null, 19 de Maio, 2019
Media

NYT procura fidelizar jovens leitores

Seguro da sua posição dominante no mercado das assinaturas digitais, The New York Times decidiu abrir a porta dos seus conteúdos  - que 3,4 milhões de leitores pagam por alguns dólares por mês -  a uma população jovem de três milhões de estudantes. E não é contradição, muito menos estupidez. O jornal está a fidelizar desde hoje os seus clientes do futuro, que podem aceder de graça às notícias pelas quais um dia terão de pagar.

O “grande monarca das assinaturas digitais”, como lhe chama Miguel Ossorio Vega, em Media-tics, facturou mais de 700 milhões de dólares em 2018, só no meio digital  - dos quais 400 milhões provêm dessas assinaturas. Só no último trimestre adquiriu mais 265 mil novos assinantes, o número mais elevado desde as eleições de 2016.

O seu objectivo declarado é o de chegar aos dez milhões de assinantes em 2025. E não poupa esforços para o conseguir: 

“Cria novas vias de negócio (como a possibilidade de pagar para aceder a palavras cruzadas e passatempos, ou a receitas de cozinha);  lançou campanhas publicitárias (que explicam a necessidade de pagar por conteúdos de qualidade num ambiente digital infestado de notícias falsas);  e tornou-se cada vez mais internacional, apontando a novos públicos com edições noutras línguas (espanhol, português e chinês).”  (...) 

“O jornal sabe que as novas gerações estão mais dispostas a pagar por serviços digitais. Assim o indicam os êxitos da Spotify, ou da Netflix, que conseguiram que milhões de jovens tirem todos os meses do bolso, a troco de acederem a conteúdos que podiam encontrar grátis na Net.” 

“Conseguiram criar uma experiência que supera com vantagem o processo maçador de pesquisar, marcar, descarregar e construir conteúdos digitais com faraca qualidade de imagem ou de som, além de uma perigosa exposição a vírus informáticos  - e isto com tarifas de baixo preço, que os jovens podem pagar.” (...) 

Também é verdade que as notícias não são música e, segundo o Instituto Reuters, só 14% dos internautas pagam por ler notícias, em todo o mundo. 

“E, ao contrário do que sucede com as plataformas de vídeo por streaming, é pouco provável que a mesma pessoa faça assinatura de mais de um meio, no caso de o fazer. Sobretudo porque nem sequer se espera que os utentes façam contrato para mais de duas ou três plataformas de vídeo on demand, o que vai arrumar, nos próximos anos, um sector já com sinais de ‘bolha’. Com os media podia acontecer alguma coisa semelhante, e é por isso que parte do sector clama por uma Netflix dos Media  -  o que parece ter sido ouvido pela Apple.” (...) 

Miguel Ossorio Vega lembra, a concluir, que a estratégia não é inédita, já que também o britânico Financial Times  fornece acesso gratuito aos jovens entre os 16 e os 19 anos. (...)

 

O artigo aqui citado, em Media-tics   

Connosco
Francisco George no ciclo "Portugal: que País vai a votos?" Ver galeria
O próximo orador convidado do ciclo "Portugal: que País vai a votos?", a 21 de Maio, será Francisco George, um prestigiado médico, especialista em Saúde Pública, actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, empossado em finais de 2017, após ter desempenhado as funções de director-geral da Saúde, a partir de 2005 e durante mais de uma década.
O ciclo é promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de cultura e o Grémio Literário.
Francisco Henrique Moura George, nascido em Lisboa a 21 de Outubro de 2947, frequentou, de acordo com a sua biografia oficial, o Colégio Valsassina.
Licenciado em Medicina, com Distinção, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1973, foi interno de Medicina Interna dos Hospitais Civis de Lisboa no Hospital de Santa Marta e completou, em 1977, o Curso de Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa, tornando-se especialista em Saúde Pública.
Meio século depois da alunagem o valor do jornalismo científico Ver galeria

Vai fazer 50 anos, no dia 20 de Julho, a primeira descida de uma nave com tripulação humana sobre a superfície da Lua. Seis horas depois da alunagem, já a 21, o comandante Neil Armstrong foi o primiro homem a pisar o solo do nosso satélite. O sucesso da missão Apollo 11, e das outras cinco missões lunares que a seguiram, teve um enorme impacto sobre a Humanidade.

“Do ponto de vista mediático, o colossal interesse público que o voo da Apollo 11 suscitou  — estima-se que um em cada seis habitantes do planeta assistiu pela TV ao momento em que Neil Armstrong desceu lentamente pela escada do módulo lunar até pousar os pés na superfície do satélite —  consolidou um público ávido por acompanhar a exploração do espaço.”

Cinquenta anos depois, as perspectivas de colonização do Sistema Solar continuam distantes, e a cobertura de astronomia e exploração espacial teve de mudar muito. “Mas, para quem tem o coração nas estrelas, continua sendo uma actividade apaixonante.”

A reflexão é de Pablo Nogueira, jornalista e editor da Scientific American Brasil, membro da Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência. No Observatório da Imprensa, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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