Sábado, 18 de Janeiro, 2020
Prémio

Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia entregues em Macau

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia de 2018 foi entregue em Macau, em cerimónia realizada no Clube Militar, à jornalista Catarina Brites Soares, distinguida pelo seu trabalho “Ler sem Limites”, publicado no semanário Plataforma. O Prémio de Ensaio, atribuído ao historiador António Aresta pelo trabalho “Miguel Torga: um poeta português em Macau”, foi  - na ausência do galardoado, que se encontra em Portugal -  simbolicamente entregue ao director do Jornal Tribuna de Macau, Sérgio Terra.

Nesta segunda edição dos Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia, instituídos pelo Jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, foram submetidas mais de quatro dezenas de trabalhos de autores de Macau, Portugal, Brasil e outros países de Língua Portuguesa.
O júri, presidido por Dinis de Abreu, do Clube Português de Imprensa, foi ainda integrado por José Rocha Diniz, pela Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, pelo JL, José António Silva Pires, pelo CPI, e Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares.

A entrega dos Prémios foi um momento alto da cerimónia de comemoração dos 36 anos do Jornal Tribunal de Macau, durante a qual usaram da palavra o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura da RAEM, Alexis Tam, o administrador do jornal, José Rocha Diniz, e o General Garcia Leandro, antigo governador de Macau e actual presidente da Fundação Jorge Álvares. Estavam também presentes os Cônsules de Portugal, Moçambique e Angola, respectivamente Paulo Cunha Alves, Rafael Marques e Sofia Pegado da Silva.

Na sua intervenção, que proferiu em Português, Alexis Tam desejou “votos de sucesso” e garantiu envidar mais esforços para apoiar a Língua Portuguesa no território. “Vou fazer o melhor possível para conseguir mais leitores, principalmente os nossos alunos que estão a estudar a Língua Portuguesa”, disse. 

Segundo o Jornal Tribuna de Macau, que aqui citamos, o governante, reiterando a importância da Língua de Camões, em geral, e da Imprensa em Português, em particular, salientou o contributo deste segmento dos media por “conseguir divulgar informações importantes em todas as áreas – cultural, educativa, económica”. 

Por sua vez, José Rocha Diniz reafirmou a promessa da continuição do Tribuna de Macau como “um jornal sobre a vida sócio-económica e política de Macau, factual nas notícias, livre nas opiniões, e tudo isto em Língua Portuguesa e de acordo com o Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses”. 

José Rocha Diniz salientou, também, que foi com a missão de “defesa, apoio ao ensino e à vulgarização da Língua Portuguesa” que se concretizou esta segunda edição dos Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia, instituídos em 2017 em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e, este ano, com o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias

No mesmo contexto, o General Garcia Leandro, na qualidade de presidente da Fundação Jorge Álvares, destacou a relevância destes Prémios, que “não poderia deixar de apoiar por razões que estão relacionadas com a importância da Língua Portuguesa”. 

Para a jornalista premiada, Catarina Brites Soares, esta distinção é importante, sobretudo, por permitir transmitir a mensagem de que “em Macau existe, de facto, liberdade de expressão e acesso à informação”. 

Reconhecendo que, na fase inicial de elaboração da história, sentiu alguns receios das reacções que poderia causar, a jornalista defende a pertinência do tema, até porque “a mensagem que transmite era muito mais importante do que as repercussões eventualmente negativas que pudesse ter”. 

Quanto ao Prémio propriamente dito, Catarina Brites Soares afirmou que “vem dar visibilidade a uma área do mundo que muito tempo esteve ostracizada e que agora, de alguma forma, ganha protagonismo, também muito por responsabilidade desta terra, Macau, e da China Continental”.

 

Mais informação no Jornal Tribuna de Macau

Connosco
Novas ferramentas para gerir os "media online" Ver galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores Ver galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...