Quarta-feira, 19 de Junho, 2019
Evento

Como fomentar na juventude o gosto pela leitura crítica da Imprensa

Centenas de estudantes entre os 14 e os 17 anos, dos estabelecimentos de ensino da Comunidad de Madrid, estão a participar na 11ª edição dos seminários de “Fomento da Leitura de Imprensa na Escola”, um projecto da APM – Asociación de la Prensa de Madrid com a Obra Social ‘la Caixa’. O tema deste ano é como distinguir uma informação autêntica de uma falsa, ou de um boato, nos meios de comunicação.

Na jornada inaugural, realizada no Instituto San Isidro, a Presidente da APM, Victoria Prego, sublinhou a necessidade de uma “atitude crítica” perante o que é publicado, exortando os alunos presentes a manterem uma “consciência autodefensiva” em relação ao que lhes chega pelo telemóvel, “porque nem tudo é verdade”.

“A Informação é a armadura que vestem os cidadãos nas democracias livres”  - afirmou.

A Presidente da APM  - associação com a qual mantemos um acordo de parceria -  defendeu o papel do jornalismo como “referente sólido e fiável, em termos gerais, da realidade”, recomendando aos alunos que encarem as muitas informações que recebem “com alguma distância, sobretudo se são anónimas”. 

Perante esse tipo de conteúdos, Victoria Prego propõs o recurso ao jornalismo para conferir informações, sublinhando que os media, em papel ou edição digital, ostentam um cabeçalho, um título e uma empresa identificada, o que significa “um autor responsável pelo que ali se publica, e a quem podem ser exigidas responsabilidades”. 

A sessão inaugural teve como moderador Alfonso Sánchez, secretário-geral da APM, que comentou a importância deste projecto pioneiro de literacia mediática para os jovens, na medida em que a formação prestada “contribui para que, a partir da vossa idade, se comece a distinguir entre uma Imprensa bem feita e aquela que apenas pretende manipular as consciências por meio de mentiras fabricadas”. 

O responsável pela Comunicação na Fundação Bancária ‘la Caixa’ em Madrid, Juan Antonio Garcia Fermosel, referiu-se também à necessidade de “de contarmos com uma cidadania formada, que saiba consumir a informação que aparece nos media, de forma responsável e com juízo crítico”. 

Desde 2009, este programa já chegou a mais de 15 mil alunos e a 65 estabelecimentos de ensino. A edição de 2018 superou todas as expectativas, contando com a participação de mais de 2.100 estudantes, de 31 colégios e institutos.

 

Mais informação na Asociación de la Prensa de Madrid

Connosco
António Carrapatoso: concorrência distorcida em comunicação social fraca Ver galeria

O País “que vai a votos” não está bem, segundo António Carrapatoso, e a sua comunicação social também não está.
Nosso mais recente convidado, o gestor e empresário António Carrapatoso afirmou que o País “não está bem” porque a forma como a sociedade está organizada e funciona “não permite aproveitar e desenvolver as capacidades dos portugueses”.

Quanto à comunicação social que temos, definiu-a como “uma instituição fraca, que não cumpre suficientemente o seu papel do ponto de vista do interesse do cidadão” , por não ser suficentemente independente, inovadora e diversificada.
“A sua qualidade, acutilância, capacidade de investigação, de escrutínio e explicativa, estão aquém do desejável”  - disse.

Sobre as causas desta situação, a seguir à reduzida dimensão do mercado, apontou a “concorrência distorcida”, as deficiências da regulação e legislação e motivos de outra ordem:

Em sua opinião, não se faz mais para mudar porque “muitos partidos e líderes políticos estão contentes com a situação actual, não querem uma comunicação social verdadeiramente independente, investigadora, escrutinadora e qualificada”;  e ainda porque os próprios cidadãos “não ligam assim tanto à importância da comunicação social”  - motivo porque também "não fazem subscrições que poderiam fazer".
ERC aprova e Rádio Observador vai começar a emitir "muito em breve" Ver galeria

A Rádio Observador, cujo lançamento esteve previsto para a data do quinto aniversário do diário digital com o mesmo título, a 22 de Maio, vai finalmente entrar em funcionamento. Segundo notícia que citamos do jornal Observador, a transmissão será em 98.7 FM, na Grande Lisboa, “a curto prazo também no Porto e noutras zonas do país, e online”.

Conforme também aqui foi referido, o projecto já estava pronto naquela data, “faltando apenas o ‘visto’ da ERC, entidade à qual compete por lei autorizar a nova estação”. Poucos dias depois, a 28 de Maio, era assinada a Deliberação ERC/2019/150 [AUT-R], que autoriza as alterações solicitadas pela sociedade Observador on Time, S.A., para criar a Rádio Observador, a partir da antiga Rádio Baía – Sociedade de Radiodifusão, Lda.

A notícia do Observador não indica ainda a data exacta do início de emissão, mas conclui que “muito em breve teremos mais novidades. Estamos quase no ar.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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Ao longo do último ano os jornais britânicos The Times e The Sunday Times têm desenvolvido esforços consideráveis para conseguir manter os assinantes digitais que foram angariando ao longo do tempo. A renovação das assinaturas digitais é uma das crónicas dores de cabeça que os editores de publicações enfrentam, tanto mais que estudos recentes comprovam que uma sólida base de assinantes e leitores...
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The Children’s Media Conference
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