Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Media

Um quiosque de “notícias falsas” no coração de Nova Iorque

Abriu em Manhattan, “na esquina mais movimentada de Bryant Park”, um quiosque de “notícias falsas”  - e é administrado pela prestigiada Columbia Journalism Review. Os jornais apresentados parecem normais, mas vistos de perto nota-se que são imitações dos autênticos. Os títulos são bombásticos:

“Estrelas de Hollywood que bebem sangue de bebés, a presença de analgésicos na água, Trump a declarar que os EUA nunca deviam ter dado a independência ao Canadá, ‘compra’ de manifestantes contra o Presidente norte-americano. Estrondosas, portanto, mas não inéditas: todas foram reproduzidas em sites de fake news e fizeram muitos acreditar que eram verdade.”

Kyle Pope, o chefe da redacção da Columbia Journalism Review, explica que se trata de uma campanha intencional, pedagógica:

“Embarcámos nesta iniciativa para ajudar as pessoas a identificar a desinformação. Pela primeira vez, estamos a levar histórias falsas do espaço digital para o espaço físico e a colocá-las directamente nas mãos de pessoas reais. Isso torna essas histórias tangíveis de uma forma que obriga as pessoas a pensarem sobre a fonte da informação.”

Segundo o Público, que aqui citamos, “o fenómeno não é novo, mas apresenta contornos cada vez mais complexos e ganhou notoriedade durante as eleições presidenciais nos EUA e, mais recentemente, no Brasil. Em Portugal, o problema também ganha espaço. Como revelou uma investigação do Diário de Notícias, uma empresa de Santo Tirso será o epicentro de uma rede de imagens falsas espalhadas pela Internet. Por causa dela, muitos partilharam, por exemplo, a fotografia do relógio da líder bloquista Catarina Martins, uma compra de 21 milhões”. 

“O quiosque americano está repleto de capas cheias de notícias falsas. Mas dentro cabe algo importante: uma espécie de manual de combate às fake news, também disponível online, com dicas para os leitores aprenderem a distinguir o verdadeiro do falso.”

 

“Oitenta por cento dos americanos acreditam que as notícias falsas são nocivas para o país, mas apenas 30% conseguem identificar a desinformação”  - disse Chris Beresfors-Hill, da agência TBWA\Chiat\Day New York, que executa esta campanha da CJR

“Este quiosque e os seus conteúdos salientam a importância crucial de um noticiário bem fundamentado, e os jornalistas e meios de comunicação credíveis que o produzem.”

 

 

 

Mais informação no Público e na Columbia Journalism Review

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