null, 21 de Julho, 2019
Media

Aprovado novo Código Global de Ética para os Jornalistas

A referência à importância dos factos é explícita nos três primeiros artigos do Código Global de Ética para os Jornalistas, agora aprovado pela Federação Internacional de Jornalistas como actualização dos padrões de ética profissional já definidos na Declaração de Princípios de Conduta dos Jornalistas de 1954.

Assim, o seu primeiro ponto declara que “o primeiro dever do jornalista é o respeito pelos factos e pelo direito do público à verdade”. O segundo afirma que deve “distinguir claramente a informação factual do comentário e da crítica”, e o terceiro que deve relatar “apenas de acordo com factos de que conhece a origem”.

O texto foi aprovado durante o 30º Congresso da FJI, a 12 de Junho, em Tunes. O seu secretário-geral, Anthony Bellanger, congratula-se pela adopção do novo documento, referindo que, partindo embora dos mesmos deveres rconhecidos em 1954, “inclui também direitos, num mundo em que a profissão está a ser agredida”.

O quarto ponto do texto declara que o jornalista “utilizará unicamente métodos correctos para obter informação, imagens, documentos e dados, revelando sempre o seu estatuto de jornalista e abstendo-se de usar gravação oculta de imagens ou som, excepto quando lhe for impossível recolher informação que seja imperativamente de interesse público”.  (...) 

O quinto ponto sublinha que as noções de “urgência ou imediatez na divulgação de informação não devem tomar precedência sobre a verificação dos factos, fontes e/ou a oferta de resposta”.  (...) 

No décimo ponto definem-se como actos de “grave má conduta profissional” o plágio, a distorção dos factos e a calúnia, difamação ou acusações infundadas. 

O décimo primeiro declara que o jornalista “deve abster-se de actuar como auxiliar da polícia ou de outros derviços de segurança”, só devendo facultar “informação que já tenha sido publicada num órgão de comunicação”.

 

Mais informação no site da Federação Internacional de Jornalistas e no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que contém os links para três versões oficiais já divulgadas, em espanhol, francês e inglês.

Connosco
A formação académica do jornalismo profisional em debate Ver galeria

A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España, que reune mais de 19 mil associados, declarou em Junho de 2019 que vai deixar de admitir nesta qualidade jornalistas que não estejam habilitados com um título académico de jornalismo, mesmo que estejam exercendo a profissão. O seu presidente, Nemesio Rodriguez, disse a eldiario.es  que o objectivo era “valorizar o título de jornalista e resolver o problema da intrusão”.

Uma consequência inesperada, entre várias críticas chegadas, foi a desvinculação, da sua pertença à FAPE, decidida pela AECC – Asociación Española de Comunicación Científica, cujos profissionais, especializados na comunicação científica, detêm maioritariamente outras licenciaturas. O seu presidente, Antonio Calvo, declarou que não fazia sentido “continuar a pertencer a uma associação onde não podem entrar metade dos nossos sócios”.

Este episódio reacendeu um debate que se alarga à própria vocação das associações de jornalistas. Sobre ambas as questões, e outras relacionadas, a  Red Ética da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano  organizou um tweet-debate marcado para 18 de Julho, de cujas conclusões daremos conta quando forem publicadas.

Apelo de investigadores contra "fake news" em divulgação científica Ver galeria

Será que a ciência é “distorcida” pelos media, por incapacidade de fazerem uma divulgação rigorosa, ou por qualquer outro motivo?
É para responder a este problema que o colectivo denominado NoFakeScience, composto por duas dezenas de cientistas e especialistas na divulgação de ciência, redigiu e publica no diário francês L’Opinion um texto que apela a um “trabalho de mãos dadas” entre jornalistas e cientistas. Juntaram-se a eles outros 230 grandes nomes da investigação, de todo o mundo, perfazendo assim um total de 250 signatários deste apelo.

“Nesta hora em que a desconfiança nos media e nas instituições chega ao extremo, apelamos a um questionamento profundo de toda a cadeia de informação, para que os temas de natureza científica possam ser restituídos a todos sem deformação sensacionalista nem ideológica, e para que a confiança possa ser, a longo prazo, restaurada entre os cientistas, os meios de comunicação e os cidadãos”  -  afirma o primeiro parágrafo do texto.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
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Agenda
01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
04
Set
Infocomm China
09:00 @ Chengdu, Sichuan Province, China