Quarta-feira, 23 de Outubro, 2019
Evento

Como fomentar na juventude o gosto pela leitura crítica da Imprensa

Centenas de estudantes entre os 14 e os 17 anos, dos estabelecimentos de ensino da Comunidad de Madrid, estão a participar na 11ª edição dos seminários de “Fomento da Leitura de Imprensa na Escola”, um projecto da APM – Asociación de la Prensa de Madrid com a Obra Social ‘la Caixa’. O tema deste ano é como distinguir uma informação autêntica de uma falsa, ou de um boato, nos meios de comunicação.

Na jornada inaugural, realizada no Instituto San Isidro, a Presidente da APM, Victoria Prego, sublinhou a necessidade de uma “atitude crítica” perante o que é publicado, exortando os alunos presentes a manterem uma “consciência autodefensiva” em relação ao que lhes chega pelo telemóvel, “porque nem tudo é verdade”.

“A Informação é a armadura que vestem os cidadãos nas democracias livres”  - afirmou.

A Presidente da APM  - associação com a qual mantemos um acordo de parceria -  defendeu o papel do jornalismo como “referente sólido e fiável, em termos gerais, da realidade”, recomendando aos alunos que encarem as muitas informações que recebem “com alguma distância, sobretudo se são anónimas”. 

Perante esse tipo de conteúdos, Victoria Prego propõs o recurso ao jornalismo para conferir informações, sublinhando que os media, em papel ou edição digital, ostentam um cabeçalho, um título e uma empresa identificada, o que significa “um autor responsável pelo que ali se publica, e a quem podem ser exigidas responsabilidades”. 

A sessão inaugural teve como moderador Alfonso Sánchez, secretário-geral da APM, que comentou a importância deste projecto pioneiro de literacia mediática para os jovens, na medida em que a formação prestada “contribui para que, a partir da vossa idade, se comece a distinguir entre uma Imprensa bem feita e aquela que apenas pretende manipular as consciências por meio de mentiras fabricadas”. 

O responsável pela Comunicação na Fundação Bancária ‘la Caixa’ em Madrid, Juan Antonio Garcia Fermosel, referiu-se também à necessidade de “de contarmos com uma cidadania formada, que saiba consumir a informação que aparece nos media, de forma responsável e com juízo crítico”. 

Desde 2009, este programa já chegou a mais de 15 mil alunos e a 65 estabelecimentos de ensino. A edição de 2018 superou todas as expectativas, contando com a participação de mais de 2.100 estudantes, de 31 colégios e institutos.

 

Mais informação na Asociación de la Prensa de Madrid

Connosco
Jornalistas deverão estar prevenidos para identificar e corrigir notícias falsas... Ver galeria

Existem várias lacunas na pesquisa de desinformação política e os debates contínuos sobre o que constitui as fake news e a sua classificação acabam por ser uma distracção, desviando as atenções das “questões críticas” relacionadas com o problema.

É importante reconhecer que as fake news existem, que estamos expostos a essas falsas informações, mas, se quisermos combatê-las, é indispensável procurar a sua origem, a sua forma de disseminação e analisar as consequências sociais e políticas.

É, ainda, imprescindível que os jornalistas estejam preparados e informados para não colaborarem na propagação deste tipo de informação.

Por vezes, o objectivo que se esconde em algumas fake news é que os media acabem por disseminá-las, acelerando a sua difusão. Por esse motivo, foi identificado o chamado “ponto de inflexão”, que representa o momento em que a história deixa de ser partilhada exclusivamente em “nichos” e acaba por atingir uma dimensão maior, alcançando várias comunidades. 

A jornalista Laura Hazard Owen abordou o tema num texto publicado no NiemanLab, no qual também faz referências à melhor forma de reconhecer os de conteúdos manipulados.

Suspensão de acordo do “Brexit” dividiu a imprensa britânica Ver galeria

Suspensa a aprovação do acordo no Parlamento britânico até que haja a regulamentação apropriada, a imprensa londrina apresentou-se dividida em relação ao Brexit.

Por um lado, a esperança de evitar um “não acordo” e uma saída abrupta, por outro a exaltação em relação à votação. 

Os media ingleses evidenciaram posições antagónicas em relação aos últimos acontecimentos e isso foi claro pela forma como abordaram a situação. 

Enquanto que o Sunday Express assumiu uma postura pró-Brexit e foi mais hostil com os deputados, acusando-os de atrasarem o processo, o Independent preferiu focar-se nas ruas, onde perto de um milhão de cidadãos se manifestaram para exigir que lhes seja dada a palavra final. Por sua vez, o Observer realçou a derrota do primeiro ministro, que se viu forçado a suspender a aprovação do acordo.

Le Monde publicou, entretanto, um texto no qual é feita uma análise dos media britânicos neste contexto.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


ver mais >
Opinião
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Agenda
28
Out
Fotojornalismo e Direitos de Autor
09:00 @ Cenjor, Lisboa
01
Nov
1º Congresso Internacional de Rádios Lusófonas
14:30 @ Angra do Heroísmo, Açores
19
Nov
Connections Europe
09:00 @ Marriott Hotel, Amsterdão
21
Nov