null, 21 de Julho, 2019
Estudo

A desinformação como matéria-prima de estudo europeu e global

Alertada pela crescente consciência do perigo da desinformação, a Comissão Europeia criou, em Janeiro de 2018, um grupo de peritos para estudar o problema e indicar medidas concretas que possam conter e contrariar a divulgação de fake news nos meios digitais.
O denominado HLEG – High Level Group of Experts redigiu e entregou, em Março, um primeiro relatório sobre esta matéria, alertando contra o risco de soluções simplistas e propondo, em cinco pontos, medidas mais preventivas do que regulatórias.

O Poynter Institute  - que fez parte desse grupo -  lembra que a União Europeia “é apenas um dos muitos órgãos governativos que têm procurado deter o fluxo da desinformação online nos últimos meses” e redige agora uma espécie de balanço global das medidas em curso na Europa e noutros países de todos os continentes.

É apresentada, no mapa do mundo, uma lista de 39 países cuja situação é descrita de modo sucinto, com indicação das soluções aí procuradas  -  de natureza mais legislativa ou repressiva, ou ainda em fase de debate, ou mais no sentido da literacia para o uso dos media.

O texto de apresentação, assinado por Daniel Funke, da International Fact-Checking Network, lembra que estes esforços “levantam questões sobre violação das garantias de liberdade de expressão” e são objecto de incerteza: 

“O obscurecimento da definição de fake news, cujo alcance relativo continua a ser estudado, embaraça a capacidade dos governos para conseguirem resultados efectivos.” 

É no “espírito desta confusão”, bem descrita noutro relatório do Conselho Europeu, sobre a desordem da informação, que o Instituto Poynter criou este guia prático sobre as tentativas já feitas no sentido de definir legislação de combate a esse fenómeno. 

“Embora nem todos os documentos legais aqui citados se refiram especificamente à desinformação, todos foram abrangidos neste debate mais vasto. Procurámos classificar intervenções de nautreza diferente do modo mais claro possível.” 

Visto que estão sempre a ser tomadas, em algum país, medidas sobre esta matéria, o Instituto Poynter previne que o texto irá sendo actualizado e convida os leitores a interagirem, por e-mail ou usando a função Google presente no final do mesmo, trazendo as suas próprias contribuições para este efeito. 

Portugal não é um dos 39 países constantes desta primeira recolha.

 

O texto aqui citado, com o mapa que identifica por um código de cores os diversos caminhos seguidos, em Poynter.org.

Connosco
A formação académica do jornalismo profisional em debate Ver galeria

A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España, que reune mais de 19 mil associados, declarou em Junho de 2019 que vai deixar de admitir nesta qualidade jornalistas que não estejam habilitados com um título académico de jornalismo, mesmo que estejam exercendo a profissão. O seu presidente, Nemesio Rodriguez, disse a eldiario.es  que o objectivo era “valorizar o título de jornalista e resolver o problema da intrusão”.

Uma consequência inesperada, entre várias críticas chegadas, foi a desvinculação, da sua pertença à FAPE, decidida pela AECC – Asociación Española de Comunicación Científica, cujos profissionais, especializados na comunicação científica, detêm maioritariamente outras licenciaturas. O seu presidente, Antonio Calvo, declarou que não fazia sentido “continuar a pertencer a uma associação onde não podem entrar metade dos nossos sócios”.

Este episódio reacendeu um debate que se alarga à própria vocação das associações de jornalistas. Sobre ambas as questões, e outras relacionadas, a  Red Ética da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano  organizou um tweet-debate marcado para 18 de Julho, de cujas conclusões daremos conta quando forem publicadas.

Apelo de investigadores contra "fake news" em divulgação científica Ver galeria

Será que a ciência é “distorcida” pelos media, por incapacidade de fazerem uma divulgação rigorosa, ou por qualquer outro motivo?
É para responder a este problema que o colectivo denominado NoFakeScience, composto por duas dezenas de cientistas e especialistas na divulgação de ciência, redigiu e publica no diário francês L’Opinion um texto que apela a um “trabalho de mãos dadas” entre jornalistas e cientistas. Juntaram-se a eles outros 230 grandes nomes da investigação, de todo o mundo, perfazendo assim um total de 250 signatários deste apelo.

“Nesta hora em que a desconfiança nos media e nas instituições chega ao extremo, apelamos a um questionamento profundo de toda a cadeia de informação, para que os temas de natureza científica possam ser restituídos a todos sem deformação sensacionalista nem ideológica, e para que a confiança possa ser, a longo prazo, restaurada entre os cientistas, os meios de comunicação e os cidadãos”  -  afirma o primeiro parágrafo do texto.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião
Um relatório recente sobre os princípios de actuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo “Digital Publishers Report”, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns factores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital...
E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade...
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
Agenda
01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
04
Set
Infocomm China
09:00 @ Chengdu, Sichuan Province, China