null, 26 de Maio, 2019
Media

Aumentam leitores de jornais somando digital e papel

Pelo terceiro ano consecutivo, é possível registar um aumento dos leitores da Imprensa em Espanha, que em 2018 ultrapassam os 17,5 milhões  - ou seja, 1,7% acima dos do ano passado. Somando os leitores exclusivos das edições digitais aos que combinam o impresso e o digital, chega-se a 66% do total  - uma subida de quase 6% em relação a 2017. E a audiência digital dos meios de informação situa-se agora nos 331 milhões de utentes únicos em todas as plataformas, o que significa mais 54% do que há três anos.

Estes dados  - que parecem contradizer os que que se referem aos números de circulação -  pertencem ao relatório Claves de la Información 2018, divulgado em Madrid por Javier Moll, presidente da AMI - Asociación de Medios de Información, durante a respectiva Conferência Anual, sob o título de “Conteúdos de qualidade, Jornalismo de verdade”.

Outro ponto positivo é a relativa estabilização do investimento publicitário na Imprensa, devido, sobretudo, ao impulso da publicidade digital, que cresceu mais de 14%. Um dos autores do estudo, Enrique Yarza, presidente da Media Hotline, afirma que, “pela primeira vez depois dos últimos dois anos, o sector consegue travar a queda, mas o êxito dos editores vai depender, em boa medida, da aposta que façam por conteúdos de qualidade, de movimentos corporativos e alianças estratégicas, do arranque de plataformas de comercialização publicitária ou da implantação de paywalls por conteúdos”. 

Por seu lado, a outra co-autora, Concha Iglesias, responsável pelos Media na empresa Deloitte, sublinhou que, “embora o modelo de negócio tradicional se tenha reduzido, no seguimento dos exercícios anteriores, os editores conseguiram manter o seu resultado operativo nos dois últimos anos e, previsivelmente, no exercício de 2018”. 

“E puderam fazê-lo  - acrescentou -  alavancados na sua diferença em relação aos grandes agregadores e oferecendo um serviço de informação integral que mantém 6.909 empregos directos dedicados ao jornalismo de qualidade.” 

Concha Iglesias destacou ainda que a boa gestão e o fortalecimento das marcas tem sido conseguido ao mesmo tempo que evoluem as estruturas de custos: “Podemos dizer que, do ponto de vista empresarial, o sector preparou-se para a esperada concentração e o lançamento das paywalls.”

 

 

Mais informação na EuropaPress,  em La Vanguardia  e Media-tics

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Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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