Quinta-feira, 17 de Outubro, 2019
Breves

Netflix perde subscritores

A Netflix perdeu 17 biliões de dólares num dia. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, o valor das acções do serviço de streaming caiu 10% depois de a empresa ter anunciado, no seu relatório trimestra,l que só conseguiu 2,7 milhões novos assinantes no período, metade do previsto. Para além disso, a plataforma perdeu clientes americanos pela primeira vez desde seu relançamento como serviço de streaming. A preocupação do mercado é que a perda de clientes nos Estados Unidos e o crescimento abaixo do esperado em território internacional, aconteceram exactamente antes de a empresa ter novos concorrentes no ramo do streaming. Ainda durante 2019, devem ser lançadas as plataformas da Disney e da WarnerMedia, o que deve retirar conteúdos à Netflix.

Connosco
Liberdade de imprensa comprometida devido à propriedade dos “media” checos Ver galeria

A República Checa caiu 27 lugares, em cinco anos, no índice 

da Liberdade de Imprensa elaborado pelos Repórteres Sem Fronteiras, passando do 13º lugar, em 2014, para 40º, em 2019. 

De facto, o primeiro-ministro, Andrej Babiš, era o proprietário – e ainda é o “proprietário fantasma” – de 30% dos meios de comunicação privados no país. 

Por isso, várias associações internacionais de jornalistas e de media, além dos RSF, produziram um relatório que avaliou a situação da comunicação social na República Checa. 

Para esse trabalho foi constituído um grupo que contou com o apoio de jornalistas, editores, directores, professores, políticos e fundadores de media checos, do serviço público e privado.

Apurou-se, com o relatório, que a ligação do primeiro ministro aos media, dos quais é proprietário, é totalmente inadmissível em democracia. 

O relatório destacou, também, a facilidade com que o Parlamento e o Governo exercerem pressão sobre os media públicos, através da eleição de administradores executivos, entre outros recursos.

Ser jornalista no México é tornar-se “correspondente de guerra sem sair da sua terra” Ver galeria

Marcela Turati foi reconhecida com o Prémio Maria Moors Cabot 2019, atribuído pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, pela sua excelência profissional e por promover, com as suas reportagens, um melhor entendimento interamericano.

É fundadora, com outros jornalistas, da rede Periodistas de a Pie e do portal de investigação Quinto Elemento Lab, colectivos que procuram defender a liberdade de expressão e apoiar o exercício do jornalismo em regiões pobres e perigosas.

A jornalista deu uma entrevista ao Knight Center, na qual falou do seu percurso profissional e das dificuldades enfrentadas no México para o exercício da profissão.
Para Turati, ser jornalista no país é um “desafio constante” e uma responsabilidade, equivalente a tornar-se “correspondente de guerra sem sair da sua terra”.

Desde 2008, que cobre casos de vítimas de violência, lidando regularmente com pessoas que têm familiares desaparecidos, testemunhas de massacres, entre outros. Como profissional, procura cobrir a violência a partir de uma abordagem de direitos humanos e o seu objectivo é continuar a contar estas histórias sem as normalizar.

O Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o CPI tem um acordo de parceria, publicou a entrevista com a jornalista no seu site.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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