Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Jantares-debate

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

Eduardo Carrega Marçal Grilo é natural de Castelo Branco, onde nasceu em 1942, e obteve em 1966 a licenciatura em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa; em 1968, recebeu o grau de "Master of science in Applied Mechanics" pelo Imperial College, na Universidade de Londres; e em 1973, doutorou-se   em Engenharia Mecânica na Universidade Técnica de Lisboa.

Em início de carreira, de 1973 a 1976, foi professor auxiliar do Instituto Superior Técnico; de 1976 a 1980, director geral do Ensino Superior; a partir de 1981, tornou-se consultor do Banco Mundial e assumiu vários cargos de direcção entre os quais, em 1989, a responsabilidade pelo Serviço para a Cooperação da Fundação Gulbenkian e, em 1992, a presidência do Conselho Nacional de Educação.

Marçal Grilo é conhecido por ser um engenheiro mecânico apaixonado pela educação, área em que publicou diversos e relevantes trabalhos. Foi nomeado Ministro da Educação durante o governo socialista chefiado por António Guterres, tendo ocupado o cargo de 1995 a 1999.

 

No seu livro "Quem só espera nunca alcança”, que escreveu a quatro mãos com a jornalista Dulce Neto, conta episódios de vida, faz reflexões e dá lições.

Está reformado da Fundação Gulbenkian, onde trabalhou durante 30 anos, mas, como alguém observou, continua a pensar o país. E  a dar público testemunho dessa sua leitura critica nos média, designadamente, na televisão.

Recorde-se que este é o sexto ciclo que o Clube Português de Imprensa  organiza em estreita parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, na Sala da Biblioteca do Grémio, propondo temas  de flagrante  actualidade como contributo para a reflexão sobre o modo de  estar  e de  sentir da sociedade portuguesa, vistos por personalidades de inquestionável rigor de análise.

Estes ciclos têm permitido, ainda, um amplo debate e uma proveitosa  partilha de ideias.

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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