Quinta-feira, 18 de Julho, 2019
Jantares-debate

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

Eduardo Carrega Marçal Grilo é natural de Castelo Branco, onde nasceu em 1942, e obteve em 1966 a licenciatura em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa; em 1968, recebeu o grau de "Master of science in Applied Mechanics" pelo Imperial College, na Universidade de Londres; e em 1973, doutorou-se   em Engenharia Mecânica na Universidade Técnica de Lisboa.

Em início de carreira, de 1973 a 1976, foi professor auxiliar do Instituto Superior Técnico; de 1976 a 1980, director geral do Ensino Superior; a partir de 1981, tornou-se consultor do Banco Mundial e assumiu vários cargos de direcção entre os quais, em 1989, a responsabilidade pelo Serviço para a Cooperação da Fundação Gulbenkian e, em 1992, a presidência do Conselho Nacional de Educação.

Marçal Grilo é conhecido por ser um engenheiro mecânico apaixonado pela educação, área em que publicou diversos e relevantes trabalhos. Foi nomeado Ministro da Educação durante o governo socialista chefiado por António Guterres, tendo ocupado o cargo de 1995 a 1999.

 

No seu livro "Quem só espera nunca alcança”, que escreveu a quatro mãos com a jornalista Dulce Neto, conta episódios de vida, faz reflexões e dá lições.

Está reformado da Fundação Gulbenkian, onde trabalhou durante 30 anos, mas, como alguém observou, continua a pensar o país. E  a dar público testemunho dessa sua leitura critica nos média, designadamente, na televisão.

Recorde-se que este é o sexto ciclo que o Clube Português de Imprensa  organiza em estreita parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, na Sala da Biblioteca do Grémio, propondo temas  de flagrante  actualidade como contributo para a reflexão sobre o modo de  estar  e de  sentir da sociedade portuguesa, vistos por personalidades de inquestionável rigor de análise.

Estes ciclos têm permitido, ainda, um amplo debate e uma proveitosa  partilha de ideias.

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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09:00 @ Lagos, Nigéria
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Set