Quarta-feira, 17 de Julho, 2019
Media

... e jornalistas aprendem Segurança e Defesa

Foram inauguradas pela Ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, as primeiras Jornadas de Segurança e Defesa destinadas a profissionais dos meios de comunicação, uma iniciativa de formação organizada pela APM - Asociación de la Prensa de Madrid e pelo Centro Superior de Estudios de la Defensa Nacional, em cuja sede decorrem os trabalhos.

Margarita Robles destacou a contribuição deste curso para “um jornalismo sério, rigoroso e de profundidade sobre a acção das Forças Armadas” e cumprimentou a presidente da APM pela iniciativa, que lhe pareceu de imediato “uma ideia estupenda”.

Por seu lado, Victoria Prego lembrou que, embora “o prestígio das Forças Armadas esteja agora no topo da tabela da opinião pública, ao mesmo tempo esta mostra um grande desconhecimento sobre as Forças Armadas”.  Informação no site da APM, com a qual mantemos um acordo de parceria.

No decurso da sessão inaugural, a ministra sublinhou que “conhecer a política de segurança e defesa, bem como as Forças Armadas, não se improvisa”, exigindo antes “muito esforço e dedicação”. 

O director do Ceseden, tenente-general Rafael Sánchez Ortega, e o general de brigada Luis Meléndez Pasquín, director do respectivo departamento de Diplomacia e Cultura, deram as boas-vindas aos 26 participantes nesta primeira edição das Jornadas, sublinhando a importância deste tipo de formação para a sociedade espanhola no seu todo. 

Também Victoria Prego cumprimentou os participantes pelo privilégio de acederem a “conhecimentos que a maior parte da sociedade não tem, nem mesmo a maior parte dos jornalistas”. 

Segundo a informação oficial do governo espanhol, estas Jornadas, que passam a realizar-se todos os anos, resultam do acordo assinado entre o Ministério da Defesa e a APM, no dia 3 de Abril deste ano. 

“O objectivo é proporcionar aos profissionais dos media uma visão geral das Forças Armadas e das operações em que tomam parte, além de conhecimentos sobre os fundamentos da política de Segurança e Defesa Nacional e as linhas gerais do planeamento da Defesa, entre outros.”

 

Mais informação no site da APM  e no do Palácio de La Moncloa

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
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09:00 @ Lagos, Nigéria
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Set