null, 24 de Março, 2019
Media

Media Capital melhora resultados

A Media Capital fechou as contas de Janeiro a Setembro com lucros de aproximadamente 12,1 milhões de euros, apresentando um crescimento de 25% relativamente ao resultado líquido obtido no período homólogo de 2017. Desta forma, o Grupo melhora os resultados registados no final do primeiro semestre deste ano, altura em que apresentava lucros na ordem dos 10,5 milhões de euros. De acordo com noticia do site Meios & Publicidade “estes resultados assentam num crescimento transversal em todas as linhas de receita, totalizando uma subida de 3% nos rendimentos operacionais consolidados do grupo, alavancados pelas receitas publicitárias de 84,5 milhões de euros, valor que corresponde a uma subida de 2% comparativamente aos quase 83 milhões de euros registados entre os meses de Janeiro e Setembro do último ano”.

A mesma noticia refere que “do lado dos custos operacionais regista-se também uma subida, dos 99,7 milhões de euros para os 101,5 milhões de euros. Apesar desse aumento dos gastos a rondar os 1,8 milhões de euros, o encaixe de mais 3,5 milhões de euros ao nível das receitas totais permitiu ao grupo alcançar uma melhoria no EBITDA, que se fixa, de acordo com o relatório enviado pela Media Capital à CMVM, em aproximadamente 24,5 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2018, uma subida de 8% comparativamente aos 22,7 milhões de euros registados em igual período de 2017”.

Quanto à análise por segmentos, a área de televisão continua a ser aquela que mais contribui para as receitas totais do grupo dono da estação de Queluz, com receitas na ordem dos 103,9 milhões de euros neste segmento ao final dos primeiros nove meses do ano, o que representa um crescimento de 2% face aos cerca de 102 milhões de euros alcançados no período homólogo.

Já o segmento de produção audiovisual, onde o grupo detém a Plural, regista uma melhoria significativa, com os resultados operacionais a manterem-se no vermelho mas com um resultado negativo de 1,6 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2018, que comparam com os 4 milhões de euros negativos registados no período homólogo em 2017.

Igualmente positivo é o resultado alcançado pelo segmento de rádio, com os resultados operacionais desta área de negócio, constituída pela Media Capital Rádios, dona das estações Comercial, M80, Cidade FM, Smooth FM e Vodafone FM, a dispararem 30% e a fecharem os primeiros nove meses de 2018 nos 3,7 milhões de euros, lucro que compara com 2,9 milhões de euros alcançados pelo segmento no mesmo período de 2017.

Por fim, no segmento que inclui as restantes actividades do grupo, como a operação digital, a holding e os serviços partilhados, a situação negativa agravou-se ao passar de um resultado operacional negativo de 83 mil euros para 199 mil euros no vermelho nos primeiros nove meses deste ano.

A dívida líquida da Media Capital situa-se agora nos 93,1 milhões de euros, valor que, apesar de ser destacado pelo grupo como “um decréscimo de 17,7 milhões de euros face ao período homólogo”, representa um aumento de 19 milhões de euros relativamente ao volume de endividamento registado no final do primeiro semestre deste ano, altura em que a dívida estava nos 74,1 milhões de euros.

Connosco
O jornalismo entre os "apóstolos da certeza" e a "política da dúvida" Ver galeria

Há uma grande diferença entre um jornalismo “de elite” e aquele que vive dependente do clickbait. Há uma grande diferença, temporal, entre o que se faz hoje e o que se fazia há poucos anos  - tratando-se de tecnologia digital, “o que aconteceu há cinco anos é história”. E há uma grande diferença entre entender o que está a acontecer aos jornalistas e entender o que os jornalistas acham que lhes está a acontecer.

A reflexão inicial é de C.W. Anderson, que se define como um etnógrafo dedicado a estudar o modo como o jornalismo está a mudar com o tempo. Foi co-autor, com Emily Bell e Clay Shirky, do Relatório do Jornalismo Pós-Industrial, em 2012, na Universidade de Columbia. O seu trabalho mais recente é Apóstolos da Certeza: Jornalismo de Dados e a Política da Dúvida, livro em que analisa como a ideia de jornalismo de dados mudou ao longo do tempo.

Cidadão dos EUA, C.W. Anderson é hoje professor na Escola de Jornalismo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. A entrevista que aqui citamos foi publicada no Farol Jornalismo, do Medium, e reproduzida no Obervatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Onde os jornalistas revelam uma relação de amor-e-ódio com gravadores Ver galeria

Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

Há os que são mesmo opostos ao uso do gravador, e explicam porquê. E há os que decidem em que casos se deve levar um gravador  - cuja simples presença pode alterar a disponibilidade do entrevistado.

Há os que se gabam da sua velocidade de escrita e memória do que foi dito, e há os que consideram os que fazem isto como desleixados ou demasiado confiantes. E, finalmente, há situações em que, até por lei [por exemplo nos EUA], não se pode gravar nem filmar nem fotografar.

Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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