Quarta-feira, 24 de Abril, 2019
Óbito

Morreu Zé Manel um notável cartunista de Imprensa

Dias depois de completar 75 anos, faleceu o cartunista Zé Manel, um dos mais versáteis desenhadores, como gostava de ser tratado,   formado na Escola de Artes Decorativas António Arroio, da qual falava sempre com um agudo sentido de pertença.

O artista Zé Manel – José Manuel Domingues Alves Mendes, de seu nome completo, nascido em Lisboa a 22 de Janeiro de 1944 - , discreto como poucos, deixa uma obra multifacetada, repartida por  uma invulgar galeria de cartoons políticos, publicados , sobretudo, no Diário de Noticias (que chegaram, a ser expostos no Palácio Galveias, numa mostra comemorativa dos 120º aniversário do jornal)  inúmeros trabalhos de ilustração infanto-juvenil  e de banda desenhada, que sempre o seduziu.

Dedicou-se igualmente ao desenho satírico, colaborando em várias revistas, e à ilustração de livro escolar.

Uma das suas facetas mais cultivadas foi ainda o vitralismo, com obra trabalhada para numerosas  igrejas , em que  deu largas ao seu talento criativo e a uma componente mística  que o acompanhava.

Teve em “Macau a tinta da China “ um dos mais importantes livros-album que deu à estampa , resultado de uma divagação por aquele antigo território de administração portuguesa a Oriente, e que hoje é uma obra rara de encontrar , mesmo em alfarrabista.

Zé Manel , filho de outro  grande ilustrador  António Alves Mendes (Méco), participou em várias exposições, individuais e colectivas,  embora avesso a  vender os seus trabalhos, que gostava de cativar para si ou partilhar com família e amigos.

Embora reservado por feitio, Zé Manel fazia parte,  com gosto,  de  tertúlias,  onde pontificavam artistas e intelectuais, mas sem nunca lhe apetecer  o palco e as luzes, nem ceder à tentação do deslumbramento, mesmo no auge da sua brilhante carreira. 






Connosco
Os sete elementos decisivos para os leitores confiarem nos Media Ver galeria

Sete elementos fundamentais foram identificados como decisivos na confiança que os leitores depositam num meio de comunicação  - e os três primeiros, votados a grande distância de todos os outros, são o equilíbrio, a honestidade e a profundidade de tratamento dos temas.

Esta recolha foi elaborada a partir de um inquérito realizado por vários media associados à TrustingNews.org, na forma de 81 entrevistas pessoais com leitores escolhidos como representantes de diversos pontos de vista.

Rob Jones, um estudante na Escola de Jornalismo do Missouri, pesquisou os temas mais presentes em todas as respostas e organizou-os no estudo agora divulgado pelo Instituto Reynolds de Jornalismo. A informação é publicada na Red Ética, da FNPI – Fundación para el Nuevo Periodismo Iberoamericano.
Quando o jornalismo procura o passado para ler o futuro Ver galeria

O futuro que foi imaginado pela literatura do passado nem sempre coincide com o que vemos hoje. Tanto pelo seu lado mais luminoso, como pelo mais sombrio, podemos reencontrar “imagens das histórias utópicas ou distópicas já contadas”.
Mas, “em tempos de esperança reduzida, em que pouco se vê além da poeira levantada pela vida agitada deste momento, as distopias têm voltado a ser mais lembradas”.

É esta a reflexão inicial de Vanessa Pedro, docente de jornalismo e pesquisadora do ObjEthos, num artigo sobre este gosto presente pelos zombies, “as histórias dos mortos-vivos, que nem se vão nos deixando em paz e nem voltam mesmo à vida como um milagre que poderia trazer esperanças de renovação”.

Neste tipo de leitura  - como acrescenta -  “o passado acaba sendo um ideal mais interessante e feliz do que o futuro”:

“E aí vemos diversos agendamentos, inclusive como pauta do Jornalismo e da sociedade de forma geral. O período da ditadura militar brasileira passa a ser idolatrado, defendido e desejado, quase festejado. (...)  Até as décadas que antecedem e sucedem a Segunda Guerra Mundial entraram na disputa, têm sido citadas, defendidas, atacadas, recontadas para serem usadas como narrativas de um mundo ideal, ou ideal para ser repelido.” (...)

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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