Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 2019
Media

Aumentam leitores de jornais somando digital e papel

Pelo terceiro ano consecutivo, é possível registar um aumento dos leitores da Imprensa em Espanha, que em 2018 ultrapassam os 17,5 milhões  - ou seja, 1,7% acima dos do ano passado. Somando os leitores exclusivos das edições digitais aos que combinam o impresso e o digital, chega-se a 66% do total  - uma subida de quase 6% em relação a 2017. E a audiência digital dos meios de informação situa-se agora nos 331 milhões de utentes únicos em todas as plataformas, o que significa mais 54% do que há três anos.

Estes dados  - que parecem contradizer os que que se referem aos números de circulação -  pertencem ao relatório Claves de la Información 2018, divulgado em Madrid por Javier Moll, presidente da AMI - Asociación de Medios de Información, durante a respectiva Conferência Anual, sob o título de “Conteúdos de qualidade, Jornalismo de verdade”.

Outro ponto positivo é a relativa estabilização do investimento publicitário na Imprensa, devido, sobretudo, ao impulso da publicidade digital, que cresceu mais de 14%. Um dos autores do estudo, Enrique Yarza, presidente da Media Hotline, afirma que, “pela primeira vez depois dos últimos dois anos, o sector consegue travar a queda, mas o êxito dos editores vai depender, em boa medida, da aposta que façam por conteúdos de qualidade, de movimentos corporativos e alianças estratégicas, do arranque de plataformas de comercialização publicitária ou da implantação de paywalls por conteúdos”. 

Por seu lado, a outra co-autora, Concha Iglesias, responsável pelos Media na empresa Deloitte, sublinhou que, “embora o modelo de negócio tradicional se tenha reduzido, no seguimento dos exercícios anteriores, os editores conseguiram manter o seu resultado operativo nos dois últimos anos e, previsivelmente, no exercício de 2018”. 

“E puderam fazê-lo  - acrescentou -  alavancados na sua diferença em relação aos grandes agregadores e oferecendo um serviço de informação integral que mantém 6.909 empregos directos dedicados ao jornalismo de qualidade.” 

Concha Iglesias destacou ainda que a boa gestão e o fortalecimento das marcas tem sido conseguido ao mesmo tempo que evoluem as estruturas de custos: “Podemos dizer que, do ponto de vista empresarial, o sector preparou-se para a esperada concentração e o lançamento das paywalls.”

 

 

Mais informação na EuropaPress,  em La Vanguardia  e Media-tics

Connosco
Os "clicks" são um sismógrafo de pouca confiança... Ver galeria

Num ambiente mediático saturado de notícias, os leitores valorizam mais as que lhes são pessoalmente pertinentes  - e isto não pode ser definido, numa redacção, medindo os clicks.

“As pessoas abrem frequentemente artigos que são divertidos, ou triviais, ou estranhos, sem sentido cívico evidente. Mas mantêm uma noção clara da diferença entre o que é trivial e o que é importante. De modo geral, querem estar informadas sobre o que se passa à sua volta, a nível local, nacional e internacional.”

A reflexão é de Kim Christian Schroder, um investigador dinamarquês que passou metade do ano de 2018 em Oxford, fazendo para o Reuters Institute um estudo sobre a relevância das notícias para os leitores  - e o que isso aconselha às redacções.

“Na medida em que queiram dar prioridade às notícias com valor cívico, os jornalistas fazem melhor em confiar no seu instinto do que nesse sismógrafo de pouca confiança que são as listas dos textos ‘mais lidos’.”

Jorge Soares em Fevereiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

Prossegue a 27  Fevereiro o ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, promovido pelo CPI, em parceria com o CNC e o Grémio Literário, tendo como orador convidado o Prof. Jorge Soares, que preside ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, desde 2016, preenchendo o lugar deixado vago por morte de João Lobo Antunes.  

Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Soares já fazia parte daquele Conselho, antes de ser eleito para a sua presidência .

O seu currículo é vasto. Presidiu também à  Comissão Externa para Avaliação da Qualidade do Ensino, e, mais tarde,  assumiu a vice-presidência da Comissão de Ética da Fundação Champalimaud, e, a partir de 2016, foi presidente da Comissão Nacional dos Centros de Referência. É Perito Nacional na União Europeia do 3rd Programme “EuropeAgainst Cancer” .

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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