null, 19 de Maio, 2019
Media

Televisões chinesa e russa nos EUA declaradas órgãos de propaganda

A CGTNA – China Global Television Network America  - o ramo, residente nos Estados Unidos, da Televisão Central da China -  foi considerada pelas autoridades norte-americanas um órgão de propaganda, mas refuta essa acusação, afirmando que o governo chinês não lhe dita o que deve emitir. Na sequência da influência russa sobre as eleições de 2016, “as autoridades americanas estão a procurar obter uma visão mais clara dos esforços feitos pela China e outros países para conseguirem influência nos Estados Unidos”.

Esta troca de argumentos deu-se a nível da declaração de registo na FARA – Foreign Agents Registration Act, entre o Departamento de Justiça americano e a CGTNA. Há dois anos, o Departamento de Justiça procedeu do mesmo modo com a RT [Russia Today] America, também por interpelação do Departamento de Justiça. [Do mesmo modo o Presidente Macron, em França, designou a RT como órgão de propaganda].
Segundo The New York Times, que aqui citamos, “a CGTN America, que chega a 30 milhões de lares nos Estados Unidos, é um braço da máquina de propaganda da China. É controlado pelo Partido Comunista e presta serviço àquilo que [o Presidente] Xi chama a ‘frente de publicidade’ de Pequim”.

A CGTN America, com sede em Washington, “dirige uma redacção normal, excepto quando se trata de trabalhos sobre a China  - disseram quatro dos seus actuais ou anteriores empregados, que pediram anonimato para protegerem as suas carreiras”: 

“Algumas reportagens, como a fuga da China, em 2012, do advogado activista Chen Guangchen, ou as manifestações de  protesto em Hong Kong, em 2014, por eleições mais livres, só tiveram cobertura dias depois de haver notícias delas”  - disseram três dos citados funcionários. (...) 

“Empresas e outras organizações chinesas passaram a ser escrutinadas mais de perto à medida que se intensificou a guerra copmercial, incluindo os negócios que fazem para aquisição de firmas e tecnologia americanas. Algumas autoridades americanas advertem que essas empresas podem colocar risco de segurança.” (...) 

“Ao contrário da campanha de influência russa, que tem o objectivo de dividir os americanos, o esforço de propaganda chinês procura mostrar o lado brilhante. Emissões recentes da CGTN America enalteciam a medicina tradicional chinesa e o crescimento económico da China, enquanto o seu site inclui um link para a sua cobertura sobre os ursos panda.” 

“O esforço de influência da China pode parecer desajeitado, em comparação com o da Rússia, mas é bem financiado. Os media oficiais chineses investem pesadamente na sua publicidade junto de plataformas de redes sociais como o Facebook e Twitter  - que são proibidas na China. O jornal de língua inglesa China Daily, um jornal estatal, paga anúncios em jornais americanos, incluindo The New York Times.” (...) 

 

O artigo aqui citado, na íntegra em The New York Times

Connosco
Francisco George no ciclo "Portugal: que País vai a votos?" Ver galeria
O próximo orador convidado do ciclo "Portugal: que País vai a votos?", a 21 de Maio, será Francisco George, um prestigiado médico, especialista em Saúde Pública, actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, empossado em finais de 2017, após ter desempenhado as funções de director-geral da Saúde, a partir de 2005 e durante mais de uma década.
O ciclo é promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de cultura e o Grémio Literário.
Francisco Henrique Moura George, nascido em Lisboa a 21 de Outubro de 2947, frequentou, de acordo com a sua biografia oficial, o Colégio Valsassina.
Licenciado em Medicina, com Distinção, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1973, foi interno de Medicina Interna dos Hospitais Civis de Lisboa no Hospital de Santa Marta e completou, em 1977, o Curso de Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa, tornando-se especialista em Saúde Pública.
Meio século depois da alunagem o valor do jornalismo científico Ver galeria

Vai fazer 50 anos, no dia 20 de Julho, a primeira descida de uma nave com tripulação humana sobre a superfície da Lua. Seis horas depois da alunagem, já a 21, o comandante Neil Armstrong foi o primiro homem a pisar o solo do nosso satélite. O sucesso da missão Apollo 11, e das outras cinco missões lunares que a seguiram, teve um enorme impacto sobre a Humanidade.

“Do ponto de vista mediático, o colossal interesse público que o voo da Apollo 11 suscitou  — estima-se que um em cada seis habitantes do planeta assistiu pela TV ao momento em que Neil Armstrong desceu lentamente pela escada do módulo lunar até pousar os pés na superfície do satélite —  consolidou um público ávido por acompanhar a exploração do espaço.”

Cinquenta anos depois, as perspectivas de colonização do Sistema Solar continuam distantes, e a cobertura de astronomia e exploração espacial teve de mudar muito. “Mas, para quem tem o coração nas estrelas, continua sendo uma actividade apaixonante.”

A reflexão é de Pablo Nogueira, jornalista e editor da Scientific American Brasil, membro da Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência. No Observatório da Imprensa, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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