Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Opinião

Mordillo: um traço redondo e inconfundível

por António Gomes de Almeida

E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade que os distinguia e lhes dava uma personalidade inconfundível, sempre com uma graça que obrigava o leitor a um sorriso.

Um parêntesis para explicar que esta palavra ”bonecos” não tem nada de depreciativo, é apenas a forma coloquial que todos os Artistas usam para designar aquilo que lhes serve de veículo (gráfico, neste caso) para nos transmitirem a sua visão do mundo e das pessoas que o habitam.

Dispenso-me de referir os elementos da biografia pormenorizada de Mordillo, que podem ser facilmente encontrados em qualquer Google ou similar, com todos os pormenores. Prefiro realçar aquilo com que ele me impressionou sempre.

 

Duas coisas boas me aproximaram do Mordillo, e uma outra não permitiu que o conhecesse mais de perto.

 

As duas primeiras incluem, naturalmente, a minha admiração pela sua Arte e pelo seu Humor – e também o facto (ocasional e absolutamente involuntário…) de termos praticamente a mesma idade, o que me permitiu apreciar os seus cartoons praticamente durante toda a vida.

 

A tal coisa menos boa é que, tendo eu publicado, em jornais e revistas de que fui responsável, muitos bonecos de Artistas nacionais (e alguns internacionais), que somaram, a certa altura, várias dezenas de autores em simultâneo, nunca ter publicado nada do Mordillo – talvez por respeito...

Em contrapartida, porém, talvez possa desculpar-me alegando que tenho, no sótão das minhas muitas recordações, vários puzzles coloridos de sua autoria...

                                                           

 

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Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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