null, 21 de Julho, 2019
Opinião

Mordillo: um traço redondo e inconfundível

por António Gomes de Almeida

E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade que os distinguia e lhes dava uma personalidade inconfundível, sempre com uma graça que obrigava o leitor a um sorriso.

Um parêntesis para explicar que esta palavra ”bonecos” não tem nada de depreciativo, é apenas a forma coloquial que todos os Artistas usam para designar aquilo que lhes serve de veículo (gráfico, neste caso) para nos transmitirem a sua visão do mundo e das pessoas que o habitam.

Dispenso-me de referir os elementos da biografia pormenorizada de Mordillo, que podem ser facilmente encontrados em qualquer Google ou similar, com todos os pormenores. Prefiro realçar aquilo com que ele me impressionou sempre.

 

Duas coisas boas me aproximaram do Mordillo, e uma outra não permitiu que o conhecesse mais de perto.

 

As duas primeiras incluem, naturalmente, a minha admiração pela sua Arte e pelo seu Humor – e também o facto (ocasional e absolutamente involuntário…) de termos praticamente a mesma idade, o que me permitiu apreciar os seus cartoons praticamente durante toda a vida.

 

A tal coisa menos boa é que, tendo eu publicado, em jornais e revistas de que fui responsável, muitos bonecos de Artistas nacionais (e alguns internacionais), que somaram, a certa altura, várias dezenas de autores em simultâneo, nunca ter publicado nada do Mordillo – talvez por respeito...

Em contrapartida, porém, talvez possa desculpar-me alegando que tenho, no sótão das minhas muitas recordações, vários puzzles coloridos de sua autoria...

                                                           

 

Connosco
A formação académica do jornalismo profisional em debate Ver galeria

A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España, que reune mais de 19 mil associados, declarou em Junho de 2019 que vai deixar de admitir nesta qualidade jornalistas que não estejam habilitados com um título académico de jornalismo, mesmo que estejam exercendo a profissão. O seu presidente, Nemesio Rodriguez, disse a eldiario.es  que o objectivo era “valorizar o título de jornalista e resolver o problema da intrusão”.

Uma consequência inesperada, entre várias críticas chegadas, foi a desvinculação, da sua pertença à FAPE, decidida pela AECC – Asociación Española de Comunicación Científica, cujos profissionais, especializados na comunicação científica, detêm maioritariamente outras licenciaturas. O seu presidente, Antonio Calvo, declarou que não fazia sentido “continuar a pertencer a uma associação onde não podem entrar metade dos nossos sócios”.

Este episódio reacendeu um debate que se alarga à própria vocação das associações de jornalistas. Sobre ambas as questões, e outras relacionadas, a  Red Ética da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano  organizou um tweet-debate marcado para 18 de Julho, de cujas conclusões daremos conta quando forem publicadas.

Apelo de investigadores contra "fake news" em divulgação científica Ver galeria

Será que a ciência é “distorcida” pelos media, por incapacidade de fazerem uma divulgação rigorosa, ou por qualquer outro motivo?
É para responder a este problema que o colectivo denominado NoFakeScience, composto por duas dezenas de cientistas e especialistas na divulgação de ciência, redigiu e publica no diário francês L’Opinion um texto que apela a um “trabalho de mãos dadas” entre jornalistas e cientistas. Juntaram-se a eles outros 230 grandes nomes da investigação, de todo o mundo, perfazendo assim um total de 250 signatários deste apelo.

“Nesta hora em que a desconfiança nos media e nas instituições chega ao extremo, apelamos a um questionamento profundo de toda a cadeia de informação, para que os temas de natureza científica possam ser restituídos a todos sem deformação sensacionalista nem ideológica, e para que a confiança possa ser, a longo prazo, restaurada entre os cientistas, os meios de comunicação e os cidadãos”  -  afirma o primeiro parágrafo do texto.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Composição Fotográfica
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Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
04
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Infocomm China
09:00 @ Chengdu, Sichuan Province, China