Sábado, 17 de Agosto, 2019
Media

New York Times quer dez milhões de assinantes em 2025

O diário The New York Times fechou 2018 com lucros operacionais de cerca de 190 milhões de dólares e declara o projecto de subir dos seus actuais 4,3 milhões de assinantes – somando as edições impressa e digital -  para os dez milhões até 2025.

A publicidade digital teve, aliás, um marco importante no último trimestre de 2018 já que, ao atingir os 103 milhões de dólares, superou pela primeira vez as receitas da impressa, fixadas nos 88 milhões de dólares após uma quebra de 10% face ao trimestre homólogo em 2017.

Ao contrário da tendência para cortes de pessoal, incluindo entre os media digitais, The New York Times acrescentou 120 trabalhadores à sua redacção em 2018, subindo o número total de jornalistas para os 1.600, o maior na sua história.

“O grupo New York Times Company viu a sua base de subscritores digitais crescer 18% comparativamente ao ano anterior, totalizando 3,3 milhões de assinantes pagos entre produtos como a versão digital do diário, palavras cruzadas, aplicações de gastronomia, entre outros, responsáveis por receitas na ordem dos 400 milhões de dólares. A isso somam-se 259 milhões de dólares oriundos da publicidade digital, um crescimento de 8,6%, que coloca as receitas digitais na fasquia dos 709 milhões de dólares e em níveis acima do esperado.” 

“Isto significa que em apenas três anos já atingimos três quartos da nossa meta a cinco anos para duplicar as receitas digitais, para 800 milhões de dólares até 2020”  - afirmou Mark Thompson, CEO da New York Times Company

Mark Thompson afirmou ainda que o NYT  “é muito menos dependente da política do momento do que no impulso de há dois anos”.

 

Mais informação na Meios & Publicidade e no site CNN

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História de um editor espanhol de sucesso em tempo de crise Ver galeria

No decorrer de uma década, e em plena crise económica e do jornalismo,  a Spainmedia ocupou o seu lugar de editora de revistas internacionais na área designada por  lifestyle  - trazendo para o mercado espanhol a versão local de marcas como a Esquire e a Forbes, entre outras.  A história do seu êxito neste espaço é também a de um jornalista, Andrés Rodríguez, que se torna um director editorial bem sucedido  -  e é essa, naturalmente, a primeira pergunta da entrevista que lhe é feita por Media-tics.

A sua resposta é que foi na base de “paixão, entusiasmo e inconsciência”, e muito por tentativa e erro. Logo acrescenta:

“Aprendi, também, a dirigir recursos humanos  - e que, se não formos rentáveis, fechamos mais tarde ou mais cedo. Os media podem sobreviver algum tempo sem rentabilidade mas, por fim, impõe-se a conta dos resultados.”

Reconhece que aprendeu muito na Prisa, mas ficou frustrado com a fronteira marcada entre o sector jornalístico e o financeiro e publicitário. Como explica,  “pensava que para fazer a minha revista eu tinha que poder vender, ter alianças, mas na Prisa isso não podia ser feito por um jornalista”:

“Se alguma coisa corria bem, resultava do êxito do jornalista e do gestor; se corria mal, era resultado do jornalista. Eu queria ser responsável pelo que fizesse mal.”

"Jornalismo de soluções" como mito ou alternativa Ver galeria

Muitos chegam ao jornalismo com o sonho de fazer reportagem que comunique “impacto, conhecimento e inspiração”. Mas quando encontram o espaço ocupado principalmente por notícias negativas, sem caminho de saída, desanimam e chegam a desistir da profissão.

A jornalista argentina Liza Gross conta que passou por isto, tendo deixado o jornalismo “porque estava esgotada a todos os níveis, não só pelo modelo económico como também pelo modo como nós, jornalistas, estávamos a fazer o nosso trabalho”.

O rumo que seguiu levou-a à rede Solutions Journalism Network [Red de Periodismo de Soluciones  nos países de língua espanhola], cujos métodos promove, no sentido de alterar a imagem clássica do jornalista, que deixa de ser apenas o watchdog (“cão de guarda”) que vigia os poderes e denuncia o que está mal, para se tornar o “cão-piloto” capaz de de fazer “a cobertura rigorosa e baseada na evidência de respostas a problemas sociais”.

A reflexão é desenvolvida em dois textos que aqui citamos, da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano, que trabalha em parceria com a Red de Periodismo de Soluciones  para dar formação nesta nova disciplina.

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É tempo de férias. E este site do Clube Português de Imprensa (CPI) não foge à regra e volta a respeitar Agosto,  como o mês mais procurado pelos seus visitantes para uma pausa nos afazeres. Suspendemos, por isso,  a  actualização diária,  a partir do  fim de semana. 

Quando retomarmos a actualização  das nossas páginas, no inicio de Setembro, contamos com a renovação do interesse dos Associados do Clube e dos milhares de outros frequentadores regulares,  que nos acompanham  em número crescente e que  se revêem neste espaço, formatado no rigor e na independência em que todos nos reconhecemos,  como  valor matricial do Clube, desde a sua fundação,  há quase meio século.   


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