Quarta-feira, 24 de Abril, 2019
Media

New York Times quer dez milhões de assinantes em 2025

O diário The New York Times fechou 2018 com lucros operacionais de cerca de 190 milhões de dólares e declara o projecto de subir dos seus actuais 4,3 milhões de assinantes – somando as edições impressa e digital -  para os dez milhões até 2025.

A publicidade digital teve, aliás, um marco importante no último trimestre de 2018 já que, ao atingir os 103 milhões de dólares, superou pela primeira vez as receitas da impressa, fixadas nos 88 milhões de dólares após uma quebra de 10% face ao trimestre homólogo em 2017.

Ao contrário da tendência para cortes de pessoal, incluindo entre os media digitais, The New York Times acrescentou 120 trabalhadores à sua redacção em 2018, subindo o número total de jornalistas para os 1.600, o maior na sua história.

“O grupo New York Times Company viu a sua base de subscritores digitais crescer 18% comparativamente ao ano anterior, totalizando 3,3 milhões de assinantes pagos entre produtos como a versão digital do diário, palavras cruzadas, aplicações de gastronomia, entre outros, responsáveis por receitas na ordem dos 400 milhões de dólares. A isso somam-se 259 milhões de dólares oriundos da publicidade digital, um crescimento de 8,6%, que coloca as receitas digitais na fasquia dos 709 milhões de dólares e em níveis acima do esperado.” 

“Isto significa que em apenas três anos já atingimos três quartos da nossa meta a cinco anos para duplicar as receitas digitais, para 800 milhões de dólares até 2020”  - afirmou Mark Thompson, CEO da New York Times Company

Mark Thompson afirmou ainda que o NYT  “é muito menos dependente da política do momento do que no impulso de há dois anos”.

 

Mais informação na Meios & Publicidade e no site CNN

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Os sete elementos decisivos para os leitores confiarem nos Media Ver galeria

Sete elementos fundamentais foram identificados como decisivos na confiança que os leitores depositam num meio de comunicação  - e os três primeiros, votados a grande distância de todos os outros, são o equilíbrio, a honestidade e a profundidade de tratamento dos temas.

Esta recolha foi elaborada a partir de um inquérito realizado por vários media associados à TrustingNews.org, na forma de 81 entrevistas pessoais com leitores escolhidos como representantes de diversos pontos de vista.

Rob Jones, um estudante na Escola de Jornalismo do Missouri, pesquisou os temas mais presentes em todas as respostas e organizou-os no estudo agora divulgado pelo Instituto Reynolds de Jornalismo. A informação é publicada na Red Ética, da FNPI – Fundación para el Nuevo Periodismo Iberoamericano.
Quando o jornalismo procura o passado para ler o futuro Ver galeria

O futuro que foi imaginado pela literatura do passado nem sempre coincide com o que vemos hoje. Tanto pelo seu lado mais luminoso, como pelo mais sombrio, podemos reencontrar “imagens das histórias utópicas ou distópicas já contadas”.
Mas, “em tempos de esperança reduzida, em que pouco se vê além da poeira levantada pela vida agitada deste momento, as distopias têm voltado a ser mais lembradas”.

É esta a reflexão inicial de Vanessa Pedro, docente de jornalismo e pesquisadora do ObjEthos, num artigo sobre este gosto presente pelos zombies, “as histórias dos mortos-vivos, que nem se vão nos deixando em paz e nem voltam mesmo à vida como um milagre que poderia trazer esperanças de renovação”.

Neste tipo de leitura  - como acrescenta -  “o passado acaba sendo um ideal mais interessante e feliz do que o futuro”:

“E aí vemos diversos agendamentos, inclusive como pauta do Jornalismo e da sociedade de forma geral. O período da ditadura militar brasileira passa a ser idolatrado, defendido e desejado, quase festejado. (...)  Até as décadas que antecedem e sucedem a Segunda Guerra Mundial entraram na disputa, têm sido citadas, defendidas, atacadas, recontadas para serem usadas como narrativas de um mundo ideal, ou ideal para ser repelido.” (...)

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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Muitos responsáveis pela comunicação e marketing de várias marcas defrontam-se quotidianamente com um dilema: será que ainda vale a pena fazer publicidade em televisão? O investimento ainda compensa? A dúvida é legítima – mas antes de mais nada é preciso definir bem o objectivo e o alvo da campanha. Uma coisa é anunciar para jovens urbanos até aos 25 anos, outra é para responsáveis de compras...
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