Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

As revistas resistem melhor à crise na Imprensa

As revistas impressas nunca tiveram tanta audiência como agora e vão continuar a viver, não são substituíveis  -  foi afirmado no VII Fórum de Revistas, uma realização anual da ARI – Asociación de Revistas de Información  com a Coneqtia - Asociación de Prensa Profesional. O encontro permitiu aos profissionais do sector das revistas uma troca de impressões com anunciantes, agências e empresas envolvidas num negócio que nem mesmo a combinação da crise económica com a dos media pôde eliminar.

Pela sua própria estrutura e configuração, as revistas continuam a ser um produto de valor capaz de conviver e complementar-se com o mundo digital  - afirmou Miguel Ángel Oliver, o secretário de Estado da Comunicação de Espanha, segundo o qual ler revistas torna-se “o momento mais agradável do dia”.

“As revistas dão felicidade a famílias completas”  - disse ainda Oliver sobre este sector. A variedade de produtos para todos os gostos, perfis e interesses tornam-no um dos mais interessantes para as marcas, permitindo que cheguem aos consumidores campanhas que têm mais impacto do que uma faixa digital. 

Referindo-se a esta relação entre as revistas e a publicidade, Richard Shotton, da agência MG OMD UK, siblinhou que “todas as campanhas têm um alvo de audiência, mas quase nenhuma tem um de contexto; o poder do estado de ânimo, [o facto] de estar relaxado, aumenta exponencialmente a recordação e o atractivo de uma campanha publicitária”. 

A notícia de Media-tics, que aqui citamos, inclui o link para uma entrevista com Marta Ariño, conselheira delegada da Zinet Media, um dos grupos editoriais con mais revistas no mercado espanhol.

 

Mais informação em Media-tics

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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O título deste texto corresponde a um livro publicado nos anos 70 por Francisco Balsemão, numa altura em que já se ‘contavam espingardas’ para pôr termo ao Estado Novo, como veio a acontecer com o derrube de Marcello Caetano, em 25 de Abril de 74.  A obra foi polémica à época e justamente considerada um ‘grito de alma’, assinada por quem começara a sua vida profissional num jornal controlado pela família...
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