Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

World Press Cartoon apresenta-se em Caldas da Rainha

Uma caricatura de Bashar al-Assad, realizada por um casal de cartoonistas espanhóis, venceu o Grande Prémio, na categoria Desenho, da 14ª edição do World Press Cartoon. O trabalho de Javier Carbajo e Sara Rojo fora publicado, em Abril de 2018, no jornal ABC, em Espanha.

É também de um espanhol, e na mesma categoria de Desenho, o segundo prémio, sobre Angela Merkel, criado por Joaquín Aldeguer e publicado na revista El Jueves. O terceiro prémio foi para “Martin Luther King”, do cartoonista brasileiro Cau Gomez, publicado em Le Monde Diplomatique.

Segundo o cartoonista português António, director do certame  -  cujos trabalhos estão expostos no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha -  as obras premiadas reflectem "a grande qualidade dos desenhos avaliados e a confluência das opiniões dos cinco elementos do júri" que nesta edição escolheram "trabalhos com uma carga dramática menos evidente que nas duas edições anteriores".

A presente edição do certame foi ainda marcada pela "predominância de premiados em línguas hispânicas", disse António à Lusa, lembrando que, dos nove prémios atribuídos, dois foram para Espanha, um para o México e outro para Cuba. 

Um ilustrador português, André Carrilho, do Diário de Notícias, foi distinguido com o segundo prémio na categoria Desenho de Humor, por uma imagem das “Cheias em Veneza”, ironizando sobre a “febre” das selfies

O primeiro prémio, nesta rubrica, foi para o mexicano Boligán, com “Reload”, publicada no diário El Universal, e o terceiro para “Autocarros”, do francês Constantin Sunnerberg, publicado no Courrier International

Na categoria Cartoon Editorial, o primeiro prémio foi atribuído ao cubano Ramsés Morales, pelo seu desenho “Cuba Pal Taller”, publicado no site americano OnCuba; o segundo foi para “A Causa do Medo”, do turco Halit Kurtulmus, na plataforma holandesa Cartoon Movement, e o terceiro foi entregue ao artista búlgaro Nikolov Tchavdar, por “America First”, publicado pelo jornal Prass Press

Esta foi a categoria em que mais se reflectiu a abertura do WPC “às plataformas digitais”, como efeito, segundo António, da “redução cada vez maior do espaço dos cartoons nos jornais impressos”.

 

Mais informação no DN,  no Observador  e no site do WorldPressCartoon

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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