Quarta-feira, 24 de Abril, 2019
Media

Lusa aumenta presença na China, Macau e PALOP's

A Agência Lusa anunciou, para o ano corrente, o projecto de um aumento da produção noticiosa nos países africanos de língua oficial portuguesa, bem como um reforço da sua presença na China e Macau  -  no contexto da celebração dos 40 anos das relações diplomáticas entre Pequim e Lisboa e dos 20 anos da transferência de administração daquele território.

Está incluída neste projecto a disponibilização de um novo site temático, com conteúdos bilingues (em português e chinês), evocando ainda os 70 anos da fundação da República Popular da China. A Lusa vai também realizar em Lisboa, no mês de Abril, uma conferência sobre as relações entre os dois países, seguindo-se outra em Macau, no segundo semestre do ano.

Segundo o presidente da administração da empresa, Nicolau Santos, “queremos aumentar a produção para os países africanos de língua portuguesa, porque entendemos que a nossa mais-valia enquanto agência internacional de informação  - e o que nos distingue verdadeiramente da France-Presse, da Bloomberg ou de uma Reuters -  é a nossa capacidade de dar informação sobre os países de língua portuguesa”. 

As outras agências, por maiores que sejam, não têm “essa mais-valia”, sublinhou. 

Conforme notícia da mesma Lusa  - que aqui citamos do DN -  esta mais-valia “assume ainda maior importância num contexto em que o Governo da República Popular da China definiu a região de Macau, onde a Lusa está há décadas, como uma plataforma para a ligação aos países africanos de língua oficial portuguesa”. 

Nesse sentido  - afirmou ainda Niculau Santos -  “pensamos que, ao aumentar a nossa produção nesses países e ao disponibilizá-la a entidades públicas ou privadas em Macau, interessadas nessa informação, contribuirá para um reforço da ligação de Macau com esses países, mas também com Portugal”. (...) 

Responsáveis da Lusa fizeram, há alguns meses, uma visita a Macau, tendo contactado uma série de entidades, públicas e privadas, no território. O objectivo da deslocação foi, segundo Nicolau Santos, “dar a conhecer o que é a Agência Lusa, mas sobretudo dar a conhecer a sua estratégia”. 

“Em paralelo, Nicolau Santos adiantou que a Lusa tem um pedido feito para disponibilizar informação noticiosa para alunos às 37 universidades chinesas que ensinam português.”  (...)

 

Mais informação no DN

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Os sete elementos decisivos para os leitores confiarem nos Media Ver galeria

Sete elementos fundamentais foram identificados como decisivos na confiança que os leitores depositam num meio de comunicação  - e os três primeiros, votados a grande distância de todos os outros, são o equilíbrio, a honestidade e a profundidade de tratamento dos temas.

Esta recolha foi elaborada a partir de um inquérito realizado por vários media associados à TrustingNews.org, na forma de 81 entrevistas pessoais com leitores escolhidos como representantes de diversos pontos de vista.

Rob Jones, um estudante na Escola de Jornalismo do Missouri, pesquisou os temas mais presentes em todas as respostas e organizou-os no estudo agora divulgado pelo Instituto Reynolds de Jornalismo. A informação é publicada na Red Ética, da FNPI – Fundación para el Nuevo Periodismo Iberoamericano.
Quando o jornalismo procura o passado para ler o futuro Ver galeria

O futuro que foi imaginado pela literatura do passado nem sempre coincide com o que vemos hoje. Tanto pelo seu lado mais luminoso, como pelo mais sombrio, podemos reencontrar “imagens das histórias utópicas ou distópicas já contadas”.
Mas, “em tempos de esperança reduzida, em que pouco se vê além da poeira levantada pela vida agitada deste momento, as distopias têm voltado a ser mais lembradas”.

É esta a reflexão inicial de Vanessa Pedro, docente de jornalismo e pesquisadora do ObjEthos, num artigo sobre este gosto presente pelos zombies, “as histórias dos mortos-vivos, que nem se vão nos deixando em paz e nem voltam mesmo à vida como um milagre que poderia trazer esperanças de renovação”.

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“E aí vemos diversos agendamentos, inclusive como pauta do Jornalismo e da sociedade de forma geral. O período da ditadura militar brasileira passa a ser idolatrado, defendido e desejado, quase festejado. (...)  Até as décadas que antecedem e sucedem a Segunda Guerra Mundial entraram na disputa, têm sido citadas, defendidas, atacadas, recontadas para serem usadas como narrativas de um mundo ideal, ou ideal para ser repelido.” (...)

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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