Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
Jantares-debate

António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?”

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Aos 26 anos iniciou a sua carreira diplomática, tendo começado por trabalhar no Departamento de Organismos Económicos Internacionais. Dois anos depois, foi destacado para Moçambique, ainda antes da independência desta antiga colónia portuguesa, para organizar a instalação da Embaixada e dos Consulados Gerais de Portugal.

Acabou por permanecer em Moçambique depois da independência do país mas, entre 1976 e 1979, esteve destacado na Embaixada Portuguesa no Cairo, no Egipto. Findo este período de três anos, passou a ser o representante de Portugal junto das Nações Unidas em Genebra, na Suíça, função que desempenhou durante cinco anos.


Em 1984,  Martins da Cruz regressou a Portugal para ser director do Departamento de Integração Europeia do Ministério dos Negócios Estrangeiros. No ano seguinte, tornou-se assessor diplomático do então primeiro-ministro Cavaco Silva.

Ocupou o cargo até 1995, tendo tido oportunidade de conhecer personalidades da política internacional como Ronald Reagan, Mikhail Gorbachev, Margaret Thatcher ou Deng Xiaoping.

Martins da Cruz foi também embaixador de Portugal junto da NATO, em Bruxelas. Em Maio desse ano, tomou posse como embaixador em Espanha, cargo que viria a acumular com o de embaixador não residente em Andorra.

 

Manteve-se em funções até 2002, quando foi convidado a integrar o XV Governo Constitucional, liderado pelo social-democrata Durão Barroso. De Abril desse ano a Outubro do ano seguinte, esteve à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas.

Desligou-se recentemente do PSD, em ruptura aberta. Numa carta dirigida à direcção do partido foi frontal  como é seu timbre, escrevendo estar "farto de aturar pacóvios", por não se rever na "prática política, na orientação nem no discurso exclusivo" da direcção de Rui Rio.

É com este desassombro que Martins da Cruz aceitou participar no actual  ciclo de jantares-debate   “Portugal: que País vai a votos?”. Uma oportunidade a não perder.

Connosco
Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O papel e o digital podem unir-se com vantagem do leitor Ver galeria

Citando a frase famosa atribuída a Mark Twain, os boatos sobre a morte dos jornais em papel foram muito exagerados. É verdade que as publicações digitais cresceram muitíssimo nos últimos anos, mas 58% dos assinantes ainda se descrevem como sendo em primeiro lugar leitores do impresso, e 60% a 80% das receitas dos media ainda vêm das edições impressas. Também é certo que os assinantes print-first são mais velhos, mas isso não significa que entre os mais jovens não haja quem esteja disposto a pagar pelo impresso.

A reflexão é de Ana Lobb, da plataforma MPP Global, que acrescenta: "Os editores estão, de modo inteligente, a assumir uma abordagem centrada nos utentes, para conquistarem novos assinantes e aprofundarem a sua relação com os que existem. Muitos tiram proveito dos dados que já têm e descobrem que não têm de escolher entre o impresso e o digital."

A solução pode passar por uma combinação dos meios: "Se um assinante quer uma assinatura digital do seu diário, mas ainda gosta do jornal em papel aos domingos, isso é fácil de tratar."
O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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