A reflexão é desenvolvida em dois textos que aqui citamos, da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano, que trabalha em parceria com a Red de Periodismo de Soluciones  para dar formação nesta nova disciplina.

O Clube

É tempo de férias. E este site do Clube Português de Imprensa (CPI) não foge à regra e volta a respeitar Agosto,  como o mês mais procurado pelos seus visitantes para uma pausa nos afazeres. Suspendemos, por isso,  a  actualização diária,  a partir do  fim de semana. 

Quando retomarmos a actualização  das nossas páginas, no inicio de Setembro, contamos com a renovação do interesse dos Associados do Clube e dos milhares de outros frequentadores regulares,  que nos acompanham  em número crescente e que  se revêem neste espaço, formatado no rigor e na independência em que todos nos reconhecemos,  como  valor matricial do Clube, desde a sua fundação,  há quase meio século.   


ver mais >
Opinião
Os jornalistas e os incêndios
Francisco Sarsfield Cabral
Nos terríveis incêndios florestais de 2017 ouviram-se críticas à maneira sensacionalista como a comunicação social, ou parte dela, havia tratado essa tragédia. Julgo que, de facto, demasiadas vezes houve, então, uma exploração algo abusiva do que se estava a passar. As imagens televisivas de grandes fogos, sobretudo de noite, são muito atractivas. Mas podem induzir potenciais pirómanos a passarem à...
O descalabro do Grupo Global Media era uma questão de tempo. Alienada a sede patrimonial do Diário de Notícias  - o histórico edifício projectado por Pardal Monteiro, no topo da avenida da Liberdade, entregue sem preconceitos à gula imobiliária, perante a indiferença do Municipio e do Governo  - o plano inclinado ficou à vista.Se ao centenário DN foi destinado um comodato  nas Torres Lisboa,  ao Jornal de...
Um relatório recente sobre os princípios de actuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo “Digital Publishers Report”, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns factores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital...
Agenda
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
04
Set
Infocomm China
09:00 @ Chengdu, Sichuan Province, China
09
Set
Facebook Ads Summit 2019
09:00 @ Online