Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
O Clube

Os desafios de um Ano Novo

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.

A rádio, embora não esteja blindada à crise,  sofreu por enquanto um desgaste menor quando comparada com as performances dos  outros meios.

Esta realidade não passa sem consequências para o associativismo jornalístico , representado em Portugal por escassas organizações , que sobrevivem na base de uma certa “carolice” e de uma teimosia que tem servido para vencer não poucas adversidades. 

Criado  em 1980, o  CPI – Clube Português de Imprensa contou entre os seus membros fundadores com  jornalistas tão prestigiados e respeitados  como   Norberto Lopes e Raul Rego,  entre vários outros que já nos deixaram.

Lançou os Prémios de Jornalismo, cobrindo diferentes modalidades, em termos inéditos,   e promoveu várias fóruns de reflexão que se prolongaram até aos nossos dias.

Em 2019, prosseguiremos mais um ciclo de jantares-debate – “Portugal: que país vai a votos?” - , em parceria com o CNC- Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário. Continuaremos, também, a integrar o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, com o CNC e a Europa Nostra. E atribuiremos, novamente, os Prémios de Jornalismo e de Ensaio da Lusofonia, em parceria com o Jornal A Tribuna de Macau. 

A par destas actividades,  relevantes para o Clube, este site , lançado em Novembro de 2017, manterá o mesmo espírito independente de análise e tratamento informativo de tudo o que acharmos  útil ao debate sério das delicadas questões que hoje se colocam aos media e ao jornalismo.

É um desafio que nunca se esgota, e onde  as dificuldades aguçam o engenho.   

 

A Direcção

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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