Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

... e jornalistas aprendem Segurança e Defesa

Foram inauguradas pela Ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, as primeiras Jornadas de Segurança e Defesa destinadas a profissionais dos meios de comunicação, uma iniciativa de formação organizada pela APM - Asociación de la Prensa de Madrid e pelo Centro Superior de Estudios de la Defensa Nacional, em cuja sede decorrem os trabalhos.

Margarita Robles destacou a contribuição deste curso para “um jornalismo sério, rigoroso e de profundidade sobre a acção das Forças Armadas” e cumprimentou a presidente da APM pela iniciativa, que lhe pareceu de imediato “uma ideia estupenda”.

Por seu lado, Victoria Prego lembrou que, embora “o prestígio das Forças Armadas esteja agora no topo da tabela da opinião pública, ao mesmo tempo esta mostra um grande desconhecimento sobre as Forças Armadas”.  Informação no site da APM, com a qual mantemos um acordo de parceria.

No decurso da sessão inaugural, a ministra sublinhou que “conhecer a política de segurança e defesa, bem como as Forças Armadas, não se improvisa”, exigindo antes “muito esforço e dedicação”. 

O director do Ceseden, tenente-general Rafael Sánchez Ortega, e o general de brigada Luis Meléndez Pasquín, director do respectivo departamento de Diplomacia e Cultura, deram as boas-vindas aos 26 participantes nesta primeira edição das Jornadas, sublinhando a importância deste tipo de formação para a sociedade espanhola no seu todo. 

Também Victoria Prego cumprimentou os participantes pelo privilégio de acederem a “conhecimentos que a maior parte da sociedade não tem, nem mesmo a maior parte dos jornalistas”. 

Segundo a informação oficial do governo espanhol, estas Jornadas, que passam a realizar-se todos os anos, resultam do acordo assinado entre o Ministério da Defesa e a APM, no dia 3 de Abril deste ano. 

“O objectivo é proporcionar aos profissionais dos media uma visão geral das Forças Armadas e das operações em que tomam parte, além de conhecimentos sobre os fundamentos da política de Segurança e Defesa Nacional e as linhas gerais do planeamento da Defesa, entre outros.”

 

Mais informação no site da APM  e no do Palácio de La Moncloa

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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