Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 2019
Media

Lusa aumenta presença na China, Macau e PALOP's

A Agência Lusa anunciou, para o ano corrente, o projecto de um aumento da produção noticiosa nos países africanos de língua oficial portuguesa, bem como um reforço da sua presença na China e Macau  -  no contexto da celebração dos 40 anos das relações diplomáticas entre Pequim e Lisboa e dos 20 anos da transferência de administração daquele território.

Está incluída neste projecto a disponibilização de um novo site temático, com conteúdos bilingues (em português e chinês), evocando ainda os 70 anos da fundação da República Popular da China. A Lusa vai também realizar em Lisboa, no mês de Abril, uma conferência sobre as relações entre os dois países, seguindo-se outra em Macau, no segundo semestre do ano.

Segundo o presidente da administração da empresa, Nicolau Santos, “queremos aumentar a produção para os países africanos de língua portuguesa, porque entendemos que a nossa mais-valia enquanto agência internacional de informação  - e o que nos distingue verdadeiramente da France-Presse, da Bloomberg ou de uma Reuters -  é a nossa capacidade de dar informação sobre os países de língua portuguesa”. 

As outras agências, por maiores que sejam, não têm “essa mais-valia”, sublinhou. 

Conforme notícia da mesma Lusa  - que aqui citamos do DN -  esta mais-valia “assume ainda maior importância num contexto em que o Governo da República Popular da China definiu a região de Macau, onde a Lusa está há décadas, como uma plataforma para a ligação aos países africanos de língua oficial portuguesa”. 

Nesse sentido  - afirmou ainda Niculau Santos -  “pensamos que, ao aumentar a nossa produção nesses países e ao disponibilizá-la a entidades públicas ou privadas em Macau, interessadas nessa informação, contribuirá para um reforço da ligação de Macau com esses países, mas também com Portugal”. (...) 

Responsáveis da Lusa fizeram, há alguns meses, uma visita a Macau, tendo contactado uma série de entidades, públicas e privadas, no território. O objectivo da deslocação foi, segundo Nicolau Santos, “dar a conhecer o que é a Agência Lusa, mas sobretudo dar a conhecer a sua estratégia”. 

“Em paralelo, Nicolau Santos adiantou que a Lusa tem um pedido feito para disponibilizar informação noticiosa para alunos às 37 universidades chinesas que ensinam português.”  (...)

 

Mais informação no DN

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Os "clicks" são um sismógrafo de pouca confiança... Ver galeria

Num ambiente mediático saturado de notícias, os leitores valorizam mais as que lhes são pessoalmente pertinentes  - e isto não pode ser definido, numa redacção, medindo os clicks.

“As pessoas abrem frequentemente artigos que são divertidos, ou triviais, ou estranhos, sem sentido cívico evidente. Mas mantêm uma noção clara da diferença entre o que é trivial e o que é importante. De modo geral, querem estar informadas sobre o que se passa à sua volta, a nível local, nacional e internacional.”

A reflexão é de Kim Christian Schroder, um investigador dinamarquês que passou metade do ano de 2018 em Oxford, fazendo para o Reuters Institute um estudo sobre a relevância das notícias para os leitores  - e o que isso aconselha às redacções.

“Na medida em que queiram dar prioridade às notícias com valor cívico, os jornalistas fazem melhor em confiar no seu instinto do que nesse sismógrafo de pouca confiança que são as listas dos textos ‘mais lidos’.”

Jorge Soares em Fevereiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

Prossegue a 27  Fevereiro o ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, promovido pelo CPI, em parceria com o CNC e o Grémio Literário, tendo como orador convidado o Prof. Jorge Soares, que preside ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, desde 2016, preenchendo o lugar deixado vago por morte de João Lobo Antunes.  

Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Soares já fazia parte daquele Conselho, antes de ser eleito para a sua presidência .

O seu currículo é vasto. Presidiu também à  Comissão Externa para Avaliação da Qualidade do Ensino, e, mais tarde,  assumiu a vice-presidência da Comissão de Ética da Fundação Champalimaud, e, a partir de 2016, foi presidente da Comissão Nacional dos Centros de Referência. É Perito Nacional na União Europeia do 3rd Programme “EuropeAgainst Cancer” .

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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