Terça-feira, 10 de Dezembro, 2019
Media

Impresa declara lucros de 3,5 milhões no primeiro semestre

A Impresa fechou as contas do primeiro semestre com lucros de 3,5 milhões de euros, que representam um crescimento de 38% em relação ao obtido no período homólogo de 2018. Este resultado traduz também uma melhoria face à situação financeira do Grupo no primeiro trimestre, em que se registava um prejuízo na ordem dos 1,2 milhões de euros.

De acordo com o relatório enviado à CMVM, as receitas tiveram um crescimento de 3,2%, para 88,797 milhões de euros (tinham sido 86,1 milhões no primeiro semestre de 2018), em parte por efeito do aumento das receitas de publicidade (+ 1,2%) e das IVR (chamadas de valor acrescentado, com + 11,5%).

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “o contributo destas três linhas de receita acabou por ser suficiente para alcançar um saldo positivo, contrariando a quebra de 9,8% sofrida ao nível das receitas de subscrição de canais, que desceram dos 19,5 milhões de euros para os 17,6 milhões”. 

“Do lado dos custos operacionais, o Grupo regista um aumento para os 77,2 milhões de euros (+ 1,9%) neste primeiro semestre, que comparam com 75,7 milhões de euros no semestre homólogo em 2018.” 

“Na análise por segmento, o Grupo vê o negócio da televisão atingir um EBITDA de 12,5 milhões de euros entre Janeiro e Junho deste ano, valor que corresponde a uma subida de 10% face aos 11,3 milhões registados no período homólogo. As receitas desta área de negócio totalizaram 75,3 milhões de euros, um crescimento de 3,5% comparativamente aos 72,8 milhões de euros alcançados no último ano.”  (...) 

Citando ainda a M&P, “ao nível da dívida, a Impresa fecha as contas do primeiro semestre reportando uma dívida remunerada líquida na ordem dos 167,5 milhões de euros, o que representa uma redução de 18,2 milhões de euros (- 9,8%) em termos homólogos e uma diminuição de 9,4 milhões de euros face à dívida de 176,9 milhões de euros com que o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão encerrou as contas do primeiro trimestre deste ano”. 

Comentando os resultados agora apresentados, Francisco Pedro Balsemão sublinha que “o primeiro semestre foi histórico para o Grupo Impresa”, recordando que “a SIC mudou para Paço de Arcos, construímos novos estúdios de informação com tecnologia pioneira e a SIC regressou à liderança 12 anos e meio depois, tendo reforçado os seus resultados durante cinco meses consecutivos”. 


Mais informação na M&P  e no Expresso

 

Connosco
A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
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