Sábado, 25 de Maio, 2019
Jantares-debate

Francisco George no ciclo "Portugal: que País vai a votos?"

O próximo orador convidado do ciclo "Portugal: que País vai a votos?", a 21 de Maio, será Francisco George, um prestigiado médico, especialista em Saúde Pública, actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, empossado em finais de 2017, após ter desempenhado as funções de director-geral da Saúde, a partir de 2005 e durante mais de uma década.
O ciclo é promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de cultura e o Grémio Literário.
Francisco Henrique Moura George, nascido em Lisboa a 21 de Outubro de 2947, frequentou, de acordo com a sua biografia oficial, o Colégio Valsassina.
Licenciado em Medicina, com Distinção, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1973, foi interno de Medicina Interna dos Hospitais Civis de Lisboa no Hospital de Santa Marta e completou, em 1977, o Curso de Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa, tornando-se especialista em Saúde Pública.
Foi funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS), e consultor em missões que tiveram lugar em vários pontos do mundo. Após concurso de provas públicas, desempenhou o cargo de chefe de serviço de Saúde Pública, a partir de 1992.

Foi nomeado director-geral da Saúde, primeiro em 2005 e, depois, no seguimento da Reforma da Administração Pública, em 2006 e, novamente, em 2009. Em 2011, por despacho conjunto do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e do Ministro da Saúde, Paulo Macedo, a comissão de serviço foi renovada, por confirmação, no cargo de director-geral da Saúde e mantida depois da reorganização orgânica de Fevereiro de 2012.

No quadro da União Europeia, em representação de Portugal, participou na reunião de peritos no domínio da saúde VIH/SIDA e no Comité de Doenças Relacionadas com a Poluição. Foi, desde 2001, membro do High Level Committee on Health, bem como do Health Security Committee e, desde 2005, participa nas reuniões dos Chief Medical Officers.

Em 2004, foi designado membro do conselho de administração e do Comité de Programa do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, em Estocolmo. No contexto da Organização Mundial da Saúde, tem participado, regularmente, nos trabalhos da Assembleia Mundial da Saúde e do Comité Regional da Europa e foi Membro Suplente do Conselho Executivo da OMS.

É autor e co-autor de uma dezena de artigos científicos publicados, bem como relator de numerosas notas sobre identificação, prevenção e controlo de riscos para a Saúde Pública, elaboradas no quadro das acções conduzidas pela Direção-Geral da Saúde. É autor do Guia de Clínica Médica, destinado a ser utilizado nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1983, e do livro Histórias de Saúde Pública editado em 2004.

Mais recentemente, publicou um ensaio, “Prevenir doenças e conservar a saúde”, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, cuja primeira edição esgotou rapidamente. É relator e co-editor da publicação intitulada Health in Portugal publicada, em língua inglesa, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia.

Na qualidade de conferencista ou preletor convidado, tem participado em numerosas reuniões científicas nacionais e internacionais. 2006, foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, que lhe foi entregue pelo Presidente Jorge Sampaio, e em 2014 recebeu a Medalha de Serviços Distintos do Ministério da Saúde - Grau Ouro. Em outubro de 2017, deixou o cargo de director-geral da Saúde, por ter atingido o limite de idade para exercer funções na Administração Pública.

Por esse motivo, foi agraciado, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A 23 de Novembro de 2017 iniciou oficialmente o seu mandato como presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.
É esta personalidade multifacetada, e com relevantes cargos nacionais e internacionais, que estará connosco no próximo dia 21 de Maio, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.
Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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