Segunda-feira, 19 de Agosto, 2019
Media

Impresa declara lucros de 3,5 milhões no primeiro semestre

A Impresa fechou as contas do primeiro semestre com lucros de 3,5 milhões de euros, que representam um crescimento de 38% em relação ao obtido no período homólogo de 2018. Este resultado traduz também uma melhoria face à situação financeira do Grupo no primeiro trimestre, em que se registava um prejuízo na ordem dos 1,2 milhões de euros.

De acordo com o relatório enviado à CMVM, as receitas tiveram um crescimento de 3,2%, para 88,797 milhões de euros (tinham sido 86,1 milhões no primeiro semestre de 2018), em parte por efeito do aumento das receitas de publicidade (+ 1,2%) e das IVR (chamadas de valor acrescentado, com + 11,5%).

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “o contributo destas três linhas de receita acabou por ser suficiente para alcançar um saldo positivo, contrariando a quebra de 9,8% sofrida ao nível das receitas de subscrição de canais, que desceram dos 19,5 milhões de euros para os 17,6 milhões”. 

“Do lado dos custos operacionais, o Grupo regista um aumento para os 77,2 milhões de euros (+ 1,9%) neste primeiro semestre, que comparam com 75,7 milhões de euros no semestre homólogo em 2018.” 

“Na análise por segmento, o Grupo vê o negócio da televisão atingir um EBITDA de 12,5 milhões de euros entre Janeiro e Junho deste ano, valor que corresponde a uma subida de 10% face aos 11,3 milhões registados no período homólogo. As receitas desta área de negócio totalizaram 75,3 milhões de euros, um crescimento de 3,5% comparativamente aos 72,8 milhões de euros alcançados no último ano.”  (...) 

Citando ainda a M&P, “ao nível da dívida, a Impresa fecha as contas do primeiro semestre reportando uma dívida remunerada líquida na ordem dos 167,5 milhões de euros, o que representa uma redução de 18,2 milhões de euros (- 9,8%) em termos homólogos e uma diminuição de 9,4 milhões de euros face à dívida de 176,9 milhões de euros com que o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão encerrou as contas do primeiro trimestre deste ano”. 

Comentando os resultados agora apresentados, Francisco Pedro Balsemão sublinha que “o primeiro semestre foi histórico para o Grupo Impresa”, recordando que “a SIC mudou para Paço de Arcos, construímos novos estúdios de informação com tecnologia pioneira e a SIC regressou à liderança 12 anos e meio depois, tendo reforçado os seus resultados durante cinco meses consecutivos”. 


Mais informação na M&P  e no Expresso

 

Connosco
História de um editor espanhol de sucesso em tempo de crise Ver galeria

No decorrer de uma década, e em plena crise económica e do jornalismo,  a Spainmedia ocupou o seu lugar de editora de revistas internacionais na área designada por  lifestyle  - trazendo para o mercado espanhol a versão local de marcas como a Esquire e a Forbes, entre outras.  A história do seu êxito neste espaço é também a de um jornalista, Andrés Rodríguez, que se torna um director editorial bem sucedido  -  e é essa, naturalmente, a primeira pergunta da entrevista que lhe é feita por Media-tics.

A sua resposta é que foi na base de “paixão, entusiasmo e inconsciência”, e muito por tentativa e erro. Logo acrescenta:

“Aprendi, também, a dirigir recursos humanos  - e que, se não formos rentáveis, fechamos mais tarde ou mais cedo. Os media podem sobreviver algum tempo sem rentabilidade mas, por fim, impõe-se a conta dos resultados.”

Reconhece que aprendeu muito na Prisa, mas ficou frustrado com a fronteira marcada entre o sector jornalístico e o financeiro e publicitário. Como explica,  “pensava que para fazer a minha revista eu tinha que poder vender, ter alianças, mas na Prisa isso não podia ser feito por um jornalista”:

“Se alguma coisa corria bem, resultava do êxito do jornalista e do gestor; se corria mal, era resultado do jornalista. Eu queria ser responsável pelo que fizesse mal.”

"Jornalismo de soluções" como mito ou alternativa Ver galeria

Muitos chegam ao jornalismo com o sonho de fazer reportagem que comunique “impacto, conhecimento e inspiração”. Mas quando encontram o espaço ocupado principalmente por notícias negativas, sem caminho de saída, desanimam e chegam a desistir da profissão.

A jornalista argentina Liza Gross conta que passou por isto, tendo deixado o jornalismo “porque estava esgotada a todos os níveis, não só pelo modelo económico como também pelo modo como nós, jornalistas, estávamos a fazer o nosso trabalho”.

O rumo que seguiu levou-a à rede Solutions Journalism Network [Red de Periodismo de Soluciones  nos países de língua espanhola], cujos métodos promove, no sentido de alterar a imagem clássica do jornalista, que deixa de ser apenas o watchdog (“cão de guarda”) que vigia os poderes e denuncia o que está mal, para se tornar o “cão-piloto” capaz de de fazer “a cobertura rigorosa e baseada na evidência de respostas a problemas sociais”.

A reflexão é desenvolvida em dois textos que aqui citamos, da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano, que trabalha em parceria com a Red de Periodismo de Soluciones  para dar formação nesta nova disciplina.

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É tempo de férias. E este site do Clube Português de Imprensa (CPI) não foge à regra e volta a respeitar Agosto,  como o mês mais procurado pelos seus visitantes para uma pausa nos afazeres. Suspendemos, por isso,  a  actualização diária,  a partir do  fim de semana. 

Quando retomarmos a actualização  das nossas páginas, no inicio de Setembro, contamos com a renovação do interesse dos Associados do Clube e dos milhares de outros frequentadores regulares,  que nos acompanham  em número crescente e que  se revêem neste espaço, formatado no rigor e na independência em que todos nos reconhecemos,  como  valor matricial do Clube, desde a sua fundação,  há quase meio século.   


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