Segunda-feira, 25 de Março, 2019
Media

Edifício do “Newseum” vendido a uma Universidade

O edifício onde está instalado em Washington, desde 2008, o Newseum, museu dedicado ao jornalismo, foi vendido à Universidade Johns Hopkins, que tem a sede em Baltimore e assim consolida a sua presença na capital dos EUA. O Newseum lutou com dificuldades desde que mudou de Rosslyn, na Virginia, onde tinha sido inaugurado em 1997, para esta sede opulenta na Pennsylvania Avenue.

Jan Neuharth, a presidente da fundação que esteve na sua origem, o Freedom Forum, declarou que a decisão foi difícil mas era a única atitude responsável perante a situação do Newseum, mantendo o propósito de continuar a procurar nova sede em Washington.

"Continuamos empenhados na continuação dos nossos programas  - de um modo financeiramente sustentável -  para promover as cinco liberdades contidas na Primeira Emenda e aumentar a consciência pública da importância de uma Imprensa livre e imparcial"  - afirmou ainda.

“A decisão segue-se a uma avaliação de 16 meses, que deixa o futuro do museu numa situação pouco clara”. 

Como recorda The New York Times, que aqui citamos, o Museu abriu “no meio de uma recessão que fustigou as redacções por todo o país”. 

Segundo o próprio Newseum, “procurou encontrar um parceiro que lhe permitisse continuar no edifício, que o Freedom Forum construíu por 450 milhões de dólares, mas as negociações encetadas com [entidades] filantrópicas não resultaram. Os seus responsáveis tentaram então modos de partilhar o espaço no edifício de sete andares. (...) Finalmente, o Museu declarou que vender o edifício era a única solução.” (...) 

Em Agosto do ano passado, o Newseum foi muito criticado por jornalistas, depois de ter sido revelado que tinha à venda, na loja de lembranças, camisolas com a inscrição “You Are Very Fake News”. Nessa altura, o Museu apresentou desculpas e retirou o produto. (...)

 

O artigo aqui citado, em The New York Times

Connosco
José Ribeiro e Castro em Abril no jantar-debate do CPI Ver galeria

Advogado de profissão, político por vocação com um pé na Comunicação Social, José Ribeiro e Castro é o próximo orador–convidado no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, marcado para 16 de Abril, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.

Deputado, eurodeputado, governante , membro da equipa fundadora da TVI com Roberto Carneiro e antigo líder do CDS,  José Ribeiro e Castro começou cedo a respirar a política em casa.

Filho de Fernando Santos e Castro, que presidiu à Camara Municipal de Lisboa e foi o último governador português em Angola, Ribeiro e Castro nasceu em Lisboa  a 24 de Dezembro de 1953. É casado e tem três filhas e um filho.

Risco de nova “ordem mundial de Informação” sob modelo chinês Ver galeria

No contexto da visita do Presidente Xi Jinping a vários países europeus, para promover as “novas rotas da seda” das ambições económicas e geo-estratégicas da China, importa prestar também atenção à “nova ordem mundial da Informação” contida no projecto geral. Segundo um relatório muito recente dos Repórteres sem Fronteiras, o governo chinês, seguro do controlo que já exerce sobre os media nacionais e a Internet no seu próprio espaço, deseja impor um vocabulário “ideologicamente correcto” também fora de fronteiras.

E procura consegui-lo por uma panóplia de meios, que vão desde a sedução dos media ou jornalistas estrangeiros até várias formas de pressão ou mesmo intimidação.

“Há dez anos punha-se a questão de melhorar a situação na China. Mas, enquanto ONG de defesa da liberdade de Imprensa e dos jornalistas, encontramos cada vez mais dificuldades em ter impacto no país. A questão que se coloca hoje é: de que modo podem as democracias defender-se da influência mediática chinesa?”  - diz Cédric Alviani, presentante dos RSF para a Ásia Oriental.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
A realidade choca. Um trabalho de investigação jornalística, publicado no Expresso,  apurou que Portugal tem 95 políticos a comentar nos media. É algo absolutamente inédito em qualquer parte do mundo, da Europa aos EUA. Nalguma coisa teríamos de ser inovadores, infelizmente, da pior maneira. É um “assalto”, que condiciona a opinião pública e constitui um simulacro de pluralismo, já que  o elenco...
Augusto Cid, uma obra quase monumental
António Gomes de Almeida
Com o falecimento de Augusto Cid, desaparece um dos mais conhecidos desenhadores de Humor portugueses, com uma obra que pode considerar-se quase monumental. Desenhou milhares de cartoons, fez livros, e até teve a suprema honra de ver parte da sua obra apreendida – depois do 25 de Abril (!) – e tornou-se conhecido, entre outras, por estas duas razões: pelas piadas sibilinas lançadas contra o general Ramalho Eanes, e por fazer parte do combativo grupo das...
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