Sábado, 6 de Junho, 2020
O Clube

Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2018 atribuído a Bettany Hughes

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património que o CNC representa em Portugal, e o Clube Português de Imprensa, distingue contribuições excecionais para a proteção e divulgação do património cultural e dos ideais europeus. Conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Reagindo à notícia, Bettany Hughes disse: “Estou, de facto, muito emocionada com a decisão do júri. Foi uma surpresa maravilhosa e sinto-me verdadeiramente honrada, tanto pela escolha como pela associação ao nome de Helena Vaz da Silva. Este prémio inspira-me a redobrar os meus esforços no sentido de apoiar, celebrar e salvar o património da Europa.”

Bettany Hughes é uma reconhecida historiadora e autora, também responsável por programas de televisão e de rádio, que dedicou os últimos 25 anos à comunicação do passado. A sua especialidade é a História e a Cultura da Antiguidade e da Idade Média. Membro da Universidade de Oxford, deu aulas nessa Universidade e em Cambridge e também em Cornell, Bristol, UCL, Maastricht, Utrecht e Manchester. É tutor do Institute of Continuing Education da Universidade de Cambridge e Research Fellow do King's College de Londres. Este ano juntar-se-á ao New College of the Humanities como Professora Visitante. O seu primeiro livro Helena de Troia: Deusa, Princesa, Prostituta (2005) foi traduzido para dez idiomas, e publicado em Portugal (Alêtheia, 2008). O seu segundo livro, The Hemlock Cup: Socrates, Athens and the Search for the Good Life (2010) foi bestseller do New York Times e finalista do Writers Guild Award.

Bettany Hughes escreveu e apresentou mais de 50 programas de rádio e TV para a BBC, Channel 4, Discovery, PBS, Canal História, National Geographic, Discovery, BBC World e ITV. Os seus programas já foram vistos por mais de 250 milhões de espectadores em todo o mundo.

Bettany Hughes também tem chamado a atenção para a posição das mulheres na sociedade, tanto no passado como no presente.

Este Prémio Europeu que tem o nome de Helena Vaz da Silva (1939-2002) recorda a jornalista portuguesa, escritora, ativista cultural e política, e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. É atribuído anualmente a um cidadão europeu cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O escritor italiano Claudio Magris foi o primeiro laureado do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva em 2013; o escritor turco e Prémio Nobel da Literatura Orhan Pamuk foi distinguido em 2014; o músico catalão Jordi Savall foi premiado em 2015; o cartoonista francês Jean Plantureux, conhecido como Plantu, e o ensaísta português Eduardo Lourenço venceram ex aequo a edição de 2016 do Prémio. Em 2017, o cineasta Wim Wenders foi o vencedor.
Connosco
Inteligência artificial inventa "robots" na China e Rússia mas não substitui papel do jornalista Ver galeria

A inteligência artificial está a ser introduzida em todos os sectores e os “media” não são excepção, recorda um editorial do jornal indiano “Policy Times”.

As redacções estão a adoptar sistemas automáticos para verificar factos, encontrar fontes, transcrever entrevistas, e detectar plágios.

Além disso, empresas de tecnologia, como a Microsoft, estão a dispensar os seus jornalistas, substituindo-os por sistemas artificiais, programados para redigir artigos com base em notícias já publicadas.

A equipa que desenvolvia o “site” não escrevia artigos originais, mas exercia controlo editorial, publicando conteúdos e manchetes, para que estas se adequassem ao perfil da plataforma.

Na China e na Rússia, a automatização está, ainda, mais avançada, agora que alguns canais já colocaram “robots” a apresentar os telejornais. Apesar de inovadora, esta iniciativa foi mal recebida pelo público, que estranhou não ter um humano a estabelecer uma “ponte” entre a informação e os cidadãos.


Como o “Monde” desenvolveu um “lifeblog” durante a emergência Ver galeria

Perante a pandemia e o risco de isolamento, muitas publicações desenvolveram novos projectos e adoptaram diversas ferramentas para estabelecer contacto com as audiências, mas, talvez a iniciativa do “Le Monde” tenha sido a mais ambiciosa.

Durante 83 dias, sem interrupções, os jornalistas do “Monde” desenvolveram um “lifeblog”, com actualizações ao minuto, e com um “chat” aberto, onde os leitores deixaram as suas dúvidas e sugestões.

A audiência média diária foi de um milhão.

Findo o projecto, a equipa do jornal preparou um artigo para explicar a fórmula adoptada para o desenvolvimento do “lifeblog” mais longo da  sua história.

De acordo com o jornal, o projecto contou com a colaboração de  45 jornalistas, incluindo correspondentes sediados no estrangeiros.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Opinião
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O paradoxo mediático
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Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas