null, 19 de Maio, 2019
Opinião

O Expresso diz que errou

por Dinis de Abreu

Na edição de 15 de Setembro o Expresso inseria como manchete, ao alto da primeira página, o seguinte titulo: “Acordo à vista para manter a PGR”. Como se viu, o semanário, habitualmente tido por bem informado, falhou redondamente.

Seria de esperar, em tal contexto, que se retratasse na edição seguiste. E fê-lo, ao publicar uma nota editorial a que chamou “O Expresso errou”.

Uma nota editorial, contudo, nem sequer assinada pela direcção do jornal. O director, Pedro Santos Guerreiro, a quem competiria explicar e assumir a noticia, afinal falsa, que abalou de novo a credibilidade do jornal, limitou-se, pudicamente, na sua coluna da página dois, a remeter os leitores para a tal nota, como se não fosse nada com ele.

Ora a derrapagem do Expresso, como jornal de referência que se considera, exigiria que a sua direcção - e o seu director em particular - fossem claros quanto à natureza do engano em que caíram.

Afinal, foram enganados ou instrumentalizados pelas fontes consultadas?  Ou foram simplesmente incompetentes, ao não cruzarem suficientemente essas mesmas fontes, durante a investigação jornalística sobre a PGR, que durou meses, como se escreve na nota editorial?

É certo que admitem que “os mecanismos de investigação jornalística falharam e fomos induzidos em erro nas informações recolhidas”. Mas foram “induzidos em erro” por quem? Silêncio absoluto, talvez com receio que sequem as fontes que os manipularam e que mereciam ser denunciadas publicamente, em defesa da honra e do bom nome do Expresso.

Não adianta escreverem, também, piedosamente, na mesma nota, que “neste caso, foi averiguado internamente o processo editorial que levou à publicação da noticia “. E a que conclusões chegaram? Nada se diz. Lembra os inquéritos de Tancos ou de Pedrogão. 

O Expresso errou desta vez como noutras, que têm questionado a respeitabilidade do jornal e a fiabilidade das fontes que utiliza. O jornalismo preguiçoso -  ou comprometido - nunca deu bons resultados…

 

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Francisco George no ciclo "Portugal: que País vai a votos?" Ver galeria
O próximo orador convidado do ciclo "Portugal: que País vai a votos?", a 21 de Maio, será Francisco George, um prestigiado médico, especialista em Saúde Pública, actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, empossado em finais de 2017, após ter desempenhado as funções de director-geral da Saúde, a partir de 2005 e durante mais de uma década.
O ciclo é promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de cultura e o Grémio Literário.
Francisco Henrique Moura George, nascido em Lisboa a 21 de Outubro de 2947, frequentou, de acordo com a sua biografia oficial, o Colégio Valsassina.
Licenciado em Medicina, com Distinção, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1973, foi interno de Medicina Interna dos Hospitais Civis de Lisboa no Hospital de Santa Marta e completou, em 1977, o Curso de Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa, tornando-se especialista em Saúde Pública.
Meio século depois da alunagem o valor do jornalismo científico Ver galeria

Vai fazer 50 anos, no dia 20 de Julho, a primeira descida de uma nave com tripulação humana sobre a superfície da Lua. Seis horas depois da alunagem, já a 21, o comandante Neil Armstrong foi o primiro homem a pisar o solo do nosso satélite. O sucesso da missão Apollo 11, e das outras cinco missões lunares que a seguiram, teve um enorme impacto sobre a Humanidade.

“Do ponto de vista mediático, o colossal interesse público que o voo da Apollo 11 suscitou  — estima-se que um em cada seis habitantes do planeta assistiu pela TV ao momento em que Neil Armstrong desceu lentamente pela escada do módulo lunar até pousar os pés na superfície do satélite —  consolidou um público ávido por acompanhar a exploração do espaço.”

Cinquenta anos depois, as perspectivas de colonização do Sistema Solar continuam distantes, e a cobertura de astronomia e exploração espacial teve de mudar muito. “Mas, para quem tem o coração nas estrelas, continua sendo uma actividade apaixonante.”

A reflexão é de Pablo Nogueira, jornalista e editor da Scientific American Brasil, membro da Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência. No Observatório da Imprensa, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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