Segunda-feira, 20 de Janeiro, 2020
Evento

Como fomentar na juventude o gosto pela leitura crítica da Imprensa

Centenas de estudantes entre os 14 e os 17 anos, dos estabelecimentos de ensino da Comunidad de Madrid, estão a participar na 11ª edição dos seminários de “Fomento da Leitura de Imprensa na Escola”, um projecto da APM – Asociación de la Prensa de Madrid com a Obra Social ‘la Caixa’. O tema deste ano é como distinguir uma informação autêntica de uma falsa, ou de um boato, nos meios de comunicação.

Na jornada inaugural, realizada no Instituto San Isidro, a Presidente da APM, Victoria Prego, sublinhou a necessidade de uma “atitude crítica” perante o que é publicado, exortando os alunos presentes a manterem uma “consciência autodefensiva” em relação ao que lhes chega pelo telemóvel, “porque nem tudo é verdade”.

“A Informação é a armadura que vestem os cidadãos nas democracias livres”  - afirmou.

A Presidente da APM  - associação com a qual mantemos um acordo de parceria -  defendeu o papel do jornalismo como “referente sólido e fiável, em termos gerais, da realidade”, recomendando aos alunos que encarem as muitas informações que recebem “com alguma distância, sobretudo se são anónimas”. 

Perante esse tipo de conteúdos, Victoria Prego propõs o recurso ao jornalismo para conferir informações, sublinhando que os media, em papel ou edição digital, ostentam um cabeçalho, um título e uma empresa identificada, o que significa “um autor responsável pelo que ali se publica, e a quem podem ser exigidas responsabilidades”. 

A sessão inaugural teve como moderador Alfonso Sánchez, secretário-geral da APM, que comentou a importância deste projecto pioneiro de literacia mediática para os jovens, na medida em que a formação prestada “contribui para que, a partir da vossa idade, se comece a distinguir entre uma Imprensa bem feita e aquela que apenas pretende manipular as consciências por meio de mentiras fabricadas”. 

O responsável pela Comunicação na Fundação Bancária ‘la Caixa’ em Madrid, Juan Antonio Garcia Fermosel, referiu-se também à necessidade de “de contarmos com uma cidadania formada, que saiba consumir a informação que aparece nos media, de forma responsável e com juízo crítico”. 

Desde 2009, este programa já chegou a mais de 15 mil alunos e a 65 estabelecimentos de ensino. A edição de 2018 superou todas as expectativas, contando com a participação de mais de 2.100 estudantes, de 31 colégios e institutos.

 

Mais informação na Asociación de la Prensa de Madrid

Connosco
Novas ferramentas para gerir os "media online" Ver galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores Ver galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...