Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
Media

Fotojornalistas holandeses contestam degradação do seu trabalho

O sindicato dos jornalistas holandeses NVG  - Nederlandse Vereniging van Journalisten, e a respectiva secção de fotojornalismo, NVF, anunciaram um processo de contestação que pode chegar à greve, contra a degradação das suas condições de trabalho e pela defesa dos seus direitos de autor.
Em documento enviado a seis mais destacadas empresas de media na Holanda, pedem a abertura imediata de negociações sobre estas matérias, ameaçando entrar em greve a partir de 25 de Janeiro, caso estas sejam infrutíferas.

A Federação Europeia de Jornalistas, que representa mais de 320 mil jornalistas de 44 países  - e à qual pertence a NVG -  declarou o seu apoio a este protesto.

Segundo o indicador holandês das tarifas praticadas pelo trabalho freelance, estas têm vindo a cair desde os 80 euros por imagem, em 2014, para uma média actual de 42 euros, chegando em alguns casos aos vinte ou quinze euros. 

As reivindicações do movimento são de um aumento de 14%, para compensar a inflação desde 2010, a equiparação das tarifas pelo trabalho digital às da foto impressa e o respeito pelos direitos de autor (copyright). 

“Esta acção mostra-nos o caminho a seguir para construir uma solidariedade concreta entre jornalistas do quadro e freelance”  - declarou o presidente da FEJ, Mogens Blicher Bjerregaard: 

“Apoiamos totalmente os fotojornalistas holandeses e a campanha do sindicato pelo melhoramento das condições de trabalho e pelo estabelecimento de confiança e respeito entre os profissionais e a opinião pública.” (...) 

Também Natasha Hirst, dirigente da secção de fotojornalismo do sindicato britânico National Union of Journalists, declara a sua solidariedade com os fotojornalistas holandeses e acrescenta: 

“Os fotógrafos no Reino Unido enfrentam ameaças semelhantes, à medida que as tarifas de pagamento decrescem, enquanto as violações do copyright e o uso de fotografia amadora não remunerada se tornam uma intrusão cada vez mais presente.” (...)

E segundo Rosa García López, secretária-geral do NVJ/NVF, “tarifas de quinze euros por imagens digitais são inaceitáveis; o fotojornalismo não é um hobby”.

 

Mais informação no site da Federação Europeia de Jornalistas

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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