Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Media Capital melhora resultados

A Media Capital fechou as contas de Janeiro a Setembro com lucros de aproximadamente 12,1 milhões de euros, apresentando um crescimento de 25% relativamente ao resultado líquido obtido no período homólogo de 2017. Desta forma, o Grupo melhora os resultados registados no final do primeiro semestre deste ano, altura em que apresentava lucros na ordem dos 10,5 milhões de euros. De acordo com noticia do site Meios & Publicidade “estes resultados assentam num crescimento transversal em todas as linhas de receita, totalizando uma subida de 3% nos rendimentos operacionais consolidados do grupo, alavancados pelas receitas publicitárias de 84,5 milhões de euros, valor que corresponde a uma subida de 2% comparativamente aos quase 83 milhões de euros registados entre os meses de Janeiro e Setembro do último ano”.

A mesma noticia refere que “do lado dos custos operacionais regista-se também uma subida, dos 99,7 milhões de euros para os 101,5 milhões de euros. Apesar desse aumento dos gastos a rondar os 1,8 milhões de euros, o encaixe de mais 3,5 milhões de euros ao nível das receitas totais permitiu ao grupo alcançar uma melhoria no EBITDA, que se fixa, de acordo com o relatório enviado pela Media Capital à CMVM, em aproximadamente 24,5 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2018, uma subida de 8% comparativamente aos 22,7 milhões de euros registados em igual período de 2017”.

Quanto à análise por segmentos, a área de televisão continua a ser aquela que mais contribui para as receitas totais do grupo dono da estação de Queluz, com receitas na ordem dos 103,9 milhões de euros neste segmento ao final dos primeiros nove meses do ano, o que representa um crescimento de 2% face aos cerca de 102 milhões de euros alcançados no período homólogo.

Já o segmento de produção audiovisual, onde o grupo detém a Plural, regista uma melhoria significativa, com os resultados operacionais a manterem-se no vermelho mas com um resultado negativo de 1,6 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2018, que comparam com os 4 milhões de euros negativos registados no período homólogo em 2017.

Igualmente positivo é o resultado alcançado pelo segmento de rádio, com os resultados operacionais desta área de negócio, constituída pela Media Capital Rádios, dona das estações Comercial, M80, Cidade FM, Smooth FM e Vodafone FM, a dispararem 30% e a fecharem os primeiros nove meses de 2018 nos 3,7 milhões de euros, lucro que compara com 2,9 milhões de euros alcançados pelo segmento no mesmo período de 2017.

Por fim, no segmento que inclui as restantes actividades do grupo, como a operação digital, a holding e os serviços partilhados, a situação negativa agravou-se ao passar de um resultado operacional negativo de 83 mil euros para 199 mil euros no vermelho nos primeiros nove meses deste ano.

A dívida líquida da Media Capital situa-se agora nos 93,1 milhões de euros, valor que, apesar de ser destacado pelo grupo como “um decréscimo de 17,7 milhões de euros face ao período homólogo”, representa um aumento de 19 milhões de euros relativamente ao volume de endividamento registado no final do primeiro semestre deste ano, altura em que a dívida estava nos 74,1 milhões de euros.

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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