Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

O "NYT" acima dos três milhões de assinantes “online”

O diário The New York Times conquistou duas marcas históricas no terceiro trimestre deste ano, ao ultrapassar os quatro milhões de assinantes, três dos quais exclusivamente na edição online. Entre Julho e Setembro registou 203 mil novas assinaturas digitais, e não são todas trazidas pelo interesse no noticiário político; 143 mil pediram a assinatura de informação geral, mas as restantes 60 mil vieram pelas secções temáticas de culinária ou das palavras cruzadas.

As notícias são boas pelo lado das receitas de circulação, que já representam, neste período, dois terços do volume total de negócios da empresa, e são também pelo lado financeiro, porque a chegada destas assinaturas digitais permite à New York Times Company contabilizar lucros substanciais de cerca de 25 milhões de dólares no terceiro trimestre e, no total, um resultado operacional de 41,1 milhões.

Segundo Mark Thompson, CEO e presidente da empresa, o investimento maciço no jornalismo, produtos e marketing do New York Times está a trazer “resultados tangíveis ao nosso crescimento digital”. 

A receita das assinaturas digitais subiu para os 101,2 milhões de dólares neste trimestre, o que significa mais 18% em relação ao período homólogo de 2017. A publicidade digital subiu 17%, para os 57,8 milhões. 

No decurso dos nove primeiros meses do ano, a receita do digital, somando as assinaturas e a publicidade, ultrapassou os 450 milhões de dólares, e é a componente de crescimento mais rápido. A empresa conta com um bom quarto trimestre, graças às grandes campanhas de Natal dos anunciantes, e espera chegar, em 2020, aos 800 milhões de dólares anuais neste terreno.

 

Mais informação em Le Figaro  e The New York Times

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Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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