Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

Media Capital melhora resultados

A Media Capital fechou as contas de Janeiro a Setembro com lucros de aproximadamente 12,1 milhões de euros, apresentando um crescimento de 25% relativamente ao resultado líquido obtido no período homólogo de 2017. Desta forma, o Grupo melhora os resultados registados no final do primeiro semestre deste ano, altura em que apresentava lucros na ordem dos 10,5 milhões de euros. De acordo com noticia do site Meios & Publicidade “estes resultados assentam num crescimento transversal em todas as linhas de receita, totalizando uma subida de 3% nos rendimentos operacionais consolidados do grupo, alavancados pelas receitas publicitárias de 84,5 milhões de euros, valor que corresponde a uma subida de 2% comparativamente aos quase 83 milhões de euros registados entre os meses de Janeiro e Setembro do último ano”.

A mesma noticia refere que “do lado dos custos operacionais regista-se também uma subida, dos 99,7 milhões de euros para os 101,5 milhões de euros. Apesar desse aumento dos gastos a rondar os 1,8 milhões de euros, o encaixe de mais 3,5 milhões de euros ao nível das receitas totais permitiu ao grupo alcançar uma melhoria no EBITDA, que se fixa, de acordo com o relatório enviado pela Media Capital à CMVM, em aproximadamente 24,5 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2018, uma subida de 8% comparativamente aos 22,7 milhões de euros registados em igual período de 2017”.

Quanto à análise por segmentos, a área de televisão continua a ser aquela que mais contribui para as receitas totais do grupo dono da estação de Queluz, com receitas na ordem dos 103,9 milhões de euros neste segmento ao final dos primeiros nove meses do ano, o que representa um crescimento de 2% face aos cerca de 102 milhões de euros alcançados no período homólogo.

Já o segmento de produção audiovisual, onde o grupo detém a Plural, regista uma melhoria significativa, com os resultados operacionais a manterem-se no vermelho mas com um resultado negativo de 1,6 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2018, que comparam com os 4 milhões de euros negativos registados no período homólogo em 2017.

Igualmente positivo é o resultado alcançado pelo segmento de rádio, com os resultados operacionais desta área de negócio, constituída pela Media Capital Rádios, dona das estações Comercial, M80, Cidade FM, Smooth FM e Vodafone FM, a dispararem 30% e a fecharem os primeiros nove meses de 2018 nos 3,7 milhões de euros, lucro que compara com 2,9 milhões de euros alcançados pelo segmento no mesmo período de 2017.

Por fim, no segmento que inclui as restantes actividades do grupo, como a operação digital, a holding e os serviços partilhados, a situação negativa agravou-se ao passar de um resultado operacional negativo de 83 mil euros para 199 mil euros no vermelho nos primeiros nove meses deste ano.

A dívida líquida da Media Capital situa-se agora nos 93,1 milhões de euros, valor que, apesar de ser destacado pelo grupo como “um decréscimo de 17,7 milhões de euros face ao período homólogo”, representa um aumento de 19 milhões de euros relativamente ao volume de endividamento registado no final do primeiro semestre deste ano, altura em que a dívida estava nos 74,1 milhões de euros.

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
A celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa  constitui o pretexto e o convite para uma reflexão que não nos exclui. Com os jornais em contínua degradação de vendas em banca, obrigando  já a soluções extremas  - como se verificou com o centenário  “Diário de Noticias”, que passou a ser semanário, embora sem inverter o plano inclinado -,  a apatia...
A Google trouxe a Lisboa Mark Howe, um veterano da publicidade no Reino Unido. Actualmente responsável da Google pela relação com as agências de meios na Europa, Mark Howe contou uma história que mostra bem a importância de as marcas comunicarem de forma continuada – mesmo que o objectivo não seja as vendas imediatamente. A situação passou-se no Reino Unido e nos EUA durante a II Grande Guerra. Por iniciativa dos governos foi...
Agenda
27
Mai
DW Global Media Forum
09:00 @ Bona, Alemanha
02
Jun
"The Children’s Media Conference"
11:00 @ Sheffield, Reino Unido
14
Jun
14
Jun
21
Jun
Social Media Day: Halifax
09:00 @ Halifax, Nova Escócia, Canadá