Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 2019
Media

New York Times quer dez milhões de assinantes em 2025

O diário The New York Times fechou 2018 com lucros operacionais de cerca de 190 milhões de dólares e declara o projecto de subir dos seus actuais 4,3 milhões de assinantes – somando as edições impressa e digital -  para os dez milhões até 2025.

A publicidade digital teve, aliás, um marco importante no último trimestre de 2018 já que, ao atingir os 103 milhões de dólares, superou pela primeira vez as receitas da impressa, fixadas nos 88 milhões de dólares após uma quebra de 10% face ao trimestre homólogo em 2017.

Ao contrário da tendência para cortes de pessoal, incluindo entre os media digitais, The New York Times acrescentou 120 trabalhadores à sua redacção em 2018, subindo o número total de jornalistas para os 1.600, o maior na sua história.

“O grupo New York Times Company viu a sua base de subscritores digitais crescer 18% comparativamente ao ano anterior, totalizando 3,3 milhões de assinantes pagos entre produtos como a versão digital do diário, palavras cruzadas, aplicações de gastronomia, entre outros, responsáveis por receitas na ordem dos 400 milhões de dólares. A isso somam-se 259 milhões de dólares oriundos da publicidade digital, um crescimento de 8,6%, que coloca as receitas digitais na fasquia dos 709 milhões de dólares e em níveis acima do esperado.” 

“Isto significa que em apenas três anos já atingimos três quartos da nossa meta a cinco anos para duplicar as receitas digitais, para 800 milhões de dólares até 2020”  - afirmou Mark Thompson, CEO da New York Times Company

Mark Thompson afirmou ainda que o NYT  “é muito menos dependente da política do momento do que no impulso de há dois anos”.

 

Mais informação na Meios & Publicidade e no site CNN

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Os "clicks" são um sismógrafo de pouca confiança... Ver galeria

Num ambiente mediático saturado de notícias, os leitores valorizam mais as que lhes são pessoalmente pertinentes  - e isto não pode ser definido, numa redacção, medindo os clicks.

“As pessoas abrem frequentemente artigos que são divertidos, ou triviais, ou estranhos, sem sentido cívico evidente. Mas mantêm uma noção clara da diferença entre o que é trivial e o que é importante. De modo geral, querem estar informadas sobre o que se passa à sua volta, a nível local, nacional e internacional.”

A reflexão é de Kim Christian Schroder, um investigador dinamarquês que passou metade do ano de 2018 em Oxford, fazendo para o Reuters Institute um estudo sobre a relevância das notícias para os leitores  - e o que isso aconselha às redacções.

“Na medida em que queiram dar prioridade às notícias com valor cívico, os jornalistas fazem melhor em confiar no seu instinto do que nesse sismógrafo de pouca confiança que são as listas dos textos ‘mais lidos’.”

Jorge Soares em Fevereiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

Prossegue a 27  Fevereiro o ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, promovido pelo CPI, em parceria com o CNC e o Grémio Literário, tendo como orador convidado o Prof. Jorge Soares, que preside ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, desde 2016, preenchendo o lugar deixado vago por morte de João Lobo Antunes.  

Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Soares já fazia parte daquele Conselho, antes de ser eleito para a sua presidência .

O seu currículo é vasto. Presidiu também à  Comissão Externa para Avaliação da Qualidade do Ensino, e, mais tarde,  assumiu a vice-presidência da Comissão de Ética da Fundação Champalimaud, e, a partir de 2016, foi presidente da Comissão Nacional dos Centros de Referência. É Perito Nacional na União Europeia do 3rd Programme “EuropeAgainst Cancer” .

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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