Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Media

Jornais espanhóis perderam 73% das vendas na última década...

Que os jornais impressos estão em crise é uma evidência  - já não é uma notícia. Mas os números ajudam a compreender a “sangria” destes últimos dez anos. Em Setembro de 2008, o diário espanol El País vendia uma média de 332 mil exemplares por dia. Hoje, a soma diária dos exemplares vendidos dos seis títulos principais  - além dele, El Mundo, ABC, La Razón, El Periódico e La Vanguardia -  chega apenas aos 316 mil. Tudo começou em Setembro de 2008, “o ano zero da crise”, como conta em Media-tics Miguel Ossorio Vega, que aqui citamos.

 “À crise económica, que feriu de modo brutal a Espanha e a Europa, juntou-se a imprevisível e mutante transição digital, que modifica as regras do jogo da noite para o dia, sem dar tempo de reagir  - o que irremediavelmente se soma a um necessário [processo de] tentativa e erro para sobreviver num ambiente digital que ainda está em construção.”

Segundo o autor, El País vendia então 332.808 exemplares por dia: “Era líder absoluto, a 1,10 euros de preço de capa. Agora custa 1,50 e distribui 123.153 exemplares por dia (dos quais vende pouco mais de 89 mil, segundo a Dircomfidencial). São 74% a menos do que há uma década.” 

As coisas não são melhores com os outros jornais: “El Mundo  passou dos 225.397 exemplares que vendia em Setembro de 2008 para os pouco mais de 56.500 que vende agora. Uma queda de 75%. Percentagem semelhante às que perderam El Peródico (-72%), que passou dos 114.101 exemplares, em 2008, para os actuais 32.008,  ou La Vanguardia (-70,3%), que passou dos 78.992 exemplares em 2008 para 23.511 dez anos depois.” 

“Os generalistas que sofreram menos nesta década foram o ABC, que caíu 60% (de 136.158 exemplares vendidos por dia, para 54.866) e La Razón, que perdeu 42,5%, caindo dos 106.144 para os 60.938 exemplares.” 

Tudo somado, perderam-se 838 mil exemplares diários, visto que naquela altura era ultrapassado o milhão de exemplares por dia. 

E o o jornalista conclui: 

“Nenhuma das estratégias seguida, durante estes anos, pelos editores destes jornais, conseguiu os resultados esperados, pelo que a Imprensa em papel se encaminha lentamente para o desaparecimento total, ou parcial  - enquanto se prepara o caminho para novos meios de financiamento que permitam ao jornalismo sobreviver, o que é mais necessário do que nunca, perante o impulso de notícias falsas que encontraram o seu caldo de cultura na mesma Net chamada a salvar a profissão.”

 

Mais informação no texto de Media-tics  e em Dircomfidencial

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Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

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O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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