Sexta-feira, 22 de Fevereiro, 2019
Opinião

O Expresso diz que errou

por Dinis de Abreu

Na edição de 15 de Setembro o Expresso inseria como manchete, ao alto da primeira página, o seguinte titulo: “Acordo à vista para manter a PGR”. Como se viu, o semanário, habitualmente tido por bem informado, falhou redondamente.

Seria de esperar, em tal contexto, que se retratasse na edição seguiste. E fê-lo, ao publicar uma nota editorial a que chamou “O Expresso errou”.

Uma nota editorial, contudo, nem sequer assinada pela direcção do jornal. O director, Pedro Santos Guerreiro, a quem competiria explicar e assumir a noticia, afinal falsa, que abalou de novo a credibilidade do jornal, limitou-se, pudicamente, na sua coluna da página dois, a remeter os leitores para a tal nota, como se não fosse nada com ele.

Ora a derrapagem do Expresso, como jornal de referência que se considera, exigiria que a sua direcção - e o seu director em particular - fossem claros quanto à natureza do engano em que caíram.

Afinal, foram enganados ou instrumentalizados pelas fontes consultadas?  Ou foram simplesmente incompetentes, ao não cruzarem suficientemente essas mesmas fontes, durante a investigação jornalística sobre a PGR, que durou meses, como se escreve na nota editorial?

É certo que admitem que “os mecanismos de investigação jornalística falharam e fomos induzidos em erro nas informações recolhidas”. Mas foram “induzidos em erro” por quem? Silêncio absoluto, talvez com receio que sequem as fontes que os manipularam e que mereciam ser denunciadas publicamente, em defesa da honra e do bom nome do Expresso.

Não adianta escreverem, também, piedosamente, na mesma nota, que “neste caso, foi averiguado internamente o processo editorial que levou à publicação da noticia “. E a que conclusões chegaram? Nada se diz. Lembra os inquéritos de Tancos ou de Pedrogão. 

O Expresso errou desta vez como noutras, que têm questionado a respeitabilidade do jornal e a fiabilidade das fontes que utiliza. O jornalismo preguiçoso -  ou comprometido - nunca deu bons resultados…

 

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Um fotojornalista português, Mário Cruz, da Agência Lusa, figura entre os nomeados para o World Press Photo 2019, o mais prestigiado prémio de fotojornalismo do mundo, cuja identidade e trabalhos a concurso foram agora conhecidos. A Fundação organizadora introduziu também uma nova categoria a ser premiada, a História do Ano, destinada a “fotógrafos cuja criatividade e habilidades visuais produziram uma história com excelente edição e sequenciamento, que captura ou representa um evento ou assunto de grande importância jornalística”.

A imagem de Mário Cruz, intitulada “Viver entre o que foi deixado para trás”, mostra uma criança recolhendo material reciclável, deitada num colchão cercado por lixo, enquanto flutua no rio Pasig, em Manila, nas Filipinas.

Os vencedores do concurso serão conhecidos na cerimónia marcada para 11 de Abril, em Amesterdão, na Holanda.

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Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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