Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

... e jornalistas aprendem Segurança e Defesa

Foram inauguradas pela Ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, as primeiras Jornadas de Segurança e Defesa destinadas a profissionais dos meios de comunicação, uma iniciativa de formação organizada pela APM - Asociación de la Prensa de Madrid e pelo Centro Superior de Estudios de la Defensa Nacional, em cuja sede decorrem os trabalhos.

Margarita Robles destacou a contribuição deste curso para “um jornalismo sério, rigoroso e de profundidade sobre a acção das Forças Armadas” e cumprimentou a presidente da APM pela iniciativa, que lhe pareceu de imediato “uma ideia estupenda”.

Por seu lado, Victoria Prego lembrou que, embora “o prestígio das Forças Armadas esteja agora no topo da tabela da opinião pública, ao mesmo tempo esta mostra um grande desconhecimento sobre as Forças Armadas”.  Informação no site da APM, com a qual mantemos um acordo de parceria.

No decurso da sessão inaugural, a ministra sublinhou que “conhecer a política de segurança e defesa, bem como as Forças Armadas, não se improvisa”, exigindo antes “muito esforço e dedicação”. 

O director do Ceseden, tenente-general Rafael Sánchez Ortega, e o general de brigada Luis Meléndez Pasquín, director do respectivo departamento de Diplomacia e Cultura, deram as boas-vindas aos 26 participantes nesta primeira edição das Jornadas, sublinhando a importância deste tipo de formação para a sociedade espanhola no seu todo. 

Também Victoria Prego cumprimentou os participantes pelo privilégio de acederem a “conhecimentos que a maior parte da sociedade não tem, nem mesmo a maior parte dos jornalistas”. 

Segundo a informação oficial do governo espanhol, estas Jornadas, que passam a realizar-se todos os anos, resultam do acordo assinado entre o Ministério da Defesa e a APM, no dia 3 de Abril deste ano. 

“O objectivo é proporcionar aos profissionais dos media uma visão geral das Forças Armadas e das operações em que tomam parte, além de conhecimentos sobre os fundamentos da política de Segurança e Defesa Nacional e as linhas gerais do planeamento da Defesa, entre outros.”

 

Mais informação no site da APM  e no do Palácio de La Moncloa

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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