Sábado, 30 de Maio, 2020
Jantares-debate

Francisco George no ciclo "Portugal: que País vai a votos?"

O próximo orador convidado do ciclo "Portugal: que País vai a votos?", a 21 de Maio, será Francisco George, um prestigiado médico, especialista em Saúde Pública, actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, empossado em finais de 2017, após ter desempenhado as funções de director-geral da Saúde, a partir de 2005 e durante mais de uma década.
O ciclo é promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de cultura e o Grémio Literário.
Francisco Henrique Moura George, nascido em Lisboa a 21 de Outubro de 2947, frequentou, de acordo com a sua biografia oficial, o Colégio Valsassina.
Licenciado em Medicina, com Distinção, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1973, foi interno de Medicina Interna dos Hospitais Civis de Lisboa no Hospital de Santa Marta e completou, em 1977, o Curso de Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa, tornando-se especialista em Saúde Pública.
Foi funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS), e consultor em missões que tiveram lugar em vários pontos do mundo. Após concurso de provas públicas, desempenhou o cargo de chefe de serviço de Saúde Pública, a partir de 1992.

Foi nomeado director-geral da Saúde, primeiro em 2005 e, depois, no seguimento da Reforma da Administração Pública, em 2006 e, novamente, em 2009. Em 2011, por despacho conjunto do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e do Ministro da Saúde, Paulo Macedo, a comissão de serviço foi renovada, por confirmação, no cargo de director-geral da Saúde e mantida depois da reorganização orgânica de Fevereiro de 2012.

No quadro da União Europeia, em representação de Portugal, participou na reunião de peritos no domínio da saúde VIH/SIDA e no Comité de Doenças Relacionadas com a Poluição. Foi, desde 2001, membro do High Level Committee on Health, bem como do Health Security Committee e, desde 2005, participa nas reuniões dos Chief Medical Officers.

Em 2004, foi designado membro do conselho de administração e do Comité de Programa do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, em Estocolmo. No contexto da Organização Mundial da Saúde, tem participado, regularmente, nos trabalhos da Assembleia Mundial da Saúde e do Comité Regional da Europa e foi Membro Suplente do Conselho Executivo da OMS.

É autor e co-autor de uma dezena de artigos científicos publicados, bem como relator de numerosas notas sobre identificação, prevenção e controlo de riscos para a Saúde Pública, elaboradas no quadro das acções conduzidas pela Direção-Geral da Saúde. É autor do Guia de Clínica Médica, destinado a ser utilizado nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1983, e do livro Histórias de Saúde Pública editado em 2004.

Mais recentemente, publicou um ensaio, “Prevenir doenças e conservar a saúde”, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, cuja primeira edição esgotou rapidamente. É relator e co-editor da publicação intitulada Health in Portugal publicada, em língua inglesa, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia.

Na qualidade de conferencista ou preletor convidado, tem participado em numerosas reuniões científicas nacionais e internacionais. 2006, foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, que lhe foi entregue pelo Presidente Jorge Sampaio, e em 2014 recebeu a Medalha de Serviços Distintos do Ministério da Saúde - Grau Ouro. Em outubro de 2017, deixou o cargo de director-geral da Saúde, por ter atingido o limite de idade para exercer funções na Administração Pública.

Por esse motivo, foi agraciado, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A 23 de Novembro de 2017 iniciou oficialmente o seu mandato como presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.
É esta personalidade multifacetada, e com relevantes cargos nacionais e internacionais, que estará connosco no próximo dia 21 de Maio, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.
Connosco
Na era digital a máquina é o “braço direito” do jornalista ... Ver galeria

A era digital fez-se acompanhar de uma profunda alteração nos modelos de actividade e de negócio, entre os quais se destaca o sector mediático, segundo aponta o mais recente relatório do Obercom.

De acordo com o estudo, essas mudanças caracterizam-se, sobretudo, pela implementação de algoritmos e pela automatização dos sistemas.

Se, por um lado, a digitalização trouxe alguns problemas ao sector mediático, que, durante décadas estudou a adaptação a um mundo globalizado, onde a informação nunca pára, por outro, veio facilitar o trabalho aos jornalistas.

Este fenómeno é, aparentemente, paradoxal, mas a verdade é que os processos automáticos ajudam os profissionais a responderem, eficazmente, à necessidade da produção “sôfrega” de conteúdos noticiosos.

Trocando por miúdos: se as máquinas existem, porque não “pedir-lhes ajuda”?

Assim, os “media” actuais dependem, cada vez mais, de algoritmos que permitem analisar a preferências dos leitores, bem como de sistemas que facilitam a actualização de “websites” ao minuto.

A urgência de proteger jornalistas em países onde falha a liberdade de imprensa Ver galeria

A violência contra os jornalistas é uma realidade cada vez mais presente no mundo contemporâneo, já que várias entidades, insatisfeitas com a sua independência, estão a desenvolver novos mecanismos para impedir a publicação de artigos incómodos para o poder instituído.

Os atentados mais graves contra a liberdade de imprensa ocorrem em países onde esta está condicionada, mas, igualmente, noutros onde era suposto haver protecção para o trabalho jornalístico.

De acordo com um artigo do “Guardian”, esta realidade distópica ficou  mais evidente com o aparecimento do coronavírus.

A título de exemplo, alguns governos criaram medidas extraordinárias, visando a restrição do trabalho jornalístico. Foi o caso da Hungria, onde Viktor Órban instituiu a lei “coronavírus”, que criminaliza a difusão de “notícias falsas” sobre a pandemia. 

Da mesma forma, tanto a China como o Irão censuraram a informação respeitante aos surtos nestes países.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Opinião
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As suas vendas desceram, os clientes atrasaram-se a pagar, os fornecedores pressionam para receber, a tesouraria está apertada? O que fazer? – Claro que vai ver onde se pode cortar custos, ao mesmo tempo que se prepara o retomar de actividades. E um dos primeiros cortes para muitas empresas é na comunicação e na publicidade. “O dinheiro não chega para tudo, tem que se escolher”, pensa quem faz o corte. No fundo consideram que no...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
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Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas