Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
Media

Novo jornal "online" vocacionado para temas religiosos

Está disponível, desde 7 de Janeiro de 2019, o 7MARGENS, um novo jornal digital vocacionado para a informação sobre o fenómeno religioso “no sentido mais amplo do termo”, não se confinando às diversas confissões e crenças estabelecidas, mas procurando “dar conta das diferentes formas de busca espiritual que marcam o nosso tempo”. Será “orientado por critérios jornalísticos profissionais e independente de qualquer instituição, religiosa ou outra”.

Segundo o texto de despedida do blog Religionline, do jornalista António Marujo, a partir de agora “o que fazíamos no Religionline passa a estar em www.setemargens.com”. O novo diário digital é propriedade de uma Associação Cultural Sem Fins Lucrativos, a Porta 18, e “aspira a ser financiado exclusivamente pelos seus leitores / apoiantes, mas recorre também a donativos institucionais que publicita regularmente, de modo a assegurar total transparência com aqueles que o visitam”.

“Tem como referências mais próximas o trabalho de três décadas desenvolvido pelo seu director, António Marujo [que foi durante muitos anos redactor do Público nesta área da informação religiosa], e a informação oferecida desde 2002 pelo blog Religionline, um dos primeiros em Portugal, iniciado por Manuel Pinto. Na equipa estão ainda Jorge Wemans, Eduardo Jorge Madureira e Maria Wilton.”

O texto de apresentação do 7MARGENS, intitulado “Ao que vimos”, afirma que “Portugal conheceu nas últimas duas décadas um retrocesso evidente na cobertura do fenómeno religioso e as próprias confissões religiosas parecem aceitar isso, como se só pudesse haver a escolha entre uma informação proselitista e o silêncio. A vida pública e a cultura saem empobrecidos com esta situação. 7MARGENS propõe-se ser aí uma resposta”. (...)

Afirma ainda o propósito de “trazer para esta plataforma os dramas, as injustiças, as experiências inovadoras, os testemunhos e os debates de todos os agentes e a todos os níveis”: 

“Todos os que estão à margem na economia (os trabalhadores e os mais pobres), na política (os cidadãos), na cultura (os debates e as propostas), nas instituições religiosas (os crentes) e nos média (as religiões e a busca espiritual) queremos trazer para 7MARGENS. Atentos à realidade nacional e internacional, nomeadamente nos países onde se fala o português.” (...) 

O texto apela também à participação no financiamento do projecto, que “precisa do trabalho de voluntários e precisa da partilha económica para fazer face às despesas. Aqui vai estar um desafio: saber se queremos, de facto, dar vida a um projeto jornalístico profissional e de qualidade no terreno das religiões e das espiritualidades, no nosso país”. 

O referido texto de despedida, no Religionline, termina com o mesmo apelo, afirmando que o novo jornal iniciou uma campanha de recolha de fundos, para a qual indica o NIB da conta disponível, segundo o princípio de que “o jornalismo é essencial numa democracia e só pode subsistir na medida em que os seus utilizadores o suportem, também economicamente”. (...)

 

Mais informação no Observador,  no Religionline e em www.setemargens.com.

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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