Sábado, 17 de Novembro, 2018
Media

Novos quiosques de jornais em Paris passam no exame

Está em marcha a renovação dos quiosques de venda de jornais em Paris, com a implantação de modelos que procuram fonecer mais espaço e luminosidade, possibilitar novos serviços e garantir uma exposição mais legível dos títulos apresentados. “Acabaram as revistas encavalitadas umas nas outras”. O objectivo é fazer regressar os clientes e animar as vendas graças a estes espaços mais acolhedores. Segundo Le Figaro, "os primeiros resultados são positivos".
Quando começaram a aparecer na capital francesa, em Abril deste ano, os novos modelos aprovados  - de aceitação pública nem sempre unânime -  os pontos de melhoria tinham a ver com o espaço interior, mas também com a possibilidade de os seus proprietários poderem acrescentar ao negócio principal, o da venda de Imprensa por exemplar, outros produtos, como a recarga de telemóveis, os passes turísticos e bilhetes para museus e espectáculos em Paris.

Segundo uma reportagem de Les Echos, no princípio de Maio, “a área de trabalho (caixa e espaço pessoal) foi aumentada em 25%; a abertura do quiosque foi simplificada, fazendo-se agora em cinco minutos, por contraste com a meia hora bem medida de antigamente; um dispositivo de aquecimento, um pavimento isolante e vidraças amovíveis permitem um melhor isolamento térmico”. 

Para além do conforto, a grande novidade foi a informatização do serviço, com a possibilidade de uma consulta pelo computador permitir conhecer a cada momento a quantidade dos exemplares ainda disponíveis para venda. 

Depois de muitos debates, os primeiros novos protótipos foram apresentados em Março de 2017, e a modernização começou a ser aceite. Antes disso, no entanto, o apego aos antigos quiosques de estilo “haussmanniano” ainda suscitou uma vaga de protesto com 60 mil assinaturas de parisientes indignados. 

Mais informação em  Les Echos  e no site do CPI

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
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