Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 2019
Óbito

Morreu Zé Manel um notável cartunista de Imprensa

Dias depois de completar 75 anos, faleceu o cartunista Zé Manel, um dos mais versáteis desenhadores, como gostava de ser tratado,   formado na Escola de Artes Decorativas António Arroio, da qual falava sempre com um agudo sentido de pertença.

O artista Zé Manel – José Manuel Domingues Alves Mendes, de seu nome completo, nascido em Lisboa a 22 de Janeiro de 1944 - , discreto como poucos, deixa uma obra multifacetada, repartida por  uma invulgar galeria de cartoons políticos, publicados , sobretudo, no Diário de Noticias (que chegaram, a ser expostos no Palácio Galveias, numa mostra comemorativa dos 120º aniversário do jornal)  inúmeros trabalhos de ilustração infanto-juvenil  e de banda desenhada, que sempre o seduziu.

Dedicou-se igualmente ao desenho satírico, colaborando em várias revistas, e à ilustração de livro escolar.

Uma das suas facetas mais cultivadas foi ainda o vitralismo, com obra trabalhada para numerosas  igrejas , em que  deu largas ao seu talento criativo e a uma componente mística  que o acompanhava.

Teve em “Macau a tinta da China “ um dos mais importantes livros-album que deu à estampa , resultado de uma divagação por aquele antigo território de administração portuguesa a Oriente, e que hoje é uma obra rara de encontrar , mesmo em alfarrabista.

Zé Manel , filho de outro  grande ilustrador  António Alves Mendes (Méco), participou em várias exposições, individuais e colectivas,  embora avesso a  vender os seus trabalhos, que gostava de cativar para si ou partilhar com família e amigos.

Embora reservado por feitio, Zé Manel fazia parte,  com gosto,  de  tertúlias,  onde pontificavam artistas e intelectuais, mas sem nunca lhe apetecer  o palco e as luzes, nem ceder à tentação do deslumbramento, mesmo no auge da sua brilhante carreira. 






Connosco
Os "clicks" são um sismógrafo de pouca confiança... Ver galeria

Num ambiente mediático saturado de notícias, os leitores valorizam mais as que lhes são pessoalmente pertinentes  - e isto não pode ser definido, numa redacção, medindo os clicks.

“As pessoas abrem frequentemente artigos que são divertidos, ou triviais, ou estranhos, sem sentido cívico evidente. Mas mantêm uma noção clara da diferença entre o que é trivial e o que é importante. De modo geral, querem estar informadas sobre o que se passa à sua volta, a nível local, nacional e internacional.”

A reflexão é de Kim Christian Schroder, um investigador dinamarquês que passou metade do ano de 2018 em Oxford, fazendo para o Reuters Institute um estudo sobre a relevância das notícias para os leitores  - e o que isso aconselha às redacções.

“Na medida em que queiram dar prioridade às notícias com valor cívico, os jornalistas fazem melhor em confiar no seu instinto do que nesse sismógrafo de pouca confiança que são as listas dos textos ‘mais lidos’.”

Jorge Soares em Fevereiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

Prossegue a 27  Fevereiro o ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, promovido pelo CPI, em parceria com o CNC e o Grémio Literário, tendo como orador convidado o Prof. Jorge Soares, que preside ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, desde 2016, preenchendo o lugar deixado vago por morte de João Lobo Antunes.  

Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Soares já fazia parte daquele Conselho, antes de ser eleito para a sua presidência .

O seu currículo é vasto. Presidiu também à  Comissão Externa para Avaliação da Qualidade do Ensino, e, mais tarde,  assumiu a vice-presidência da Comissão de Ética da Fundação Champalimaud, e, a partir de 2016, foi presidente da Comissão Nacional dos Centros de Referência. É Perito Nacional na União Europeia do 3rd Programme “EuropeAgainst Cancer” .

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Os actuais detentores da Global Media, proprietária do Diário de Noticias e do Jornal de Noticias, além da TSF e de outros títulos, parecem estar a especializar-se como uma espécie  de “comissão  liquidatária” da empresa. Depois de alienarem  o edifício-sede histórico do Diário de Noticias , construído de raiz para albergar aquele jornal centenário,  segundo um projecto de Pardal...
Zé Manel, o talento e a sensualidade
António Gomes de Almeida
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