Segunda-feira, 25 de Março, 2019
Media

Cofina aumenta lucros à boleia da CMTV

O Grupo Cofina atingiu um resultado líquido de 6,7 milhões de euros em 2018, o que representa um crescimento de 31,3% dos lucros face aos 5,1 milhões alcançados em 2017.

Segundo o artigo publicado no site M&P, este resultado foi conseguido apesar de uma quebra de 0,5% nas receitas operacionais, e é explicado sobretudo pela redução dos custos e pelo facto de os números de 2018 serem comparados com um ano (2017), em que o Grupo havia registado encargos de reestruturação na ordem dos 2,4 milhões de euros.

Quanto às receitas, fixadas em 89,3 milhões de euros (ligeiramente abaixo dos 89,7 milhões de euros obtidos em 2017), a Cofina regista perdas, quer nas receitas de circulação quer nas publicitárias.

Nas receitas operacionais, a quebra foi mais expressiva, com os 43,1 milhões de euros, representando uma descida de 6,1% face aos 45,8 milhões de euros registados no ano anterior.

Já nas receitas publicitárias, o Grupo encaixou, em 2018, 28,1 milhões de euros, valor que traduz um recuo de 5,3% comparando com os 29,7 milhões de euros no período homólogo em 2017.

Mas a quebra nas receitas totais foi, amenizada por um crescimento na ordem dos 27,6% nas receitas de produtos de marketing alternativo e outros, onde estão incluídas as receitas correspondentes à presença do canal CMTV nas plataformas de cabo, que passaram dos 14,2 milhões de euros para os 18,1 milhões.

Quanto aos custos operacionais, o Grupo regista um corte de 2,7%, reduzindo dos 76,4 milhões de euros em 2017 para os 74,4 milhões de euros no último ano.

Ao separar a análise por segmento, a área de televisão regista uma evolução positiva das receitas, ao contrário do segmento de imprensa.

No negócio de televisão, onde a Cofina detém a CMTV, as receitas operacionais fixaram-se nos 12,4 milhões de euros, disparando 42,9% em comparação com os 8,7 milhões de euros reportados pelo grupo em 2017.

Para isso contribuíram crescimentos de 45,4% nas receitas publicitárias (de 2,8 milhões para 4,1 milhões de euros) e de 41,7% nas receitas de produtos de marketing alternativo e outros (de 5,9 milhões para 8,3 milhões de euros).

Do lado dos custos, regista-se também um aumento significativo: estes passaram dos 7,8 milhões de euros em 2017 para os 9,3 milhões de euros em 2018.

O EBITDA do segmento de televisão fica assim nos 3,1 milhões de euros, uma melhoria de 258,2% face aos 852 mil euros apresentados no relatório e contas da Cofina em 2017.

 

 

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Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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