Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Jantares-debate

Francisco George no ciclo "Portugal: que País vai a votos?"

O próximo orador convidado do ciclo "Portugal: que País vai a votos?", a 21 de Maio, será Francisco George, um prestigiado médico, especialista em Saúde Pública, actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, empossado em finais de 2017, após ter desempenhado as funções de director-geral da Saúde, a partir de 2005 e durante mais de uma década.
O ciclo é promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de cultura e o Grémio Literário.
Francisco Henrique Moura George, nascido em Lisboa a 21 de Outubro de 2947, frequentou, de acordo com a sua biografia oficial, o Colégio Valsassina.
Licenciado em Medicina, com Distinção, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1973, foi interno de Medicina Interna dos Hospitais Civis de Lisboa no Hospital de Santa Marta e completou, em 1977, o Curso de Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa, tornando-se especialista em Saúde Pública.
Foi funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS), e consultor em missões que tiveram lugar em vários pontos do mundo. Após concurso de provas públicas, desempenhou o cargo de chefe de serviço de Saúde Pública, a partir de 1992.

Foi nomeado director-geral da Saúde, primeiro em 2005 e, depois, no seguimento da Reforma da Administração Pública, em 2006 e, novamente, em 2009. Em 2011, por despacho conjunto do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e do Ministro da Saúde, Paulo Macedo, a comissão de serviço foi renovada, por confirmação, no cargo de director-geral da Saúde e mantida depois da reorganização orgânica de Fevereiro de 2012.

No quadro da União Europeia, em representação de Portugal, participou na reunião de peritos no domínio da saúde VIH/SIDA e no Comité de Doenças Relacionadas com a Poluição. Foi, desde 2001, membro do High Level Committee on Health, bem como do Health Security Committee e, desde 2005, participa nas reuniões dos Chief Medical Officers.

Em 2004, foi designado membro do conselho de administração e do Comité de Programa do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, em Estocolmo. No contexto da Organização Mundial da Saúde, tem participado, regularmente, nos trabalhos da Assembleia Mundial da Saúde e do Comité Regional da Europa e foi Membro Suplente do Conselho Executivo da OMS.

É autor e co-autor de uma dezena de artigos científicos publicados, bem como relator de numerosas notas sobre identificação, prevenção e controlo de riscos para a Saúde Pública, elaboradas no quadro das acções conduzidas pela Direção-Geral da Saúde. É autor do Guia de Clínica Médica, destinado a ser utilizado nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1983, e do livro Histórias de Saúde Pública editado em 2004.

Mais recentemente, publicou um ensaio, “Prevenir doenças e conservar a saúde”, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, cuja primeira edição esgotou rapidamente. É relator e co-editor da publicação intitulada Health in Portugal publicada, em língua inglesa, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia.

Na qualidade de conferencista ou preletor convidado, tem participado em numerosas reuniões científicas nacionais e internacionais. 2006, foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, que lhe foi entregue pelo Presidente Jorge Sampaio, e em 2014 recebeu a Medalha de Serviços Distintos do Ministério da Saúde - Grau Ouro. Em outubro de 2017, deixou o cargo de director-geral da Saúde, por ter atingido o limite de idade para exercer funções na Administração Pública.

Por esse motivo, foi agraciado, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A 23 de Novembro de 2017 iniciou oficialmente o seu mandato como presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.
É esta personalidade multifacetada, e com relevantes cargos nacionais e internacionais, que estará connosco no próximo dia 21 de Maio, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.
Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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