Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Jantares-debate

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

Eduardo Carrega Marçal Grilo é natural de Castelo Branco, onde nasceu em 1942, e obteve em 1966 a licenciatura em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa; em 1968, recebeu o grau de "Master of science in Applied Mechanics" pelo Imperial College, na Universidade de Londres; e em 1973, doutorou-se   em Engenharia Mecânica na Universidade Técnica de Lisboa.

Em início de carreira, de 1973 a 1976, foi professor auxiliar do Instituto Superior Técnico; de 1976 a 1980, director geral do Ensino Superior; a partir de 1981, tornou-se consultor do Banco Mundial e assumiu vários cargos de direcção entre os quais, em 1989, a responsabilidade pelo Serviço para a Cooperação da Fundação Gulbenkian e, em 1992, a presidência do Conselho Nacional de Educação.

Marçal Grilo é conhecido por ser um engenheiro mecânico apaixonado pela educação, área em que publicou diversos e relevantes trabalhos. Foi nomeado Ministro da Educação durante o governo socialista chefiado por António Guterres, tendo ocupado o cargo de 1995 a 1999.

 

No seu livro "Quem só espera nunca alcança”, que escreveu a quatro mãos com a jornalista Dulce Neto, conta episódios de vida, faz reflexões e dá lições.

Está reformado da Fundação Gulbenkian, onde trabalhou durante 30 anos, mas, como alguém observou, continua a pensar o país. E  a dar público testemunho dessa sua leitura critica nos média, designadamente, na televisão.

Recorde-se que este é o sexto ciclo que o Clube Português de Imprensa  organiza em estreita parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, na Sala da Biblioteca do Grémio, propondo temas  de flagrante  actualidade como contributo para a reflexão sobre o modo de  estar  e de  sentir da sociedade portuguesa, vistos por personalidades de inquestionável rigor de análise.

Estes ciclos têm permitido, ainda, um amplo debate e uma proveitosa  partilha de ideias.

Connosco
Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Estudo revela que crianças começam cedo a consumir Internet Ver galeria

As crianças espanholas entre os seis e os treze anos já crescem com acesso à tecnologia digital e estão a usar a Internet “para quase tudo”: 89% vêem vídeos, e mais de 40% programas de televisão, em dispositivos móveis ou computadores. Também seguem as redes sociais, neste caso com diferenças de consumo entre segmentos de idade: uma média de 70% dos “mais velhos” (de doze e treze anos), repartida entre quase 75% as meninas e pouco acima de 68% os meninos; há ainda uma média de 43,6% entre as crianças de dez e onze anos, de 18,5% entre as de oito e nove, e de 6% entre as de seis e sete.

Estes dados são de um estudo elaborado pela Asociación para la Investigación de Medios de Comunicación, na base de entrevistas com mais de 5.000 crianças de toda a Espanha, que representam uma população de 3,6 milhões. Trata-se de um segmento da população quase “invisível” para as marcas e os media, que procuram utentes com possibilidade de consumo e de adesão, mas o estudo revela que as crianças também possuem algum poder social, pela influência que exercem sobre esses decisores.
Embora sem estudo comparável, é de admitir que a situação entre as crianças portuguesas não seja muito diferente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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Ironias de uma tragédia
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