Quarta-feira, 26 de Junho, 2019
Jantares-debate

José Ribeiro e Castro em Abril no jantar-debate do CPI

Advogado de profissão, político por vocação com um pé na Comunicação Social, José Ribeiro e Castro é o próximo orador–convidado no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, marcado para 16 de Abril, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.

Deputado, eurodeputado, governante , membro da equipa fundadora da TVI com Roberto Carneiro e antigo líder do CDS,  José Ribeiro e Castro começou cedo a respirar a política em casa.

Filho de Fernando Santos e Castro, que presidiu à Camara Municipal de Lisboa e foi o último governador português em Angola, Ribeiro e Castro nasceu em Lisboa  a 24 de Dezembro de 1953. É casado e tem três filhas e um filho.

O seu currículo é vasto e diversificado. Colabora regularmente com meios de comunicação social desde 1974. Integrou o VI e VIII Governos Constitucionais . Foi fundador da Juventude Centrista e da Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos. Foi dirigente nacional do CDS em diversas funções, tendo sido seu presidente entre abril de 2005 e abril de 2007.

Foi membro da Assembleia Municipal de Odemira e da Assembleia Municipal de Sintra. Foi por diversas vezes deputado à Assembleia da República e deputado  ao Parlamento Europeu, entre 1999 e 2009.

Fundador e autor da Declaração de Princípios da Confederação Nacional das Associações de Família, em 2012, fundou o movimento 1º de Dezembro.

Desde 2015 é Presidente da Direcção da Associação por uma Democracia de Qualidade. A partir de  2016 é membro do Conselho Consultivo da SEDES e, desde 2018,  membro do seu Conselho Coordenador.

Em ano de eleições, Ribeiro e Castro  confessa estar entristecido com a situação do centro-direita, lamentando que o PSD e o CDS não cheguem a a uma plataforma de acordo .

Para o antigo líder  do CDS,  "seria interessante que as direcções dos dois partidos" avaliassem a melhor forma de articulação, o que poderia passar por "listas conjuntas ou listas separadas".

A par desta ideia de aproximação dos dois partidos, o projecto que mais o determina, neste momento,  é o da reforma do sistema  eleitoral, inspirada  no modelo alemão: um sistema misto entre círculos uninominais e plurinominais, em que os eleitores votam simultaneamente num partido e num deputado (que pode ser de outra força política).

Para Ribeiro e Castro tal reforma seria ”a pedra filosofal do nosso regime político”, capaz de insuflar-lhe  “o elixir da longa vida" ,  prevendo que a sua introdução levaria a abstenção a cair abaixo dos 30%.

São, pois,  vários , os temas de reflexão propostos por  Ribeiro e Castro na sua intervenção anunciada para este  ciclo “ Portugal: que País vai a votos” .

 

Connosco
"Metástases" da desinformação espalham-se pelo mundo Ver galeria

O alastrar da desinformação, potenciado pelas capacidades de contágio “viral” da revolução tecnológica, teve um impacto transformador sobre o jornalismo. Nos Estados Unidos, um dos primeiros factos surpreendentes com que os jornalistas tiveram de lidar, logo após a eleição de Donald Trump, foi a noção de que hackers russos, em “fábricas” de conteúdos, podiam semear desordem no eleitorado americano e desacreditar o jornalismo autêntico.

“Por vezes, os leitores encontravam notícias verdadeiras que Trump procurava desacreditar porque não gostava do modo como o faziam parecer;  outras vezes encontravam a deformação intencional da informação para distorcer a verdade;  em muitas ocasiões, o que encontravam era apenas completo absurdo.”  
E deixou de ser um problema local. As “metástases” da desinformação espalham-se pelo mundo e o jornalismo é arrastado para o caos:

“Vimos isso na Birmânia e no Brasil, no Sri Lanka e na Nova Zelândia, por vezes em campanhas orquestradas que trazem a dedada de agentes estatais, por vezes em manifestos individuais de mentes perturbadas. O resultado é sempre o mesmo: relatos falsos envenenam as plataformas que abrigam o verdadeiro jornalismo. Ninguém na Imprensa está a salvo de ver o seu trabalho, sério e diligente, exposto na enxurrada.”
A reflexão é de Kyle Pope, director da Columbia Journalism Review, em “Todo o jornalismo é global”.

O pesadelo dos jornalistas filipinos perseguidos pelo regime Ver galeria

A luta pela liberdade de Imprensa pode ser uma guerra de resistência entre os carcereiros e os candidatos a presos  - que são todos os jornalistas que tenham a coragem de o ser. Num dos mais recentes episódios em que foi detida, em Fevereiro de 2019, a jornalista filipina Maria Ressa, fundadora do site Rappler, comentou ironicamente à saída do tribunal:

“Esta é a sexta vez que pago fiança, e vou pagar mais do que criminosos condenados. Vou pagar mais do que Imelda Marcos.”

Como conta no artigo “Alvos de Duterte”, que aqui citamos, o Presidente das Filipinas, que “foi o primeiro político do meu país a usar as redes sociais para ganhar umas eleições, conduz uma campanha incansável de desinformação (trolling patriótico) para reduzir os críticos ao silêncio”:

“O seu governo vomita mentiras a tal velocidade que o público já não consegue saber o que é realidade. Mesmo os seus próprios membros ficam confusos.”

“Desde Junho de 2016, quando Rodrigo Duterte se tornou Presidente, houve cerca de 27 mil assassínios decorrentes da sua ‘guerra contra a droga’. Este número vem das Nações Unidas, mas não foi muito divulgado. A polícia mantém a sua própria contagem menor, pressionando os órgãos de informação a publicá-la.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
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