Sábado, 25 de Maio, 2019
Estudo

Os sete elementos decisivos para os leitores confiarem nos Media

Sete elementos fundamentais foram identificados como decisivos na confiança que os leitores depositam num meio de comunicação  - e os três primeiros, votados a grande distância de todos os outros, são o equilíbrio, a honestidade e a profundidade de tratamento dos temas.

Esta recolha foi elaborada a partir de um inquérito realizado por vários media associados à TrustingNews.org, na forma de 81 entrevistas pessoais com leitores escolhidos como representantes de diversos pontos de vista.

Rob Jones, um estudante na Escola de Jornalismo do Missouri, pesquisou os temas mais presentes em todas as respostas e organizou-os no estudo agora divulgado pelo Instituto Reynolds de Jornalismo. A informação é publicada na Red Ética, da FNPI – Fundación para el Nuevo Periodismo Iberoamericano.

Os sete factores de confiança são apresentados por ordem decrescente de valorização atribuída, como segue:

  1.  -  Equilíbrio (77,8%)  -  Vem mencionado no topo da lista de desejos expressos pelos leitores entrevistados. Muitos entendem que o jornalismo deve reflectir uma diversidade de opiniões. Outros defendem que os jornalistas devem manter as suas próprias opiniões separadas do trabalho que fazem. Outros ainda explicam que cultivam a sua própria dieta equilibrada de notícias lendo jornalismo de múltiplas fontes.
  2. Honestidade (71,9%)  -  Os leitores não querem ser enganados. Querem encontrar uma atribuição clara dos conteúdos e franqueza a respeito de conflitos de interesses da parte dos jornalistas ou das suas fontes. Também não querem detalhes exagerados ou sensacionalistas.
  3. Profundidade (46,9%)  -  As pessoas valorizam o jornalismo que dá o contexto da história, indo mais longe do que os factos evidentes, para ajudar os leitores a compreenderem como encaixam num contexto mais amplo.
  4. Proximidade aos leitores (23,5%)  -  Os consumidores de notícias querem desenvolver a sua própria opinião. Não querem que se lhes diga o que devem fazer. E valorizam a informação que os ajuda a tomar decisões.
  5. Profissionalismo e boa reputação (22,2%)  -  Os leitores valorizam a sensação de que um conteúdo é de alta qualidade e preocupam-se com a reputação do jornal que lêem, mantendo lealdade aos que seguem há mais tempo.
  6. Simplicidade (12,3%).
  7. Relevância (6,2%).

O estudo aqui citado destaca ainda outros pontos, como a presença de verificação de factos, a distinção explícita entre o que é notícia e o que é opinião, e a transparência.

 

Mais informação na Red Ética da FNPI e o estudo citado, no Instituto Reynolds de Jornalismo.

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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