Terça-feira, 10 de Dezembro, 2019
Media

Grupo Media Capital com gestão no "fio da navalha"

A Media Capital encerrou o primeiro semestre de 2019 com lucros de 5,9 milhões de euros, passando para terreno positivo depois dos prejuízos do primeiro trimestre, mas registando uma queda de 44% em relação aos 10,5 milhões de euros do período homólogo em 2018.

A evolução negativa neste primeiro semestre deve-se a uma subida de 7% dos gastos operacionais, que chegaram aos 72,1 milhões de euros, incluindo os gastos de reestruturação, que dispararam 94%, para os 686 mil euros.

O desempenho financeiro da Media Capital traduz-se, assim, num EBITDA de 14,2 milhões de euros, que representa uma quebra de 27% em relação aos 19,4 milhões do semestre homólogo em 2018.

Segundo a M&P, que aqui citamos, ao contrário do primeiro trimestre, cujo resultado negativo foi registado apesar de as receitas terem crescido 1%, também os rendimentos operacionais registam agora uma descida de 1%, passando dos 86,9 milhões de euros para os 86,4 milhões. 

“Descida esta que ficou a dever-se a uma redução de 3% no item Outros Rendimentos (produção audiovisual, serviços multimédia e rendimentos de cedência de sinal), fixados em 27,4 milhões de euros, já que as receitas publicitárias cresceram 1% para perto de 59 milhões de euros.”  (...) 

Na análise dos resultados do Grupo por segmento, a quebra das receitas no primeiro semestre “foi travada pelo bom desempenho do sector da rádio, cujas receitas cresceram 23%, já que as áreas de negócio de televisão e produção audiovisual encerram os primeiros seis meses de 2019 com quebras nas receitas de 2% e 3%, respectivamente”. 

“O segmento de televisão, onde está concentrada a grande maioria das receitas da Media Capital, fecha o semestre com rendimentos de 70,3 milhões de euros, com a publicidade a descer 1%, passando de 48 milhões de euros para 47,3 milhões de euros, enquanto o item Outros Rendimentos desce 2% para cerca de 22,9 milhões de euros.” 

“Além da descida nos rendimentos operacionais, a área de televisão, que além da TVI conta com canais cabo como TVI24, TVI Ficção e TVI Reality, viu os gastos operacionais subirem 9%, passando de 56,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para os 61,5 milhões de euros entre Janeiro e Junho deste ano, incluindo 414 mil euros de gastos com reestruturações.” 

“Números que fazem com que a área de televisão, que neste primeiro semestre viu a liderança da TVI nos últimos 14 anos escapar para a SIC, encerre o exercício do primeiro semestre com o resultado operacional a cair 50%, de 13,6 milhões de euros para 6,8 milhões, e com o EBITDA a sofrer uma quebra de 41%, passando dos 14,8 milhões de euros no primeiro semestre do último ano para 9,1 milhões este ano.”  (...)

 

 

Mais informação na M&P  e no Jornal de Negócios

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A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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