Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Jantares-debate

António Carrapatoso em Junho no ciclo de debates do CPI

O ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” prossegue no próximo dia 18 de Junho, tendo António Carrapatoso como orador-convidado do Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Gestor e empresário com um percurso assinalável, desde a Vodafone ao grupo editorial do jornal digital Observador, do qual é um dos fundadores, Carrapatoso afirmou-se pela discrição e pela eficácia, sendo um dos nomes mais respeitados da sua geração no meio empresarial .

António Rui de Lacerda Carrapatoso nasceu em Lisboa, em 1957, e licenciou-se  em Administração e Gestão de Empresas na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, obtendo, depois, um MBA pela Universidade Nova de Lisboa e pela Wharton School. De 1980 a 1988 foi assistente na Universidade Católica Portuguesa, regendo posteriormente a disciplina de Organização e Direcção de Empresas.

Com uma vida profissional consagrada à iniciativa privada, exerceu cargos de chefia em diversas empresas portuguesas de destaque, como o Grupo CUF, onde foi administrador da Quimigal, entre outras participadas. Presidiu ao Conselho de Administração da Colgate Palmolive Portuguesa e passou pelo Grupo Espírito Santo.

Foi António Carrapatoso quem coordenou,  nos anos 90,  uma candidatura concorrente à atribuição da segunda licença de telecomunicações móveis  em Portugal. Uma candidatura que saiu vencedora entre oito concorrentes.

Em  Outubro de 1992, a Telecel iniciou o serviço ao público e, mais tarde, em  2000, depois de ter sido adquirida pelo Grupo Vodafone,  transformou-se em Vodafone Portugal.

Carrapatoso foi presidente do Conselho de Administração da Vodafone em Portugal.  Atraído pelos media, integrou entretanto  o Conselho Editorial do Diário Económico, presidiu à Apritel - Associação dos Operadores Privados de Telecomunicações e foi membro da Comissão Instaladora do Compromisso Portugal .

Designado  chairman da Vodafone Portugal terminou o mandato em finais  de 2014, ano em que já tinha abraçado o projecto do Observador, que está a comemorar o 5º ano de actividade como jornal generalista digital, preparando-se  para lançar  uma nova rádio de informação, de base também digital, mas dispondo de duas frequências hertzianas para cobertura da grande Lisboa e do grande Porto.

É este gestor dinâmico, com uma visão empreendedora da economia, que completa com a paixão pelos media, que iremos ouvir  no ciclo  “Portugal: que País vai a votos?”, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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