Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Media

Universidades apoiam e investem no jornalismo de investigação

A sociedade necessita de um jornalismo de investigação que fica caro, e esta necessidade “chega num momento de grande tensão financeira para uma indústria maciçamente perturbada pelas novas tecnologias e alterações económicas”.

“Acreditamos que este tipo de jornalismo, em defesa do povo americano, é mais importante do que nunca na presente cacofonia de informação confusa, contraditória e enganadora, já para não falar de cepticismo  - ou por vezes rejeição absoluta -  dos factos.”

Esta reflexão é assinada por Christopher Callahan e Leonard Downie Jr., docentes na Universidade Estatal do Arizona, sobre a criação de dois centros de ensino de jornalismo de investigação, um na Universidade referida, outro na de Maryland. Tendo em conta a “proliferação de centros de reportagem de investigação independentes, sem objectivo de lucro, em grande parte financiados por [mecenato] filantrópico”, as universidades “estão prontas a assumir funções de liderança neste novo ecossistema de jornalismo de investigação”  - afirmam no seu texto.

A declaração de Christopher Callahan (vice-reitor da Arizona State University e fundador da Walter Cronkite School of Journalism and Mass Communication), e de Leonard Downie Jr. (professor de Jornalismo e antigo director do diário The Washington Post), vem a propósito da atribuição, pela Fundação Scripps Howard, de três milhões de dólares à referida Escola de Jornalismo, e de outros três milhões à Faculdade de Jornalismo Philip Merril, da Universidade de Maryland, para desenvolver a criação de dois Howard Centers for Investigative Journalism

“O objectivo destes Centros é o de promover a formação de grandes jornalistas de investigação e de grande jornalismo de investigação. Na Conkrite, o novo Howard Center, com recrutamento [de docentes] a nível nacional, conta com cinco repórteres de investigação e editores distinguidos com o Pulitzer Prize, já pertencentes à Arizona State University.” (...) 

“O jornalismo produzido nas Universidades não é novo, mas está em crescimento. Na última década, só a Cronkite School já lançou uma dúzia de programas que reproduzem o modelo dos hospitais universitários, na educação médica  - onde profissionais de topo se juntam às faculdades para formar jovens brilhantes em centros profissionais, criando um ambiente de ensino imersivo, enquanto servem a comunidade exterior à Universidade.” 

“Para as escolas de Medicina, o serviço é a saúde pública; para as escolas de Jornalismo, são as notícias e Informação.”

“Por exemplo, a Cronkite News, uma plataforma noticiosa com delegações em Phoenix, Washington e Los Angeles, concentra-se em grandes temas de interesse público que afectam o Sudoeste, em áreas como a saúde, a lei e o meio ambiente.”

“Informa sobre populações e comunidades na região, frequentemente menos representadas nos media, tais como os índios americanos e os que vivem nas regiões de fronteira.” (...)

 

Mais informação em Media-tics  e o texto acima citado

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Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

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Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

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A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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