Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

... e jornais portugueses também vendem menos

A circulação impressa paga da Imprensa generalista continua em queda, segundo os dados da APCT – Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, relativos aos primeiros oito meses de 2018. Em comparação com o período homólogo do ano anterior, o conjunto dos jornais de informação generalista viu a sua circulação impressa cair 8%. Segundo a notícia de Meios & Publicidade, que aqui citamos, “nenhum dos títulos generalistas conseguiu escapar à erosão da sua circulação paga”  -  enquanto, por outro lado, “o tímido crescimento do digital revela-se insuficiente para colocar o segmento em números positivos”.

O Correio da Manhã mantém o seu lugar de líder destacado de vendas, com 81.744 exemplares por dia, número que significa, no entanto, uma quebra de 7,8% em comparação com a sua média de 88.670 no mesmo período do ano anterior. 

O segundo diário mais vendido continua a ser o Jornal de Notícias, embora com uma quebra de 7,1%, tendo descido de uma circulação impressa paga de 46.177 para 42.897 exemplares por dia. 

O terceiro lugar é do Público, com 17.700 exemplares vendidos por dia  - e, neste contexto, com a quebra menos acentuada: perdeu apenas 1,9%, tendo descido dos 18.038 do ano passado. 

O Diário de Notícias, que iniciou o ano como título diário mas passou a ser publicado exclusivamente aos domingos nos últimos dois meses do período em análise (mantendo a edição online), regista uma quebra de 16,4%, passando de 10.168 exemplares vendidos por edição para os 8.498 exemplares/edição. O título passou a semanário em Julho, mês em que o número de exemplares vendidos por edição se situou acima da média, com 10.607. Em Agosto, o DN vendeu em média 8.993 exemplares por edição. 

Nas newsmagaines, a Visão segura a liderança do segmento, apesar de uma quebra de circulação impressa paga na ordem dos 28,9%, descendo dos 57.810 exemplares vendidos por edição para os 41.104 exemplares. 

Ainda segundo o artigo que citamos, “a circulação digital paga continua a não ser suficiente para assumir o papel de balão de oxigénio da Imprensa generalista, com números de crescimento tímidos. Na soma dos cinco jornais generalistas auditados pela APCT, a circulação digital paga regista um crescimento de apenas 1,5% comparando os períodos de Janeiro a Agosto de 2017 e 2018, com alguns dos títulos a verem, inclusivamente, a sua circulação digital paga diminuir”. (...) 

“O Expresso, que lidera em circulação total paga com 86.373 e foi o título que mais cresceu em termos absolutos no digital, não teve nesse crescimento o volume suficiente para fazer face às quebras na edição impressa e regista, ainda assim, uma quebra de 4,8% na soma da circulação impressa paga e da circulação digital paga, comparativamente aos 90.726 que registava entre Janeiro e Agosto de 2017.”

 

Mais informação na M&P

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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