Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

… e consolidam-se os lucros da Impresa

Nos primeiros nove meses de 2018 a Impresa apresentou lucros na ordem dos 1,4 milhões de euros, registando uma melhoria no EBITDA, de 52,4% relativamente ao período homólogo no ano anterior. Os lucros obtidos pelo Grupo mostram que há “uma forte melhoria face ao período homólogo de 2017, no qual o resultado líquido foi negativo em 165 mil euros”.

Mas os resultados do período compreendido entre os meses de Janeiro a Setembro, comparativamente com o período homólogo, foram preparados "expurgando os rendimentos e gastos que se estima serem imputáveis ao portfólio de revistas alienado em 2018 e considerando impacto da IFRS 15 e da IFRS 9, como se tivessem sido aplicadas em 2017".

Com esta base, a Impresa registou uma melhoria de 52,4% no EBITDA, com uma subida de perto de 8,1 milhões de euros, para os 12,3 milhões de euros, nestes primeiros nove meses de 2018.

No mesmo período, as receitas consolidadas do Grupo registam um ligeiro recuo dos 127 milhões de euros para os 126,2 milhões, uma diminuição de 0,7% comparativamente ao período homólogo em 2017, se considerarmos as contas pró-forma, que excluem os rendimentos que seriam imputados às revistas alienadas.

Quanto aos custos operacionais, o Grupo apresenta um corte de 4,3% face aos custos estimados nos primeiros nove meses de 2017 de acordo com as contas pró-forma enviadas pela Impresa à CMVM. Uma descida que é justificada como “resultado da descida dos custos com programação e com pessoal e da menor actividade dos IVR’s”.

Analisando os resultados por segmento, a área de televisão chega ao fim destes primeiros nove meses do ano com um EBITDA de 13,9 milhões de euros. Este crescimento do EBITDA é conseguido apesar de uma quebra de 2,9% nas receitas totais do segmento e justifica-se pelo corte a rondar os 7,5 milhões de euros nos custos operacionais da área da televisão, que terão passado dos 99,1 milhões de euros estimados para cerca de 91,5 milhões de euros, uma redução na ordem dos 7,7%.

Já no segmento de publishing, o Grupo viu as receitas crescerem 10%, passando dos 17,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017 para cerca de 18,9 milhões de euros no mesmo período do ano presente, uma subida para a qual contribuiu sobretudo o crescimento de 10,8% (de 9,1 milhões para 10,1 milhões de euros) nas receitas publicitárias.

Com estas alterações, apesar da já referida quebra de 3,4% registada nas receitas de circulação, e além do crescimento das receitas publicitárias, o segmento viu os resultados alavancados com as subidas de 57,6% na venda de produtos associados (de 288 mil euros para 454 mil euros) e de 127,6% no item Outras Receitas (de 645 mil euros para perto de 1,5 milhões de euros).

Também do lado dos custos se regista uma subida para os 18,6 milhões de euros, um aumento de 11,7% face à estimativa de 16,6 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017.

“Os resultados obtidos até Setembro de 2018 permitem reiterar o objectivo traçado pelo Grupo Impresa para o ano de 2018: prosseguir o reforço da rentabilidade, com um crescimento em termos do EBITDA e dos resultados líquidos”, sublinha o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão, onde se destaca ainda que “a dívida remunerada líquida atingiu 189,6 milhões de euros no final de Setembro de 2018, uma descida de 3,1 milhões de euros em termos homólogos.

No relatório, que apresentou, há uma redução ligeira da dívida face ao trimestre anterior. O Grupo justificou “a redução da divida mais lenta” com o “financiamento do projecto de expansão do edifício Impresa, e ainda, os novos estúdios”. Recorde-se que no passado mês de Junho, o Grupo que detém a SIC e o Expresso promoveu uma operação de financiamento suportada no Edifício Impresa, em Paço de Arcos.

O edifício, que em breve albergará todos os meios detidos pelo Grupo dono da SIC e do Expresso, com a transferência dos estúdios da estação de televisão de Carnaxide para Paço de Arcos, “foi tomado em locação financeira pela Impresa, por um período de 10 anos”, sendo que “o montante envolvido na operação foi de 24,2 milhões de euros” e permitirá pagar o empréstimo obrigacionista que vence no próximo mês de Novembro.

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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