Quarta-feira, 17 de Julho, 2019
Media

World Press Cartoon apresenta-se em Caldas da Rainha

Uma caricatura de Bashar al-Assad, realizada por um casal de cartoonistas espanhóis, venceu o Grande Prémio, na categoria Desenho, da 14ª edição do World Press Cartoon. O trabalho de Javier Carbajo e Sara Rojo fora publicado, em Abril de 2018, no jornal ABC, em Espanha.

É também de um espanhol, e na mesma categoria de Desenho, o segundo prémio, sobre Angela Merkel, criado por Joaquín Aldeguer e publicado na revista El Jueves. O terceiro prémio foi para “Martin Luther King”, do cartoonista brasileiro Cau Gomez, publicado em Le Monde Diplomatique.

Segundo o cartoonista português António, director do certame  -  cujos trabalhos estão expostos no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha -  as obras premiadas reflectem "a grande qualidade dos desenhos avaliados e a confluência das opiniões dos cinco elementos do júri" que nesta edição escolheram "trabalhos com uma carga dramática menos evidente que nas duas edições anteriores".

A presente edição do certame foi ainda marcada pela "predominância de premiados em línguas hispânicas", disse António à Lusa, lembrando que, dos nove prémios atribuídos, dois foram para Espanha, um para o México e outro para Cuba. 

Um ilustrador português, André Carrilho, do Diário de Notícias, foi distinguido com o segundo prémio na categoria Desenho de Humor, por uma imagem das “Cheias em Veneza”, ironizando sobre a “febre” das selfies

O primeiro prémio, nesta rubrica, foi para o mexicano Boligán, com “Reload”, publicada no diário El Universal, e o terceiro para “Autocarros”, do francês Constantin Sunnerberg, publicado no Courrier International

Na categoria Cartoon Editorial, o primeiro prémio foi atribuído ao cubano Ramsés Morales, pelo seu desenho “Cuba Pal Taller”, publicado no site americano OnCuba; o segundo foi para “A Causa do Medo”, do turco Halit Kurtulmus, na plataforma holandesa Cartoon Movement, e o terceiro foi entregue ao artista búlgaro Nikolov Tchavdar, por “America First”, publicado pelo jornal Prass Press

Esta foi a categoria em que mais se reflectiu a abertura do WPC “às plataformas digitais”, como efeito, segundo António, da “redução cada vez maior do espaço dos cartoons nos jornais impressos”.

 

Mais informação no DN,  no Observador  e no site do WorldPressCartoon

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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09:00 @ Lagos, Nigéria
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